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A sede da Prefeitura de São Paulo, no centro da capital Reprodução/Google

Eleições municipais de 2020: São Paulo, Rio e BH já têm 26 possíveis candidatos

Com nova regra, disputa por prefeituras será ‘pulverizada’, preveem partidos e analistas ouvidos pelo ‘Estado’

Adriana Ferraz, Fernanda Boldrin e Ítalo Lo Re, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2019 | 05h00

A menos de um ano das eleições de 2020, aumenta a movimentação interna nos partidos por candidatos a prefeito e de políticos por legendas com capacidade financeira para custear campanhas. A partir do ano que vem, novas regras eleitorais devem resultar em um número maior de candidaturas. Somente Rio, Belo Horizonte e São Paulo já somam ao menos 26 cotados para a disputa de prefeituras.

Ao vetar coligações proporcionais, o Congresso impede que legendas sem nomes fortes na urna peguem carona em puxadores de voto de outros partidos, em prática que ficou conhecida como "efeito Tiririca". Já a cláusula de barreira, em vigor desde o ano passado, estabelece um desempenho eleitoral mínimo para que políticos tenham acesso ao fundo partidário e ao tempo gratuito de rádio e televisão.

Ao todo, 14 partidos não conseguiram passar por essa barreira no pleito do ano passado, perdendo, assim, acesso à verba pública destinada para custear as campanhas – nove com representação na Câmara. De lá pra cá, legendas incorporaram outras, como estratégia para ‘crescer’, ou liberam seus deputados a sair.

Rafael Greca, de Curitiba, deixou o PMN e foi para o DEM. O mesmo caminho foi seguido pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que trocou o PHS pelo PSD. Em ambos os casos, as siglas anteriores não atingiram a cláusula de barreira. Já Gean Loureiro, eleito pelo MDB para comandar Florianópolis, segue sem partido após se desfiliar do MDB. E essa lista pode aumentar ano que vem, quando a janela partidária permitirá uma nova leva de trocas partidárias.

“Quem foi eleito por um pequeno partido vai tentar buscar partidos maiores para concorrer, para ter verba para campanha. A não ser que o candidato tenha recursos próprios para se bancar sozinho”, explica o PhD em ciência política e professor da UFMG Felipe Nunes.

‘Pulverização’ leverá a mais disputas em segundo turno

Com a esperada ‘pulverização’ dos votos em função do fim das coligações proporcionais, outras consequências prováveis no pleito de 2020 são um aumento do número de eleições definidas em segundo turno – a legislação prevê o pleito em duas fases em municípios com mais de 200 mil eleitores – e o fortalecimento de quem já tem mandato. Entre as capitais, 14 dos 26 prefeitos podem tentar a recondução ao cargo.

Desde que a reeleição foi aprovada no Brasil, em 1997, todas as capitais, com exceção de São Paulo, reconduziram ao menos dois mandatários. Nesse mesmo período, os paulistanos só deram um segundo mandato a Gilberto Kassab (PSD), que havia se eleito anteriormente como vice na chapa de José Serra (PSDB). Situação que pode se repetir ano que vem, caso o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), que também era vice, consiga aval da população para permanecer no cargo.

Em São Paulo, mais um impacto é esperado: partidos que tradicionalmente não concorriam à Prefeitura vão, ano que vem, ter seus próprios candidatos. É o caso do PSB, do ex-governador Márcio França – que venceu João Doria na cidade ano passado na corrida pelo governo – e o PCdoB de Orlando Silva. Os dois já se colocam como pré-candidatos.

Outra novidade será a entrada do PSL do presidente Jair Bolsonaro na disputa pela capital. Líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann já se colocou como o nome da legenda, mas, sem consenso, terá de disputar internamente a indicação. O deputado estadual Gil Diniz, o “carteiro reaça”, já pediu prévias para a escolha do representante de Bolsonaro na urna.

