Hilary Swift/The New York Times
Hilary Swift/The New York Times

Dilma diz ter certeza de que Lula pode ser eleito

Em Curitiba, ex-presidente afirmou que pesquisas eleitorais indicam a força do petista para a corrida presidencial

Nayara Figueiredo, O Estado de S.Paulo

31 Maio 2018 | 19h34

SÃO PAULO - A presidente cassada Dilma Rousseff afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está apto a vencer a corrida pela Presidência neste ano, como candidato do PT. "Temos certeza de que ele tem condições de participar das eleições e ser eleito", disse a jornalistas na quinta-feira, 31, em Curitiba, após visita a Lula, condenado e preso pela Operação Lava Jato em 7 de abril.

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Dilma disse que encontrou o petista em "estado de indignação" por ter a ciência de foi condenado sem provas concretas. "A cada dia fica mais claro que ele é um preso político inocente. Acusam o presidente de um apartamento que é de outrem", afirmou.

"Esta é a única candidatura capaz de barrar o golpe", acrescentou Dilma em referência ao processo de impeachment que a tirou da presidência e deu lugar a seu vice, Michel Temer.

Ela também citou que as pesquisas de intenção de voto realizadas até o momento comprovam a capacidade de reeleição de Lula. Questionada sobre sua eventual candidatura a uma cadeira no Senado, Dilma declarou que ainda está avaliando, pois observa esta questão como parte de processo mais extenso, envolvendo a estratégia do partido.

Petrobrás

A ex-presidente comentou que a situação da Petrobrás foi uma das pautas de discussão entre os petistas. "Lula discutiu comigo como está sendo a destruição da maior empresa estatal brasileira", afirmou. 

Dilma destacou algumas diferenças entre as políticas de preço que são adotadas atualmente para o petróleo, de livre mercado, e as definidas em seu governo, consideradas mais restritivas. "Se você deixar os preços fluírem de acordo com o andamento do mercado, você tem vários fatores que influenciam", disse a ex-presidente. 

A petista ainda criticou "o processo de privatização do refino" e acredita que esta seja uma ferramenta para "abrir o mercado brasileiro desnecessariamente à importação de petróleo". 

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