Mauro Pimentel/AFP
Mauro Pimentel/AFP

Bolsonaro ganha em 16 Estados e no DF; Nordeste garante 2º turno

Resultado quebra polarização entre PT e PSDB na eleição presidencial

Caio Sartori, O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2018 | 21h07

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, é o mais votado em 16 Estados e no Distrito Federal. O capitão reformado do Exército só ficou atrás de Fernando Haddad (PT) nos oito Estados do Nordeste - em Caetés (PE), onde Lula nasceu, Haddad bateu Bolsonaro com ampla diferença - e no Pará. Ciro Gomes (PDT), por sua vez, liderou a disputa no Ceará, seu berço político.

Bolsonaro e Haddad disputam a Presidência pela primeira vez e foram os dois mais votados entre os 13 postulantes ao Palácio do Planalto. O resultado do primeiro turno quebrou a polarização entre PT e PSDB na eleição presidencial. Nas últimas seis eleições, houve duas vitórias do PSDB (1994 e 1998) e quatro do PT (2002, 2006, 2010 e 2014).

O Nordeste que garantiu a vitória a Dilma Rousseff em 2014 também assegurou a ocorrência de segundo turno neste ano.

O Estado em que Bolsonaro teve vitória mais acachapante foi Santa Catarina, onde ficou na casa dos 65%, contra 15% de Haddad. O petista, por sua vez, dominou com maior diferença no Piauí, com 62% dos votos válidos ante 19% do candidato do PSL. No Ceará, Ciro obteve 41% e venceu Haddad, que pontuou 32%. 

Minas Gerais, Estado conhecido politicamente por ser representativo do Brasil — com um Norte pobre e um Sul rico —, espelhou quase que de modo idêntico a disputa em âmbito nacional. Lá, Bolsonaro obteve 48% e Haddad, 27%

Apesar da quebra da polarização entre PT e PSDB, o mapa do voto ficou muito parecido com os das eleições desde 2006. Sob Lula, o Brasil passou a ter uma divisão clara entre o Nordeste, que passou a votar na centro-esquerda, e o Sul e São Paulo, que costumam votar na centro-direita. Com Bolsonaro, os Estados historicamente tucanos radicalizaram à direita e roubaram o protagonismo do PSDB.

Uma diferença clara neste ano foi a vitória de Bolsonaro no seu berço político, o Rio de Janeiro, onde passou dos 57%, além de Minas. Os mineiros e os fluminenses haviam dado vitória ao PT no primeiro turno em todas as disputas presidenciais desde 2006. Os Estados são o segundo e o terceiro maiores colégios eleitorais do País, respectivamente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.