Siqueira: ‘Candidatos fracos resvalam nos vereadores’

Em 2020, a escolha será fruto de um planejamento muito bem calculado. Segundo o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, os candidatos a prefeito assumem papel ainda mais estratégico nos partidos. “Se um candidato a prefeito for fraco, isso pode resvalar na candidatura de vereadores com boas chances de eleição”, afirma.

Para o prefeito de Salvador (em segundo mandato) e presidente do DEM, ACM Neto, o novo cenário “aumenta o estímulo para que o partido lance o maior número possível de candidatos a prefeito e vereador em todo o Brasil”. A sigla, que se diz “totalmente favorável ao fim das coligações”, acredita que o maior impacto da mudança virá em 2022, com a diminuição do número de partidos. “Permaneceriam, assim, só os partidos fortes e com capilaridade”, diz.

Otimista, o presidente do Cidadania, Roberto Freire, acredita que o processo de voto passará por uma reeducação a partir das novas regras. Para ele, o eleitorado terá mais discernimento sobre os partidos. Na mesma linha, Kassab, fundador e atual presidente do PSD, diz que o fim das coligações proporcionais e as cláusulas de desempenho farão com que os partidos tenham cada vez mais projetos com linha programática clara. Segundo ele, ainda que as novas regras diminuam a quantidade de legendas no futuro, a tendência é que elas sejam muito mais fortes e consolidadas.

O PSDB, também a favor do fim do fim das coligações, planeja ter candidatos próprios no maior número de cidades que conseguir. A perspectiva da legenda, que detém a maior quantidade de prefeitos em capitais do País (8, no total), é de que haverá concentração de mandatos em um número ainda menor de partidos.

PSL de Bolsonaro aposta em posição ‘ideológica’ bem definida

Luciano Bivar, presidente do PSL, afirma que a posição ideológica bem definida de seu partido fará com que a sigla tenha menos dificuldades com a mudança. A expectativa é que o presidente Jair Bolsonaro participe da escolha dos nomes que representarão a sigla em 2020. Conseguir ampliar a capilaridade da sigla em capitais e cidades estratégicas pelo País é uma das metas da legenda, dona hoje da maior fatia do fundo eleitoral.

Na perspectiva da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, a nova configuração não afeta tanto a política de candidaturas do partido, que sempre prezou por lançar o maior número possível de concorrentes. “A mudança fortalece legendas que têm organicidade e uma linha programática clara”, ressalta.

Novo é crítico à emenda: ‘Partidos deveriam ser livres’, diz Amoêdo

João Amoêdo, presidente do Novo, é o único líder partidário ouvido pelo Estado crítico à emenda. “A alteração, mais uma vez, ataca o sintoma, não o problema. Os partidos deveriam ser livres para se coligarem se tiverem pautas semelhantes, embora o façam basicamente para agregar tempo de propaganda eleitoral ‘gratuita’ ou por conta de interesses eleitorais locais”. Ainda assim, segundo ele, deveria caber ao eleitor vetar esse procedimento nas urnas.

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Eleições 2020 em SP: veja lista de cotados para disputar a Prefeitura

O tucano Bruno Covas deve disputar sua recondução ao cargo; Márcio França, ex-governador, é pré-candidato em uma aliança nacional firmada entre PSB e PDT

Vinícius Passarelli, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2019 | 11h06
Atualizado 28 de julho de 2020 | 11h39

As eleições municipais ocorrerão em outubro de 2020, mas os partidos já se movimentam em busca dos seus nomes para a disputa da Prefeitura de São Paulo. Conquistar prefeituras de capitais e grandes cidades é fundamental para que os diferentes grupos políticos construam suas bases para projetos futuros, como a disputa presidencial de 2022.

O atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), tentará ser reconduzido ao cargo e tem o apoio do governador João Doria (PSDB), mesmo após a descoberta de um câncer na região abdominal. Pelo PSL, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL) deve disputar os eleitores do campo da direita, mas tentando se descolar da imagem do presidente Jair Bolsonaro.

