Jonathas Cotrim
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Dilma confirma pré-candidatura ao Senado

'Eu não vou me furtar a participar de uma luta que eu julgava que não mais iria ter', afirma a presidente cassada

Jonathas Cotrim, O Estado de S.Paulo

28 Junho 2018 | 21h14

BELO HORIZONTE - A presidente cassada Dilma Rousseff (PT) confirmou nesta quinta-feira, 28, que irá se candidatar ao Senado por Minas Gerais nas eleições 2018. Essa foi a primeira vez que petista falou como pré-candidata desde que transferiu, em abril, o domicílio eleitoral para o Estado onde nasceu.

“Eu não vou me furtar a participar de uma luta que eu julgava que não mais iria ter uma participação ativa, do ponto de vista eleitoral”, disse a petista, argumentando que a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvacondenado e preso pela Operação Lava Jato, teve bastante peso na decisão.  

Dilma se reuniu no começo da noite com a bancada estadual e federal do PT, além de outras lideranças do partido, incluindo o governador Fernando Pimentel (PT). A conversa foi fechada para a imprensa, mas a presidente do diretório estadual do partido, Cida de Jesus, afirmou que foram discutidos os primeiros passos da pré-campanha. Na próxima semana, a legenda deve começar a organizar a agenda e as propostas que serão apresentadas pela ex-presidente. 

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Sobre as críticas que recebeu de adversários pelo fato de não morar em Minas, Dilma disse que não saiu de seu Estado natal porque quis. “Podem falar o que quiserem, eu nasci aqui. Eu não saí daqui porque quis. Saí porque fui perseguida pela ditadura militar”, afirmou, justificando que Minas Gerais seria palco de um novo enfrentamento “entre dois projetos de governo”.   

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O deputado federal Durval Ângelo (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa, acredita que a disputa eleitoral em Minas Gerais será nacionalizada e que a presença de Dilma Rousseff no cenário poderá ajudar a candidatura à reeleição do governador Fernando Pimentel. “A presença dela vai trazer a questão do golpe e da violação de princípios democráticos. O candidato que quiser centrar na crise do Estado, que é uma crise generalizada em todos os Estados, vai perder o bonde da história”, disse. 

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