Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Henrique Meirelles escolhe Germano Rigotto para vice na chapa do MDB à Presidência

Antes do ex-governador gaúcho, a senadora Marta Suplicy havia sido sondada por dirigentes do partido

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2018 | 13h45
Atualizado 06 de agosto de 2018 | 17h55

O ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto será vice na chapa do candidato do MDB à Presidência da República, Henrique Meirelles, nas eleições 2018.  A escolha foi feita na sexta-feira, 3, durante reunião entre Meirelles e o presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR). O presidente Michel Temer também participou das conversas que levaram ao nome do vice do candidato emedebista.

Antes de Rigotto, a senadora Marta Suplicy (SP) havia sido sondada pelo Palácio do Planalto e por dirigentes do MDB para compor a chapa ao lado de Meirelles, mas a indicação não era consenso no comando da campanha. Ex-prefeita de São Paulo pelo PT, Marta decidiu se desfiliar do MDB, como antecipou o Estado, e deixar a vida parlamentar.

++ Temer recebe Meirelles e vice no Jaburu

Conhecido por ter construído sua trajetória política no MDB, Rigotto foi deputado estadual, federal e governador do Rio Grande do Sul (2003 a 2006), sempre no mesmo partido. Em 2006, ele disputou prévia com Anthony Garotinho para a escolha do candidato à Presidência. Garotinho venceu o embate, mas não conseguiu emplacar a candidatura na convenção e o então PMDB, mais uma vez, não apresentou concorrente ao Palácio do Planalto.

Naquele ano, Rigotto tentou a reeleição para o governo gaúcho. Não chegou, porém, ao segundo turno. Após deixar o Palácio Piratini, o ex-governador integrou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva e coordenou o grupo temático da reforma tributária. Atualmente, Rigotto preside o Instituto Reformar de Estudos Políticos e Tributários.

"(Rigotto) tem uma grande afinidade com as bases do partido e, portanto, tem plenas condições de compor essa chapa de forma complementar", afirmou Jucá na tarde deste domingo, em entrevista a jornalistas.

Meirelles conta hoje com 1% das intenções de voto, mas diz ter certeza de que crescerá nas pesquisas com o início da propaganda política na TV, no próximo dia 31. “Essa eleição ainda está em aberto e meu nome tem enorme potencial de crescimento”, afirmou ele.  O MDB, que não apresentava candidato próprio à Presidência desde 1994, fez aliança com o PHS e deve ter por volta de 1 minuto e 40 segundos por bloco no horário eleitoral.

Ex-ministro da Fazenda no governo de Michel Temer e ex-presidente do Banco Central nos dois mandatos de Lula, hoje preso da Lava Jato, Meirelles tenta associar sua imagem ao petista, que lidera as pesquisas. Com o slogan #ChamaOMeirelles, a estratégia da campanha do MDB está sendo montada para mostrar o ex-comandante da economia como um candidato que enfrenta crises e apresenta resultados em qualquer governo, independentemente da ideologia, na tentativa de evitar que a impopularidade de Temer grude nele.

“A minha imagem é associada à minha história. Nós tiramos o Brasil da maior recessão”, insiste Meirelles. “A história fala por si: depois que eu saí do governo Lula, a economia entrou em colapso com a Dilma. Eu retornei com Temer e pusemos a casa em ordem”, emenda ele, numa referência à presidente cassada Dilma Rousseff. Questionado sobre o alto índice de desemprego, com previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 1,6% para este ano, segundo estimativa do Banco Central, Meirelles atribuiu as atuais dificuldades ao cenário de indefinição eleitoral.

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