Aliado do presidente, Roberto Jefferson (PTB) lançou a pré-candidatura do ex-presidente da OAB/SP Marcos da Costa (PTB). À esquerda, o PT escolheu o ex-secretário municipal Jilmar Tatto em uma disputa interna apertada. Existe o temor que a sigla perca para a candidatura do ativista Guilherme Boulos (PSOL), que deve ter como vice a ex-prefeita Luiza Erundina. 

O ex-governador Márcio França (PSB), a ex-prefeita Marta Suplicy (Solidariedade) o apresentador de TV José Luiz Datena (MDB) são outros nomes que aparecem como pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo. Confira abaixo quem são, até o momento, os cotados para a disputa:

Bruno Covas (PSDB)

O atual prefeito de São Paulo, Bruno Covas, deve tentar a reeleição pelo PSDB em 2020, com o apoio do governador João Doria. Em um cenário marcado pela polarização, a estratégia será focar seu discurso no centro político. Covas é neto do ex-governador Mário Covas e foi vice-prefeito de São Paulo, assumindo a cadeira de prefeito após Doria deixar a prefeitura para disputar o governo do Estado em 2018. No final de outubro, o prefeito descobriu um câncer no estômago com metástase no fígado. Mesmo em tratamento, Covas não se licenciou da prefeitura. Enquanto outros partidos ainda articulam suas candidaturas, o prefeito de São Paulo já fechou uma aliança com PSC, Podemos, Cidadania, Democratas e PL e deve concentrar 40% do espaço de propaganda na TV.

Márcio França (PSB)

Ex-vice-governador de Geraldo Alckmin em São Paulo, Márcio França ocupou a cadeira de governador do Estado em 2018 após o tucano anunciar sua candidatura à Presidência da República. Foi candidato a governador e, com 21,5% dos votos válidos, chegou ao segundo turno contra o candidato tucano João Doria, que foi eleito com 51,75% dos votos válidos. No entanto, França obteve 58% dos votos na capital, contra 42% de João Doria, o que fortalece seu nome para a disputa da Prefeitura. França recebeu o apoio do PDT em um movimento que sela  uma aliança nacional entre as duas siglas. Com chapas conjuntas em capitais, os partidos tentam quebrar a polarização entre bolsonaristas e o PT nas eleições.

Joice Hasselmann (PSL)

Ex-líder do governo no Congresso, a deputada já demonstrou publicamente seu interesse na Prefeitura de São Paulo e, antes do racha na sigla, chegou a declarar que tinha o apoio do presidente Jair Bolsonaro e de Luciano Bivar, presidente da sigla, para a campanha. "Não sou mulher de amarelar", disse durante entrevista concedida em julho ao Estadão. Joice era parte de uma disputa interna do PSL paulista, que era presidido pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente. No entanto, a saída anunciada do grupo de Bolsonaro do PSL deixou o caminho livre para a deputada, que tenta se colocar como a candidata da direita, mas descolada do presidente da República.

Guilherme Boulos (PSOL)

Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e à frente das principais mobilizações de rua de movimentos sociais, Guilherme Boulos será o candidato do PSOL para a disputa da Prefeitura de São Paulo, e se coloca como um nome forte no campo da esquerda. Foi candidato à Presidência da República nas eleições de 2018 pelo PSOL e, com apenas 0,58% dos votos, ficou na 10ª posição no primeiro turno. Sua chapa com a ex-prefeita Luiza Erundina como vice foi confirmada nas prévias do partido, derrotando a deputada federal Sâmia Bomfim e o deputado estadual Carlos Gianazzi na disputa pela indicação.

