Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Marina Silva diz que partidos do centrão são os 'atravessadores do sonho brasileiro'

Para a pré-candidata, esses partidos não têm de ficar no centro das eleições 2018

Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2018 | 19h55

BRASÍLIA - A pré-candidata da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, criticou na quarta-feira, 11, o grupo político conhecido como centrão, formado por partidos como PP, DEM, Solidariedade e PRB. Ao ser questionada sobre seu distanciamento das articulações que envolvem essas siglas, a pré-candidata afirmou que esses partidos não têm de ficar no centro das eleições 2018 porque são “atravessadores do sonho brasileiro”.

“O centrão no Brasil acaba sendo o pêndulo que tenta puxar para sua agenda — que no meu entendimento não é a de melhor interesse do Brasil — qualquer candidatura que se coloque no cenário nacional. Eles sabem que em relação a mim já tenho uma escolha: a de que não é o centrão que deve ficar no centro das eleições 2018. Quem deve ficar no centro da grande transformação que o Brasil precisa é a população brasileira, é o cidadão brasileiro. Chega do centrão terceirizar as mudanças do Brasil para o que lhes interessa”, disse. Após o encerramento da coletiva de imprensa, Marina emendou: “Eles são os atravessadores do sonho brasileiro."

As críticas da pré-candidata surgem às vésperas do centrão anunciar qual candidato irá apoiar nas eleições presidenciais. Dirigentes e líderes desses partidos têm se reunido frequentemente e estão divididos entre anunciar aliança com Geraldo Alckmin, do PSDB, e Ciro Gomes, pré-candidato do PDT.

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Na prática, o apoio do centrão é visto como fiel da balança na disputa. O dote eleitoral oferecido pelo bloco é de, no mínimo, 4 minutos e 12 segundos por dia no horário eleitoral de rádio e TV, que começa em 31 de agosto. Somente as quatro legendas – DEM, PP, Solidariedade e PRB – reúnem 124 deputados e têm palanques importantes, principalmente no Nordeste e no Sudeste. Embora o maior partido do grupo seja o PP, a força do DEM pode ser medida pelo comando da Câmara, zona de influência que a sigla quer manter na próxima legislatura.

Marina Silva, no entanto, tem tido dificuldade de aglutinar grandes partidos em sua campanha. Oficialmente, ela mantém diálogos com legendas menos expressivas, como PPS, PHS, PROS e PV, sendo que alguns desses também negociam com Alckmin.  

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Nesta quinta-feira, 12, Marina se encontrou em Brasília com integrantes do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que apresentaram um documento com várias propostas para o meio ambiente. Ele demonstrou interesse em incorporar as medidas ao seu programa de governo. 

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