FABIO MOTTA/ESTADÃO
FABIO MOTTA/ESTADÃO

Bolsonaro afirma ter apoio de deputados emedebistas para as eleições 2018

Presidenciável, crítico do governo, diz que já conta com 20 nomes do partido de Michel Temer, mas não cita nomes

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

27 Junho 2018 | 05h00

RIO - O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou que pelo menos 20 parlamentares do MDB vão apoiar sua candidatura à Presidência da República nas eleições 2018. O partido tem como pré-candidato ao Planalto o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

Questionado pelo Estado sobre quem são os apoiadores, Bolsonaro disse que ainda não poderia revelar nomes. Citou apenas o deputado Rogério Peninha, emedebista de Santa Catarina, entre eles.

Bolsonaro tem feito críticas ao governo Michel Temer. Em fevereiro, chamou de “política” a intervenção na segurança pública do Rio. “Temer já roubou muita coisa aqui, mas o meu discurso ele não vai roubar, não”, disse Bolsonaro na ocasião. O Planalto não comentou. Já Meirelles declarou, em abril, que a pré-candidatura de Bolsonaro traz “instabilidade”.

+++Eleitor de Bolsonaro quer privatizar Petrobrás

Além dos 20 políticos do MDB, segundo o presidenciável do PSL, outros 50 parlamentares já indicaram apoio à sua candidatura. Peninha confirmou que é um dos 20 parlamentares do MDB que apoiarão Bolsonaro. Segundo ele, o presidenciável tem ajudado na aprovação de seu projeto de lei de mudança do Estatuto do Desarmamento e tem viajado com ele para municípios de seu Estado.

“O Meirelles entrou há pouco tempo no MDB e não tem identificação conosco. Minha posição com todos os caciques do partido já está bem clara. Mal vejo o Meirelles. Prefiro apoiar quem realmente confio. Bolsonaro é corajoso e tem visão de País”, afirmou.

“Estamos falando com os parlamentares individualmente. Há deputados de vários partidos demonstrando apoio, como do PR, PROS e DEM. Só não teremos o apoio de nenhum partido da esquerda”, disse Bolsonaro ao Estado.

+++Alvo de Alckmin é Bolsonaro, Bolsonaro e Bolsonaro

Nesta terça-feira, 26, no Rio, o presidenciável do PSL minimizou o impacto em sua campanha de eventual aliança com partidos implicados em investigações. “Os caras querem me apoiar. Por que só pega mal para mim? Ninguém questiona o Henrique Meirelles sobre o Temer, ninguém questiona o Geraldo Alckmin (pré-candidato pelo PSDB) sobre o Aécio Neves”, afirmou, em referência ao presidente e ao senador, alvo de inquéritos.

+++Alckmin limita verba a candidatos a governo

As articulações para alianças estão sendo conduzidas pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Elas teriam começado após Bolsonaro ser criticado por não ter apoio no Congresso, caso eleito, por pertencer a um partido pequeno.

Segundo Onix, 84 deputados de todos os partidos “do centro para a direita” sinalizaram apoio ao deputado. “Até semana que vem, vamos apresentar uma lista com 100 deputados”, disse o parlamentar.

+++Apesar de suspensão, PSL deve ter candidatos em São Paulo

Vice. Bolsonaro também afirmou que, no mês que vem, terá uma resposta do senador Magno Malta (PR-ES) sobre se ele aceitará ser o seu vice. “Ele quer esperar um pouco para tomar a decisão. Talvez decida mês que vem. Pode ser que queira continuar como senador. Independentemente disso, ele terá alguma participação na minha candidatura”, disse o deputado.

Bolsonaro participou, na tarde desta terça-feira, da posse do general Antonio Hamilton Mourão como presidente do Clube Militar, no Rio. O general de reserva já chegou a afirmar que as Forças Armadas poderiam optar por uma “intervenção militar” caso o Judiciário não solucionasse o problema político do País.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.