Jilmar Tatto (PT)

Com a negativa do ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad de se candidatar novamente à prefeitura paulistana, o PT escolheu o ex-secretário de Transportes de São Paulo Jilmar Tatto como candidato da sigla nas eleições 2020. Em eleição interna, Tatto derrotou o deputado Alexandre Padilha por pequena vantagem. O grupo de Tatto exerce domínio sobre a máquina do PT na capital, mas o pré-candidato é visto como um nome de pouca expressão eleitoral.  Para o Senado, na única eleição para cargo majoritário que disputou, em 2018, o ex-secretário ficou sétimo lugar com apenas 6% dos votos. Durante as prévias internas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a dizer que o PT seria “esmagado” entre as candidaturas de Guilherme Boulos (PSOL), à esquerda, e Márcio França (PSB), ao centro, caso não tivesse um candidato forte como Haddad.

Marcos da Costa (PTB)

O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo Marcos da Costa teve sua pré-candidatura à Prefeitura da capital lançada pelo PTB, partido de Roberto Jefferson. A decisão veio depois de conversas com o ex-deputado, que recentemente se tornou aliado do presidente Jair Bolsonaro. A pré-candidatura de Marcos da Costa é mais um movimento de Roberto Jefferson para fortalecer o PTB em São Paulo.  

Andrea Matarazzo (PSD)

Figura histórica do PSDB, Andrea Matarazzo deixou o partido em 2016, após 30 anos, devido a conflitos com João Doria na disputa para a candidatura à Prefeitura de São Paulo nas últimas eleições municipais. Naquele ano, o ex-embaixador e ex-ministro se transferiu para o PSD e compôs a chapa de Marta Suplicy como candidato a vice-prefeito. Em fevereiro, Matarazzo fez acenos ao presidente Jair Bolsonaro, depois que Datena dispensou seu apoio.

Filipe Sabará (Novo)

O Partido Novo, através de um processo seletivo, escolheu o nome de Filipe Sabará, ex-secretário municipal de Assistência Social da gestão Doria à frente da Prefeitura de São Paulo. Até outubro, ele ocupava o cargo de presidente do Fundo Social, órgão oficial de filantropia do governo estadual. Sabará pediu afastamento do cargo para disputar o pleito e rompeu com Doria, e passou a adotar um discurso mais alinhado com o bolsonarismo. Ele tem 36 anos e é formado em marketing, economia e comércio exterior. 

Orlando Silva (PCdoB)

O deputado federal Orlando Silva aparece como provável candidato à prefeitura paulistana pelo PCdoB. Historicamente ligado a chapas petistas, o partido deve lançar um candidato próprio em São Paulo pela primeira vez. Silva foi vereador, ministro do Esporte de Lula e Dilma e deputado federal. Na Câmara dos Deputados, foi vice-líder do governo de Dilma Rousseff entre 2015 e 2016. Atualmente, exerce seu segundo mandato como deputado.

Marta Suplicy (Solidariedade)

A ex-ministra e ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy escolheu o Solidariedade às vésperas do prazo final de filiação. A pré-candidata estava sendo cortejada por outras siglas. Sua candidatura ainda é uma incógnita - cogitou-se que ela fosse vice em uma chapa com Fernando Haddad (PT), que já avisou que não vai disputar. Marta tem defendido a formação de uma frente ampla que vá dos liberais de centro-direita aos progressistas de esquerda para enfrentar candidatos apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro. Tentou voltar à prefeitura paulistana em 2008 e 2016, sem sucesso. Acabou em 4º lugar nas últimas eleições, com 10,14% dos votos válidos. 

Arthur 'Mamãe Falei' (Patriota)

Depois de ser expulso do Democratas, partido pelo qual se elegeu deputado estadual, Arthur do Val, conhecido como "Mamãe Falei", anunciou sua candidatura à prefeitura paulistana pelo Patriota. Val é youtuber e uma das principais lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL). Ao longo de 2019, ficou conhecido por seus discursos inflamados na Assembleia Legislativa de São Paulo. Durante as discussões da reforma previdenciária do Estado, chamou servidores públicos de "vagabundos" e causou uma confusão na Casa. /COLABORARAM JOÃO KER, BRUNO NOMURA e FERNANDA BOLDRIN

