Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Ibope: Com 27%, Paes lidera disputa no Rio; 2º lugar tem três empatados

Atual prefeito, Crivella aparece com 12% das intenções de voto, seguido por Martha Rocha (8%) e Benedita da Silva (7%)

Caio Sartori, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2020 | 20h51
Atualizado 05 de outubro de 2020 | 18h34

RIO – A primeira pesquisa Ibope para a eleição do Rio deste ano mostra o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) liderando a disputa, com 27% das intenções de voto. Atrás dele, com  12%, vem o atual prefeito, Marcelo Crivella (Republicanos), empatado tecnicamente com Martha Rocha (PDT), que tem 8%, e Benedita da Silva (PT), 7%.

Crivella, Martha e Benedita empatam porque a margem de erro da pesquisa é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento foi contratado pela TV Globo e divulgada na noite deste sexta-feira, 2. Foram entrevistadas 805 pessoas entre 30 de setembro e 2 de outubro. 

Em patamar abaixo delas, mas também empatado com as duas pela margem de erro, vem Cyro Garcia (PSTU), com 3%, seguido de três candidatos com 2%: Renata Souza (PSOL), Eduardo Bandeira de Mello (Rede) e Clarissa Garotinho (PROS). 

Luiz Lima (PSL) e Suêd Haidar (PMB) têm 1% cada, enquanto Fred Luz (Novo), Paulo Messina (MDB), Glória Heloiza (PSC) e Henrique Simonard (PCO) não pontuaram. 

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Crivella é o candidato mais rejeitado do pleito: 57% afirmaram que não votariam de jeito nenhum no atual prefeito. Depois vêm Clarissa Garotinho, com 38%, e Eduardo Paes, repelido por 32%. Entre os primeiros colocados, Martha é quem tem a menor rejeição, de 8%. Já Benedita não receberia o voto de 24% dos cariocas. 

Contratada pela TV Globo, a pesquisa está registrada no TSE com o código RJ-08365/2020. O nível de confiança estimado é de 95%, e a margem de erro máxima é de três pontos porcentuais.

Em debate na Band, Crivella e Paes foram os principais alvos

Na quinta, os candidatos à Prefeitura do Rio participaram do primeiro debate das eleições, transmitido pela TV Band. Crivella e Paes foram os principais alvos. O prefeito foi questionado sobre medidas da sua gestão, mas não precisou responder sobre polêmicas recentes, como a investigação do “QG da Propina”, esquema que teria funcionado na Prefeitura, ou do grupo “Guardiões do Crivella”, formado por funcionários públicos que atuariam para atrapalhar o trabalho da imprensa. A denúncia que tornou Paes réu por suposto caixa 2 em 2012 também foi ignorada. 

Paes começou o debate criticando o trabalho de Crivella no combate ao novo coronavírus. “Ao contrário do que disse o prefeito aqui, o índice de mortalidade do Rio foi o dobro do de São Paulo. Dobrou o índice do desemprego. O carioca tem na memória que na nossa gestão as coisas eram muito melhores”, disse. 

Crivella rebateu, dizendo que herdou dívidas e uma “corrupção anômica” da gestão Paes. Atrelou a isso os problemas do seu mandato e disse que agora a cidade “está saindo da crise”. Fora isso, buscou falar de questões ideológicos e citou o “kit gay” nas escolas ao fazer uma pergunta a Renata Souza. “Ele deveria estar preocupado em debater propostas”, disse a candidata do PSOL.

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