Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Marina Silva considera nomes do próprio partido para composição de chapa

‘Temos uma boa prata da casa’, afirmou presidenciável da Rede em entrevista a rádio mineira sobre vice e eventuais coligações

Jonathas Cotrim, O Estado de S.Paulo

11 Julho 2018 | 12h45

BELO HORIZONTE - A pré-candidata à Presidência da República Marina Silva (Rede) declarou na manhã desta quarta-feira, 11, que poderá compor sua chapa com nomes do próprio partido nas eleições 2018. Em entrevista à Rádio Super, em Belo Horizonte, a presidenciável declarou que espera ter alianças definidas até o final do período destinado para a realização das convenções partidárias.

+ Marina Silva tenta atrair jovens desiludidos com política

“Nós temos uma boa prata da casa, bons nomes dentro da Rede e as nossas alianças, em que pese buscar os partidos que conversamos. Mas vamos respeitar a dinâmica desses partidos”, disse a ex-senadora. Questionada sobre a possibilidade de ter Roberto Freire (PPS) como vice, Marina disse que respeita as escolhas do PPS e que segue dialogando com a legenda.

A ex-ministra também afirmou que não tem dificuldades em conseguir apoio de outros partidos, mas que cada legenda está analisando o que é melhor para si. O calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) define que os partidos têm entre 20 de julho e 5 de agosto para realizar as convenções, que encaminham o registros das candidaturas para as eleições de outubro.  

Em segundo lugar na última pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Ibope, no fim de junho, empatada com o pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL-RJ) por conta da margem de erro, em um cenário sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato, a pré-candidata da Rede rejeitou qualquer possibilidade de formar uma união de pré-candidaturas como forma de fazer frente ao presidenciável do PSL.

+ Marina defende simplificação e desburocratização de impostos

"Não dá mais para essa história de se unir contra esse ou aquele. Não dá mais para se unir para ganhar o poder. Quero me unir para ter um projeto de País, junto com a sociedade brasileira”, disse Marina. Para a ex-senadora, falar em união de candidaturas favorece a polarização da política brasileira.

Marina está em Belo Horizonte para anunciar a pré-candidatura de Kaká Menezes (Rede) ao Senado por Minas Gerais. O evento contará também com o pré-candidato do partido ao governo do Estado, João Batista Mares Guia. Marina lamentou a saída do empresário Eduardo Lucas, que pretendia concorrer como vice na chapa da Rede, mas garantiu que a sigla respeita as decisões do diretório estadual.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.