VALÉRIA GONÇALVEZ/ESTADÃO
VALÉRIA GONÇALVEZ/ESTADÃO

Alckmin afirma que não será o único candidato do centro e que estará no segundo turno

Tucano ainda disse que, se eleito, promoverá quatro reformas: política, tributária, previdenciária e de Estado

Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

18 Junho 2018 | 18h04

O pré-candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) declarou nesta segunda-feira, 18, durante participação no Fórum Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar ), que não será o único candidato do centro, mas que estará no segundo turno.

Ele também pediu à plateia de empresários do setor que não se impressionem com "pesquisas eleitorais fora de hora".

"Para isso existe campanha eleitoral. Quando começar o horário eleitoral, naturalmente,  aqueles que tiverem mais chances vão crescer", disse Alckmin. O pré-candidato afirmou que já há cinco partidos encaminhados para compor sua base de apoio. Ainda assim, ele preferiu não declarar quais seriam as siglas. "Vamos esperar até julho e deixar que os próprios partidos se pronunciem sobre o assunto."

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Alckmin afirmou que, se eleito, irá promover quatro reformas: política, tributária, previdenciária e de Estado. "Quem ganhar as eleições terá quase 60 milhões de votos. E quem usar essa força do povo para fazer as reformas aprova tudo nos primeiros seis meses".

Para Alckmin, ninguém estaria satisfeito com 35 partidos no País. "Nós não temos 35 ideologias, são pequenas e médias empresas mantidas com dinheiro público vergonhosamente".

Sobre supostas conversas com o DEM, ele declarou que se o partido de Rodrigo Maia decidir não ter candidato à Presidência, eles podem, sim, estar juntos. "Temos uma proximidade programática, mas as conversas são para o meio de julho. A harmonização dos palanques se dará apenas em julho".

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Questionado sobre declarações de que o atual governo Temer não teria legitimidade para propor reformas, Alckmin disse que a declaração "não foi não foi sentido de tirar os méritos do atual governo do presidente Temer."

Segundo o tucano, foi  uma constatação daquilo que ele mesmo passou. "Eu fui governador sem voto pelo falecimento do Mário Covas, mas o fato é que não é a mesma coisa. Depois eu fui eleito três vezes governador pelo voto direto, muda tudo. Não é para tirar os méritos do atual governo nem do presidente Temer. É para mostrar que é difícil mesmo em final de governo, sem ter vindo do voto popular, poder implementar reformas que o País precisa e não pode adiar mais."

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