Mauro Pimentel/AFP
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Bolsonaro diz que é possível ministério com gays, mulheres e negros

Nesta quinta-feira, o candidato do PSL à Presidência indicou os nomes de alguns integrantes de seu eventual governo

Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2018 | 20h44

O candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista à rádio CBN nesta quinta-feira, 11, que pode indicar para o ministério de um eventual governo dele "gays, mulheres e afrodescendentes". A resposta foi a uma pergunta sobre a participação feminina em cargos do Executivo em caso de ele ser eleito presidente.

"O que nós temos é que um homem vai estar no ministério, na Defesa. O resto podem ter gays, mulheres e afrodescendentes", afirmou.

Mais cedo, Bolsonaro disso em evento com militantes que, se for eleito, vai indicar o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-SP) para a Casa Civil, Paulo Guedes para a Fazenda e Planejamento e General Augusto Heleno para a Defesa.

Na entrevista, após a declaração sobre a participação feminina, Bolsonaro disse que vai deixar para depois a questão dos outros ministérios.

O candidato também voltou a negar que defenda a diferença salarial entre homens e mulheres. Para ele, o mercado é quem deve decidir esta questão.

Candidato questiona mortes na ditadura militar

Durante a entrevista, Jair Bolsonaro também relativizou o número de mortos e desaparecidos durante a Ditadura Militar Brasileira (1964-1985). De acordo com Bolsonaro, hoje "morrem 400 pessoas em um Carnaval e não se fala nada".

O relatório final da Comissão da Verdade estima que o número de mortos no período foi de 434.

Bolsonaro também se negou a comentar os crimes cometidos pelo Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-Codi. Para o candidato, o militar não teve "nenhuma condenação transitada em julgado".

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