Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Polícia Federal descarta participação de mulher em ataque a Jair Bolsonaro

Aryane Campos havia sido apontada em redes sociais por apoiadores do candidato como responsável por entregar a faca a Adélio Bispo Oliveira

Fábio Serapião, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2018 | 17h27

A Polícia Federal ouviu uma mulher que aparecia em vídeos da cena do atentado ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) e descartou sua participação no crime. Aryane Campos havia sido apontada em redes sociais por apoiadores do candidato como responsável por entregar a faca a Adélio Bispo Oliveira, de 40 anos, que foi utilizada no ataque a Bolsonaro na quinta-feira, 6, em Juiz de Fora (MG). A informação foi confirmada ao Estado por fontes com acesso a investigação em andamento na PF de Minas Gerais. 

Bolsonaro foi golpeado por Bispo quando fazia campanha no centro da cidade mineira. Ele foi operado e está internado no Hospital Albert Einsten, em São Paulo. Até o momento, a investigação da PF, segundo fontes ouvidas pelo Estado, indica que Adélio Bispo atuou sozinho no caso, sem a ajuda ou apoio de outras pessoas. 

No início da tarde desta segunda-feira, 10, a PF divulgou nota em que afirmou estar  analisando "dados financeiros" do esfaqueador e que o rastreamento faz parte de uma série de diligências para "identificar todas as possíveis conexões e motivações do crime".

Além de ouvir as pessoas que aparecem em imagens e que foram apontadas como suspeitas, a PF também analisa nesta semana o material apreendido na residência de Adélio Bispo. Foram apreendidos quatro celulares e um notebook que seriam de Bispo.

Dos quatro celulares, dois, segundo fontes da PF, não estavam em uso e por isso não armazenavam informações de interesse para a investigação. O notebook, por sua vez, tinha muito material armazenado, já foi periciado e agora está na superintendência da PF em Belo Horizonte para ser analisado.

Na tarde desta segunda-feira, os filhos de Jair Bolsonaro, Flávio e Eduardo, estiveram na sede da PF, em Brasília, para um encontro com o diretor-geral da corporação Rogério Galloro. 

Na saída do encontro, Eduardo, que é deputado federal, disse que é preciso esperar o encerramento da investigação para falar se Adélio Bispo agiu sozinho ou contou com a ajuda de mais pessoas.   

"Enquanto não se chega a uma conclusão ou algo mais transparente, é óbvio que a tendência de todos é reforçar a segurança. Não sabemos se houve uma articulação, envolvimento político, se foi um lobo solitário ou um louco", disse Eduardo.    

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