Júlio Zerbatto / Futura Press
Júlio Zerbatto / Futura Press

Prisão de Richa traz reflexo negativo para Alckmin, avaliam tucanos

Preocupação é que caso traga impacto sobre eleitores da Região Sul, reduto de Alvaro Dias

Pedro Venceslau e Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2018 | 20h31

A avaliação do PSDB é que a prisão do ex-governador do Paraná, Beto Richa, candidato da sigla ao Senado, traz impacto negativo para o partido e reforça o sentimento de indignação que induz ao voto de protesto, o que favorece Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência. O próprio ex-governador Geraldo Alckmin, candidato tucano ao Palácio do Planalto, reconheceu nessa terça-feira, 11, que a situação de Richa “fragiliza” o partido.        

“Claro que isso fragiliza o partido. Todos os partidos estão fragilizados”, disse o candidato em entrevista coletiva após participar da sabatina da Folha, UOL e SBT, em São Paulo.

O ex-governador do Paraná foi preso na manhã desta terça-feira em Curitiba na Operação Radiopatrulha do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná. Também foram presos Fernanda Richa, mulher do tucano, Pepe Richa, irmão do candidato, e Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete do Estado. O casal foi levado para a sede do Gaeco e está à disposição da Justiça.

A prisão ocorre no momento que a campanha de Alckmin planeja estratégias para retomar os ataques a Bolsonaro após o deputado ter sido de uma facada em um evento de campanha em Juiz de Fora (MG). “Independente do mérito, isso abala profundamente a confiança nas instituições e cria clima para outsiders e populistas”, disse ao Estado o deputado federal Marcus Pestana (MG), secretário - geral do PSDB.

Questionado sobre a situação de Richa no partido, o parlamentar foi sucinto. “Tem que investigar. Quem tiver culpa que pague”.

Outra preocupação do PSDB é com o impacto da prisão de Richa sobre os eleitores da região Sul, especialmente no Paraná, reduto do senador Alvaro Dias, candidato do Podemos à Presidência.

“A situação fica muito complicada no Paraná e impacta na região Sul. No Paraná, ficamos sem o palanque principal do Geraldo, que era o do Beto Richa. Ele vai ter que fazer campanha lá independente da situação do Beto. São as agonias da campanha”, disse o deputado Nilson Leitão (MT), líder do PSDB na Câmara. 

O comando da campanha de Alckmin vai apelar para que Ratinho Jr, candidato do PSD ao governo do Paraná, reforce a campanha de Alckmin para compensar o prejuízo político. O PSD está na coligação nacional do tucano. 

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