Denis Ferreira Netto/ESTADÃO CONTEÚDO/Divulgação
Denis Ferreira Netto/ESTADÃO CONTEÚDO/Divulgação

Ao sair da prisão, Richa diz que vai retomar candidatura ao Senado nas eleições 2018

Preso desde terça-feira, ex-governador foi beneficiado por uma decisão do ministro Gilmar Mendes 

Katna Baran , O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2018 | 01h39

Ao deixar o regimento da Polícia Montada, em Curitiba, onde estava preso, o ex-governador Beto Richa (PSDB) declarou, na madrugada deste sábado, 15, que vai retomar sua candidatura ao Senado nas eleições 2018 e que a prisão contra ele foi uma "crueldade".

"O que fizeram comigo foi uma crueldade enorme, não merecia o que aconteceu, mas estou de cabeça erguida e continuo respondendo todas as acusações sem a menor dificuldade", disse. O tucano foi preso na terça-feira, 11, acusado de chefiar um esquema de desvios em um programa de manutenção de estradas rurais enquanto governador do Estado.

O ex-governador foi solto por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Também deixaram a o regimento a mulher dele, Fernanda Richa, e o irmão, Pepe Richa. Outros 11 presos da Operação também foram liberados por Mendes, mas estão presos no Complexo Médico Penal, em Curitiba.

"Foram dias, não posso deixar de reconhecer, de extremo sofrimento, pra mim e pra toda minha família, e lamento que a palavra de um indivíduo, de um delator, cujo histórico de vida não demonstra nenhuma credibilidade, ao contrário, total falta de credibilidade. Aí eu pergunto: vale a palavra dele ou a minha palavra?", declarou Richa. "Vou retomar minha campanha e nós podemos voltar a falar em outro momento. Vou dizer aqui com muita clareza: entrei nesse regimento como homem honrado e saio daqui como homem honrado", completou. 

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