Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Bolsonaro compara Mano Brown a Cid Gomes por críticas ao PT

Em ato com Haddad, rapper fez críticas ao PT e cobrou mea culpa do partido

Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2018 | 23h07

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, elogiou em tom irônico o cantor Mano Brown, que, durante ato de apoio a Fernando Haddad no Rio de Janeiro, na terça-feira, 23, cobrou um mea culpa do PT. O presidenciável afirmou também que os petistas têm de ser "banidos da política".

"Vou aproveitar o momento aqui e mandar um abraço para o Mano Brown. Você foi no show, ontem (terça-feira) ali nos Arcos da Lapa, ao lado do Haddad. Falou que já reconhece a derrota e quer mais... Quer que o PT faça o mea culpa, se desculpe e mostre onde errou", afirmou, em transmissão via Facebook na noite desta quarta-feira, 24.

O capitão da reserva comparou o rapper com o senador eleito Cid Gomes (PDT-CE), que criticou os correligionários do ex-prefeito de São Paulo na semana passada. "Mano Brown, eu sei que você não gosta de mim, mas parabéns pelo dia de ontem. Você foi na linha do Cid Gomes, com toda a certeza", disse.

Bolsonaro afirmou ainda que os petistas "tem que ser banidos da política agora dia 28". "Chega de mentiras, chega de fake news. É só mentira deles", afirmou.

O candidato se apropriou ainda de um mantra da campanha adversária, que se diz favorável à democracia. "(Os petistas) Mentem descaradamente. Haddad vai na Igreja Católica receber a hóstia, fica falando que é democrata. Não é. O que está em jogo no Brasil é a nossa liberdade, a nossa democracia. Vejo a imprensa elogiando o cara, me criticando. Parece que o pessoal da imprensa é analfabeto, este pessoal. Tá lá no plano de governo dele... Controle social da mídia", afirmou. 

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