ED FERREIRA/ESTADAO
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Candidato ao Senado no Paraná, Beto Richa está em segundo lugar nas pesquisas

Ex-governador preso na manhã desta terça aparece com 28% das intenções de voto na mais recente pesquisa Ibope

Katna Baran, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2018 | 14h14

CURITIBA - Preso na manhã desta terça-feira, 11, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, o ex-governador paranaense Beto Richa, candidato ao Senado pelo PSDB no Estado, apareceu em segundo lugar na última pesquisa Ibope para as eleições 2018, com 28% das intenções de voto - atrás do senador e candidato à reeleição Roberto Requião (MDB), com 43%. No levantamento anterior, de 22 de agosto, Richa aparecia com 30% das intenções de voto.

O tucano se afastou do governo do Paraná para concorrer ao Senado, deixando sua vice, Cida Borghetti (PP), no cargo. Eleito governador pela primeira vez em 2010, Richa cumpria seu segundo mandato no Palácio Iguaçu. Na eleições 2018, o ex-governador integra a chapa encabeçada por Cida Borghetti à reeleição.

Filho de José Richa, morto em 2003, começou sua carreira política como candidato a vereador de Curitiba, em 1992, quando foi suplente pelo PSDB, aos 27 anos. Beto Richa conquistou seu primeiro cargo eletivo em 1994, como deputado estadual, posto que ocupou até 2000, quando foi convidado a concorrer a vice-prefeito de Curitiba na chapa encabeçada por Cassio Taniguchi. No posto, comandou a Secretaria Municipal de Obras.

Dois anos mais tarde, concorreu pela primeira vez ao governo do Paraná e ficou em terceiro lugar na disputa. Em 2004, Richa derrotou na disputa pela prefeitura de Curitiba o candidato do PT, Angelo Vanhoni. Quatro anos mais tarde, foi reeleito prefeito com 77% dos votos. A principal candidata da oposição na época era Gleisi Hoffmann, atual senadora e presidente nacional do PT.

Em 2010, Richa se afastou da Prefeitura para concorrer ao governo do Paraná e venceu a eleição no primeiro turno. Quatro anos depois, foi reeleito ao cargo também no primeiro turno.

No posto de governador, Richa nomeou sua mulher, Fernanda, como secretária de Desenvolvimento Social, e seu irmão José Richa Filho como Secretário de Infraestrutura e Logística. Ambos também foram presos na manhã desta terça.

Defendendo um ajuste fiscal nas contas do governo do Paraná, a última gestão do tucano ficou marcada por um confronto de policiais contra servidores públicos, em 29 de abril de 2015, em que mais de 200 pessoas ficaram feridas. Os servidores, principalmente professores, protestavam contra a votação pelos deputados estaduais de mudanças no plano de previdência do Estado propostas pelo governo.

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