Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Boulos diz que conexão com eleitor evangélico se dará ao inverter prioridades da Prefeitura

‘Quando a pessoa está na fila do posto de Saúde ninguém pergunta qual é a religião’, afirma candidato do PSOL

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2020 | 18h13

O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, afirmou, em encontro com evangélicos nesta segunda-feira, 23, que espera se conectar com este eleitorado por meio do compromisso de sua campanha de dar mais atenção à periferia. “Quando a pessoa está na fila do posto de Saúde esperando um exame ou na porta da creche esperando uma vaga ninguém pergunta qual é a religião”, disse o candidato.

Cerca de 30% dos eleitores de São Paulo se dizem evangélicos. Boulos disse que não se comprometeu nem foi demandado a assumir compromissos com os participantes do ato, a não ser o respeito à liberdade religiosa. Segundo pesquisa Ibope, Covas tem 25% das preferências entre os evangélicos, ante 14% de Boulos.

Mais cedo, em entrevista à Rádio Eldorado, Boulos não especificou quais ações da Prefeitura vão deixar de ser prioridade para que, caso seja eleito, possa dedicar mais atenção às regiões periféricas. 

Ao ser questionado sobre supostas contradições entre os valores de esquerda e a agenda evangélica, Boulos disse que seu adversário, o prefeito Bruno Covas (PSDB), tenta “instrumentalizar a fé das pessoas” por intermédio de líderes religiosos. “Isso é uma tentativa mais uma vez de politizar, partidarizar, instrumentalizar a fé das pessoas, que é o que o meu adversário tem tentado fazer com o apoio de determinadas lideranças que não representam a comunidade evangélica”, afirmou o candidato do PSOL.

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Na véspera, Covas participou de três encontros com lideranças evangélicas de grandes denominações como a Assembleia de Deus e a Igreja Mundial do Poder de Deus, na qual recebeu uma bênção do pastor Valdemiro Santiago.

Na campanha, Covas adotou o slogan “força, foco e fé”. Na prefeitura, o candidato do PSDB facilitou a obtenção de alvará para igrejas por meio da Lei de Anistia das Edificações e permitiu que os templos continuassem funcionando durante a epidemia do novo coronavírus. A decisão foi motivo de elogios a Covas no domingo. O prefeito negou ter privilegiado as Igrejas.

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