Joédson Alves/EFE - 21/2/2022
Joédson Alves/EFE - 21/2/2022

Bolsonaro lança ofensiva para se reaproximar de mulheres e evangélicos

Presidente receberá cerca de 100 líderes evangélicos para um café e assinará decretos para instituir o programa Mães do Brasil e a Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino

Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2022 | 20h47

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro (PL) fará uma ofensiva, nesta terça-feira, 8, para se reaproximar dos evangélicos e tentar obter apoio do público feminino, parcela do eleitorado na qual enfrenta grande rejeição. Candidato a novo mandato, Bolsonaro assinará decretos para instituir o programa Mães do Brasil e a Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino, composta pelo comitê de mesmo nome e por uma iniciativa intitulada “Brasil para Elas”, que terá oferta de crédito para mulheres.

A cerimônia ocorrerá às 10 horas, no Dia Internacional da Mulher, com a presença de Bolsonaro e de ministros como Paulo Guedes (Economia), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e João Roma (Cidadania), no Palácio do Planalto. Cinco horas depois, Bolsonaro receberá cerca de 100 líderes evangélicos para um café, no Alvorada.

Como mostrou o Estadão, o presidente tenta reaglutinar uma de suas principais bases de apoio, hoje bastante dividida, e mandar um recado político de que tem a maioria da cúpula das igrejas no momento em que o PT avança sobre esse segmento. Favorito nas pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem se reaproximado dos evangélicos. O PT vai lançar, ainda neste mês, um podcast e um programa de entrevistas e música gospel que irão ao ar pelas redes sociais.

“Estamos em ano eleitoral. É preciso dar uma resposta a essas tentativas de inserção por parte de outros pré-candidatos ao segmento”, disse o deputado Sóstenes Cavalcante (União Brasil-RJ), presidente da Frente Parlamentar Evangélica.

O comitê da pré-campanha de Bolsonaro está convencido de que é preciso ampliar sua interlocução tanto com os evangélicos quanto com o público feminino. Líderes das igrejas viram pouco empenho do governo para barrar a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei que legaliza cassinos, jogos de bicho e bingos no País e pedirão a Bolsonaro que vete a proposta.

Vice

Na outra ponta, a estratégia do Planalto para conquistar o público feminino prevê a escolha de uma mulher para concorrer como candidata a vice na chapa de Bolsonaro. A dobradinha é considerada fundamental pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (Casa Civil). Os dois estão na coordenação da campanha.

A favorita para assumir a vaga é a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que está prestes a deixar o União Brasil e se filiar ao Progressistas. A escolha, porém, ainda esbarra em Bolsonaro, que prefere o ministro da Defesa, Walter Braga Netto. Bolsonaro avalia que ter um militar como vice é garantia contra o impeachment.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.