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Eleições 2020 no RJ: veja quem são os cotados para a disputar a prefeitura carioca

Mal avaliado, Crivella (PRB) tentará a reeleição; o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) e o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) despontam como fortes candidatos

Caio Sartori e Wilson Tosta, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2019 | 05h00
Atualizado 05 de julho de 2020 | 21h36

RIO - A  sete meses do primeiro turno das eleições municipais de 2020, pelo menos doze possíveis pré-candidatos se articulam para disputar a prefeitura do Rio em um quadro de possível nacionalização da disputa. Haverá pelo menos três concorrentes fortes na cidade, berço político do presidente Jair Bolsonaro e quartel-general de outro possível presidenciável em 2022, o governador Wilson Witzel (PSC). A possível briga entre concorrentes com apoio de presidenciáveis, no segundo maior colégio eleitoral municipal do País, fortalece a tendência de campanha marcada por temas nacionais, ao lado de assuntos locais.

Em busca da reeleição, o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) conta com a máquina pública e o bom trânsito entre evangélicos - é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus - para tentar se viabilizar. Tem tentado se aproximar de Bolsonaro, o que poderia lhe dar chance como candidato da direita radical. O presidente, porém, tem evitado um compromisso que possa lhe custar votos em 2022. A gestão Crivella teve 72% de ruim e péssimo no Datafolha em dezembro. Por isso, o prefeito deverá recorrer ao discurso ideológico e a temas de costumes, como quando mandou recolher livros com conteúdo LGBT na Bienal do Livro, para se fortalecer.

Pela esquerda, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) tentará chegar ao Executivo carioca pela terceira vez. Em 2016, perdeu para Crivella no segundo turno. Desta vez, contudo, o psolista deve vir com nova roupagem. Além de ter agora um mandato federal, ele tem defendido a formação de uma grande aliança em torno de sua candidatura. O movimento incluiria tanto legendas de esquerda quanto algumas mais ao centro, como o PV e a Rede de Marina Silva. Essa frente, porém, não deverá se viabilizar, pelo menos não na amplitude inicialmente ambicionada pelo partido.

O PDT, que pretende lançar a deputada estadual Martha Rocha, e o PSB, cujo postulante é o deputado federal Alessandro Molon, tendem a manter as suas postulações. Nos últimos dias, porém, cresceu a possibilidade de o PT apoiar Freixo. Em baixa no Rio de Janeiro desde que se aliou a Anthony Garotinho (então no PDT), no início dos anos 2000, o petismo tende a indicar Benedita da Silva como vice de Freixo. Evangélica, Benedita poderia ajudaria o psolista a vencer resistências entre eleitores desse público, decisivo em 2018. Mas mesmo no PSOL a aliança é questionada, sobretudo por setores que rejeitam a acusação de “puxadinho do PT”.

Ao centro, o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) é um nome forte, que tende a ir ao segundo turno, avaliam adversários. Por essa ótica, Paes poderia adotar um discurso de combate à polarização, jogando Crivella para um lado ultraconservador e pintando Freixo como um esquerdista radical. Além disso, pegaria embalo na má avaliada gestão Crivella para despertar no eleitor o fator “saudade”. Até o momento, no entanto, Paes trabalha pela eleição sem assumir oficialmente a candidatura. Há ainda um fator de difícil avaliação: a Lava Jato. Paes foi aliado do ex-governador Sérgio Cabral Filho, que está preso, e ainda há processos tramitando.

Um mistério que ainda ronda a eleição é: quem será apoiado por Wilson Witzel? O governador, que está em baixa com antigos aliados do PSL, ainda não tem um candidato claro. Já acenou para Paes e, mais recentemente, aproximou-se do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O tucano paulista declarou apoio a Gustavo Bebianno, ex-secretário-geral da Presidência no início do governo Bolsonaro, com quem rompeu. Tenta conseguir que Witzel faça o mesmo. O governador do Rio, porém, poderá apoiar um nome do mundo jurídico, a juíza Gloria Heloiza. Oficialmente, porém, não há nenhuma definição.

