Dado Ruvic/Reuters
Dado Ruvic/Reuters

Plataformas mudam para combater notícias falsas

Sites criam ferramentas para identificar más práticas nas redes e se unem a agências de checagem de fatos

Pedro Venceslau, Paula Reverbel e Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2020 | 05h00

As eleições deste ano ocorrem no momento em que as principais plataformas na internet promovem mudanças em seus protocolos de segurança e de monitoramento de redes de desinformação, notícias falsas e conteúdo ofensivo. “O cenário é outro. Não só as plataformas estão mais abertas, como estão agindo proativamente. (Em 2018) Era difícil fazer cumprir uma ordem judicial. Hoje, muitas vezes, você não precisa ter a ordem da Justiça. A própria plataforma, com seus algoritmos, detecta e remove”, disse o advogado Renato Opice Blum.

Desde o ano passado, o WhatsApp aderiu ao Programa de Enfrentamento à Desinformação, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e, para esta eleição, criou um canal para recebimento de denúncias de mau uso do serviço. “Todo anúncio de cunho eleitoral e político será identificado, caso contrário ele não vai rodar na plataforma”, disse a gerente de Políticas do Facebook, Mônica Guise.

O Facebook e o Instagram afirmaram que vão dispor de uma ferramenta que informa quando um anúncio é peça publicitária com conteúdo político ou eleitoral e indica quem pagou pela divulgação.

No caso do WhatsApp, foram adicionados “rótulos” que sinalizam ao usuário que uma mensagem foi encaminhada ou que já foi encaminhada com frequência. O serviço também criou um limite de encaminhamento para todas as mensagens. Em 2018, uma mensagem podia ser encaminhada, de uma vez, a 20 conversas; em 2019, esse limite foi reduzido para cinco conversas. Com o Google, o WhatsApp lançou ferramenta que permite verificar na internet o teor de mensagens frequentemente encaminhadas. 

Para Entender

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Checagem

No Brasil, Facebook e Instagram fizeram uma parceria com agências de verificação de fatos, para a revisão de conteúdos denunciados. Os parceiros do projeto são Estadão Verifica, Agência Lupa, Aos Fatos e AFP. 

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