FABIO MOTTA/ESTADÃO/DIVULGAÇÃO
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Bolsonaro reage a intenção de Paulo Guedes criar 'nova CPMF'

Candidato à presidência pelo PSL nas eleições 2018 disse: 'Chega de impostos é o nosso lema!'

O Estado de S. Paulo

19 de setembro de 2018 | 12h45

O economista Paulo Guedes, que foi anunciado pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) como seu ministro da Fazenda, caso vença as eleições 2018, propôs a criação de um tributo semelhante à extinta CPMF caso o capitão da reserva assuma o Planalto. As declarações do economista a um grupo pequeno de investidores foram rebatidas por Bolsonaro pelo Twitter: “Chega de impostos é o nosso lema!”, afirmou. Em evento, o general Hamilton Mourão também se disse contrário à criação de novos impostos. "É um tiro no pé", declarou

 


A informação foi publicada nesta terça-feira na Folha de S. Paulo. Não é a primeira vez que "guru econômico" de Bolsonaro fala na criação de CPMF, de acordo com o que o Estado apurou. Em outros encontros com representantes do setor econômico, Paulo Guedes já havia deixado claro sua intenção de criar um novo tributo com características similares a do CPMF.

Segundo a Folha de S. Paulo, em evento fechado e organizado pela GPS Investimentos, Guedes voltou a falar da "nova CPMF" e defendeu ainda uma alíquota única de Imposto de Renda de 20% para pessoas físicas e jurídicas, a taxa também incidiria sobre a distribuição de lucros e dividendos. 

Em Bauru, no interior de São Paulo, o general Mourão, vice de Bolsonaro, disse que é contra uma eventual CPMF e que falar em criação de imposto é dar um tiro no pé, mas acrescentou que isso deve ser decidido entre o candidato e economista.

A “nova CPMF” seria usada, segundo a reportagem, para para financiar o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A volta da contribuição chegou a ser cogitada no final do governo da presidente cassada Dilma Rousseff (PT) como uma solução para cobrir o rombo no Orçamento, mas a proposta acabou sendo abandonada devido à falta de apoio no Congresso.

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