Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'É que nem água e óleo’, diz marqueteiro de Alckmin sobre PSDB e Rede

Lula Guimarães considera 'muito difícil' uma aliança entre os tucanos e Marina Silva; ele diz que pesquisa Datafolha consolida presidenciável tucano como candidato de centro

Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

11 Junho 2018 | 17h15

SÃO PAULO - Lula Guimarães, marqueteiro do ex-governador Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB na disputa eleitoral, afastou nesta segunda-feira, 11, a possibilidade de aproximação entre o PSDB e a pré-candidata Marina Silva (Rede).

+ Ciro com DEM e PP mata Alckmin, dizem aliados do tucano

“Acho muito difícil acontecer, boto pouquíssima fé”, disse Lula, sobre possível aliança. A possibilidade tem sido aventada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “É que nem água e óleo, não se misturam”, completou o marqueteiro, que também trabalhou com a presidenciável da Rede na última eleição.

As declarações foram dadas após participação no Fórum Estadão-Faap Campanha Eleitoral e Fake News, realizado na manhã desta segunda, em São Paulo. 

Pesquisa Datafolha divulgada no domingo, 10, mostra Marina atrás do deputado federal Bolsonaro (PSL), com 15% de intenções de voto, em um cenário sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pré-candidato tucano patina com 7%, atrás dos dois e de Ciro Gomes (PDT), 10%. Questionado sobre o resultado da pesquisa, Lula disse que Alckmin “se consolida como candidato de centro”.

O Estado noticiou nesta segunda-feira que o movimento suprapartidário ligado ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que busca viabilizar uma candidatura comprometida com as reformas estruturais, avalia que Marina pode se consolidar como alternativa do chamado "centro democrático" na disputa presidencial. 

Na semana passada, a própria pré-candidata demonstrou ceticismo em relação a uma aliança com o PSDB. Ela disse que não há “identidade programática” entre as siglas. Mesmo reconhecendo as diferenças, interlocutores da Rede reconheceram que, do ponto de vista pragmático e eleitoral, a aliança seria positiva, principalmente do ponto de vista do tempo de TV e rádio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.