NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Doria acusa Márcio França de 'condescendência' com fake news

Circulou nesta última semana de campanha um vídeo de sexo atribuído ao ex-prefeito, que ele nega; tucano disse ainda que, se o adversário não fez, 'permitiu que se fizesse'

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2018 | 15h18

Em seu último dia de campanha do segundo turno, o candidato do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes, o ex-prefeito João Doria, disse neste sábado, 27, que seu adversário, o governador Márcio França (PSB), foi "condescendente" com a divulgação de fake news e classificou a campanha eleitoral estadual como a mais "suja" da história.

Na terça-feira, o tucano divulgou nas redes sociais uma mensagem ao lado da esposa, Bia Doria, na qual repudiou o vídeo de uma orgia com um homem apresentado como sendo ele. "É impressionante o grau de maldade dos partidos aglutinados em torno do Márcio França, e com a condescendência dele. Se ele não fez, permitiu que se fizesse", disse Doria na manhã deste sábado, em agenda no Capão Redondo, zona sul de São Paulo. 

O candidato do PSDB encerra a campanha na capital, onde registra o pior desempenho nas pesquisas de intenção de voto. Usando uma camiseta amarela com o slogan "Bolsodoria", o ex-prefeito fez campanha no Capão Redondo e no Tatuapé pela manhã. Em entrevista a jornalistas, Doria disse que a campanha também foi "suja" em relação ao candidato presidencial Jair Bolsonaro (PSL). "Há uma profusão de fake news, com vídeos, áudios e falsificação de mensagens de WhatsApp. Nosso site foi invadido várias vezes", disse o tucano.

Quando questionado sobre a declaração de voto do ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa (PSB), em Fernando Haddad (PT), o ex-prefeito desconversou. "Cada um faz a sua opção. Eu não faço a opção pela esquerda, faço pelo Jair Bolsonaro".

Doria também condenou as ações da Polícia Federal em universidades públicas, mas pregou contra o "conteúdo ideológico". "Não há necessidade de ofensiva da Polícia Federal. Tem que ser pelo convencimento, não na base da ação ostensiva. Mas não devemos ter conteúdo ideológico nem na universidade nem na escola. Conteúdo ideológico cada um faz sua opção na sua casa, na sua vida privada. Universidade é para aprender." 

Doria diz que Alckmin continua sendo um 'companheiro'

Depois do Capão Redondo, o ex-prefeito seguiu para uma agenda no Tatuapé, zona leste de São Paulo, onde disse que o ex-governador Geraldo Alckmin, candidato derrotado do PSDB à Presidência, continua sendo um "companheiro". Na última reunião da executiva nacional do PSDB, em Brasília, Alckmin se irritou com Doria e insinuou que seu afilhado político foi um "traidor". Na agenda do Tatuapé, os repórteres perguntaram se o ex-governador estará com ele no evento de encerramento da campanha em clube na Avenida Paulista.

"Geraldo Alckmin é um companheiro, continua sendo. Ele é o presidente do meu partido. Espero que ele possa estar. Não estamos fazendo convite individual. Todos que desejarem estar poderão estar. Os que não puderem estar eu compreenderei também. Estarão de coração."

Terminado o 1° turno, Alckmin se recolheu e não participou de nenhuma atividade de campanha ao lado de Doria, que escondeu o ex-governador nos programas de TV e rádio. Doria escolheu os dois maiores colégios de São Paulo, Capão Redondo na zona sul e Tatuapé na zona leste, para fazer seus últimos eventos de campanha. 

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