Redes Sociais/Reprodução
Redes Sociais/Reprodução

Cirurgia de Bolsonaro foi bem-sucedida, diz campanha

Candidato do PSL sofreu ataque em ato de campanha no interior de Minas Gerais; perfuração atingiu deputado na altura do abdome

O Estado de S.Paulo

06 Setembro 2018 | 17h49
Atualizado 06 Setembro 2018 | 21h53

JUIZ DE FORA - Após ter sido esfaqueado em ato de campanha em Juiz de Fora (MG), o candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018Jair Bolsonaro, foi submetido a cirurgia na Santa Casa da cidade mineira na tarde desta quinta-feira, 6, e passa bem. Ele deu entrada no hospital por volta de 15h40 após lesão na região do abdômen.

Segundo a família, a perfuração atingiu parte do fígado, do pulmão e do intestino, informação não confirmada pela Santa Casa. O deputado foi atendido na área de urgência, passou por um exame de ultrassom e foi levado ao centro cirúrgico. A informação de seu estado de saúde foi passada por uma fonte da campanha de Bolsonaro, segundo a qual Bolsonaro reagiu bem ao procedimento e deve se recuperar sem grandes complicações.

Segundo o Estado apurou, o procedimento por qual Bolsonaro passou é chamado de laparotomia exploradora. Basicamente, trata-se de abrir a barriga do paciente e procurar que regiões foram afetadas. O hospital está divulgando poucas informações sobre o estado de saúde do presidenciável à imprensa. Não há previsão de que ele seja transferido da unidade.

A Polícia Federal prendeu Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos, o homem que esfaqueou o candidato Bolsonaro. A assessoria do 2º Batalhão da Polícia Militar em Juiz de Fora disse que Oliveira confessou que esfaqueou o candidato. Segundo a corporação, o homem estaria sóbrio. O caso será investigado pela Polícia Federal.

O deputado Flavio Bolsonaro (PSL), filho do presidenciável, disse que a pessoa que atacou seu pai agiu para matá-lo, e que a campanha "já avaliava que este tipo de violência poderia acontecer". Segundo Flavio, o candidato não usava colete à prova de balas. 

"Não sei o que se passa na cabeça de uma pessoa dessa. Foi a mão de Deus que agiu (para proteção)", disse Flávio à TV Globonews, em trânsito. "Estou indo para Juiz de Fora agora. É contra isso que estamos lutando. A gente sempre soube que poderia acontecer. Os presidenciáveis têm direito a escolta da PF e veículo blindado e, na avaliação deles, o Jair precisa de uma atenção maior. Foi com uma faca, mas poderia ter sido com uma arma. A gente toma as precauções. (O ataque) fortalece ainda mais (a campanha)."

Em seu Twitter, ele escreveu que a perfuração atingiu parte do fígado, do pulmão e da alça do intestino. "(Ele) perdeu muito sangue, chegou no hospital com pressão de 10/3, quase morto... Seu estado agora parece estabilizado".

O governador de Minas, Fernando Pimentel, declarou que repudia o comportamento. "Estamos tomando todas as providências para auxiliar na apuração dos fatos. Repudiamos esse atentado e somos contrários a todos os tipo de violência", disse. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.