Joedson Alves/EFE
Joedson Alves/EFE

'Bolsonaro tem um desafio grande, que é a rejeição’, afirma cientista político

Para Rafael Cortez, porcentual dos que rejeitam candidato do PSL ainda é o maior entre os presidenciáveis

Entrevista com

Rafael Cortez, cientista político da Tendências Consultoria

Carla Bridi, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2018 | 22h20

Para o cientista político da Tendências Consultoria, Rafael Cortez, o atentado contra Jair Bolsonaro ajuda a cristalizar a liderança do candidato do PSL nas eleições 2018.

Até que ponto o atentado contra Bolsonaro influenciou nos resultados da pesquisa?

O cenário pós atentado aponta na mesma direção que existia antes do episódio. Uma cristalização das preferências ao Bolsonaro, principalmente no primeiro turno. Pesquisas espontâneas ganharam magnitude mais forte para ele, por causa da exposição pós atentado. A fidelização do eleitor do Bolsonaro foi reforçada. Contudo, não acredito que exista um crescimento a partir do episódio. Ele tem um desafio grande, que é a rejeição, que mesmo tendo caído nessa pesquisa, ainda é a maior. 

Oficializado, Haddad tem chances de absorver os votos do Lula?

As pesquisas atualmente não conseguem captar o potencial de votos do (ex-prefeito Fernando) Haddad. Os próximos levantamentos devem mostrar um desempenho mais positivo, a partir do potencial de transferência do Lula. Acredito que vai melhorar com ele sendo exposto. O PT tem dois desafios com ele: aumentar a taxa de exposição, porque ele ainda é desconhecido por grande parte do eleitorado, e reforçar o vínculo entre ele e Lula. Há a expectativa de crescimento de votos para o Haddad: não se sabe, entretanto, se será o suficiente para gerar distanciamento do Ciro Gomes. Existe essa rivalização no campo da esquerda.

Qual o cenário de 2º turno?

O mais provável é Haddad contra Bolsonaro. Cristalização do Bolsonaro tende a ser suficiente para ele chegar ao 2º turno.

 

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