Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Mourão diz ser contra a CPMF e que falar em criação de imposto é 'tiro no pé'

Mourão acrescentou, no entanto, que 'isso deve ser decidido entre o candidato e o economista'

Pablo Pereira e Marcio Rodrigues, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2018 | 14h02

BAURU E SÃO PAULO - O general Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta quarta-feira, 19, em Bauru, no interior de São Paulo, que é contra uma eventual CPMF. Segundo ele, falar em criação de imposto "é dar um tiro no pé". Mourão acrescentou, no entanto, que "isso deve ser decidido entre o candidato e o economista".

Trata-se de uma resposta a Paulo Guedes, responsável pelo programa econômico de sua candidatura e apontado como ministro da Fazenda num eventual governo Bolsonaro. Como revelou a coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo desta quarta-feira, Guedes, em reunião com um grupo escolhido pela gestora de grandes fortunas GPS Investimentos, disse que a proposta de pacote tributário encabeçada por ele prevê a recriação de um tributo semelhante à CPMF, que incide sobre a movimentação financeira, e a criação de uma alíquota única de Imposto de Renda (20%) para pessoas físicas e jurídicas - aplicando a mesma tributação sobre a distribuição de lucros e dividendos. 

Por outro lado, afirmou que pretende eliminar a contribuição patronal para a previdência, cuja alíquota é de 20% sobre a folha de pagamentos. Mais cedo, o próprio Bolsonaro usou o Twitter para dizer que sua "equipe econômica trabalha para a redução da carga tributária".

Internado no Hospital Israelita Albert Einstein desde o último dia 7 de setembro, ele escreveu: "Nossa equipe econômica trabalha para redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é o nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos!", escreveu o deputado, nesta manhã, na rede social. 

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