Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Após reunião, PRB mantém candidatura de Flávio Rocha

Sigla se reuniu e aguarda definições do bloco de centro para decidir se vai apoiar Ciro Gomes (PDT) ou Geraldo Alckmin (PSDB)

Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

11 Julho 2018 | 15h33

BRASÍLIA - Após se reunir com a bancada do partido, o presidente do PRB, Marcos Pereira, disse nesta quarta-feira, 11, que está mantida a pré-candidatura de Flávio Rocha (PRB) à Presidência da República. A explicação é que a legenda está se sentido usada pelo grandes partidos do centrão.

+ ‘Talvez o caminho seja a composição contra os extremos’, diz presidente do PRB

"A bancada está cansada de ser usada, os partidos maiores querem usar o tempo do partido, a estrutura do partido, mas não querem ter reciprocidade com o partido. Nós já fomos sozinhos (para a eleição) outras vezes, vamos ver se o bloco (Centrão) aceita apoiar o Flávio Rocha e aí a gente pode rever essa posição. A maioria (do partido) está se sentindo usada. Todo mundo se fortalece e a gente continua na mesma", afirmou.

Depois da reunião, Marcos Pereira deixou a Câmara dos Deputados e foi para a residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para um almoço com outros líderes desse grupo político. A expectativa é que o Centrão defina, de vez, se vai apoiar o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, ou o do PSDB, Geraldo Alckmin, entre outras possibilidades.

DEM

Na manhã desta quarta, o vice-líder do DEM na Câmara dos Deputados, deputado Efraim Filho (PB) afirmou que a sigla levará em conta a possibilidade de crescer regionalmente para definir o apoio a um presidenciável. Em entrevista à Rádio Eldorado, ele afirmou que a maior capilaridade do PSDB em território nacional poderia dificultar uma aliança, já que os tucanos devem lançar candidaturas próprias aos governos como Minas Gerais e Goiás, onde o DEM tem nomes fortes - o senador Ronaldo Caiado e o deputado Rodrigo Pacheco.

"(Vamos apoiar) aquele que conseguir fortalecer os projetos de protagonismo do DEM nos Estados. O DEM não tem governadores e esses palanques locais podem ser a costura que leve o partido a tomar a decisão". 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.