Relevante na eleição de 2018 no Rio, o PSL enfrenta problemas internos para se definir. Apesar de alguns nomes serem cotados, crescem as chances de a sigla não ter candidato próprio. Há ainda o processo de criação do Aliança pelo Brasil, legenda lançada por Jair Bolsonaro que ainda recolhe assinaturas para se registrar. É improvável que o Aliança consiga se viabilizar para 2020.

Veja abaixo os nomes que podem concorrer à Prefeitura do Rio:

Marcelo Crivella (PRB)

Bispo licenciado da Igreja Universal, prefeito Marcelo Crivella  assumiu a cidade em contexto de ressaca dos grandes eventos.  Sua gestão descreveu uma curva decrescente de popularidade: 40% de ruim e péssimo em outubro de 2017, 61% em março de 2018 e 72%  em dezembro de 2019.

Nos últimos meses, porém, de olho em 2020, Crivella tem articulado nos bastidores para chegar forte à disputa pela reeleição. Usou o episódio da Bienal do Livro, considerado censura pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para aparecer no noticiário e reforçar um posicionamento conservador.

Marcelo Freixo (PSOL)

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O deputado federal Marcelo Freixo tem recall (memória de voto) grande das últimas eleições. Por outro lado, tem como desafio driblar a rejeição, que foi decisiva para ele perder o segundo turno em 2016.

No momento, Freixo trabalha para construir o que chama de uma frente  em torno de sua candidatura. A aliança não deverá ser tão ampla quanto o planejado, mas o possível apoio do PT, com a candidatura de Benedita da Silva a vice, lhe daria tempo de rádio e televisão e penetração entre evangélicos.

Durante os governos de Sérgio Cabral Filho (MDB) no Estado, e de Paes (atualmente no DEM), na Prefeitura, o PSOL foi o único partido de esquerda que em nenhum momento compôs as bases aliadas ou ocupou cargos nas gestões. Com isso, a legenda, que é pequena nacionalmente, construiu no Rio sua principal trincheira.

Eduardo Paes (DEM)

Há um consenso entre todos os prefeitáveis do Rio: se Eduardo Paes entrar na disputa, despontará como o candidato a ser batido.  O ex-prefeito, porém, ainda vai demorar um pouco a se declarar candidato. Paes vem articulando discretamente. Uma aproximação com o governador Wilson Witzel, que o derrotou na eleição para governador no ano passado, chegou a ocorrer. Mas a tendência é que haja uma chapa mais ao centro, unindo DEM e partidos menores.

Os aliados de outros partidos, contudo, são receosos quando questionados se apoiarão Paes. Todos reconhecem a força política do ex-prefeito, que poderia confrontar Crivella com dados efetivos de sua gestão, que se deu num período em que o Rio passou por grandes obras e mudanças urbanísticas. “Vamos caminhar juntos em algum momento”, avalia um deles.

Apesar de derrotado por Witzel na eleição para governador no ano passado, Paes venceu na capital. O resultado eleitoral do ex-prefeito do Rio o Estado foi ruim na periferia da Região Metropolitana e no interior do Estado, que votaram maciçamente no hoje governador.

Rodrigo Amorim (PSL)

Conhecido como o deputado estadual que quebrou uma placa com o nome da vereadora assassinada Marielle Franco na eleição do ano passado, Rodrigo Amorim chegou a ser apresentado oficialmente como pré-candidato do PSL no Rio. Sua aproximação do governo Witzel, porém, o afastou dos Bolsonaros e também do Aliança pelo Brasil - partido que  ainda não existe. O partido também passa por um momento de indefinição.

Gustavo Bebianno (PSDB)

Dissidente do bolsonarismo, Gustavo Bebianno foi escolhido pelo PSDB como pré-candidato do partido à prefeitura do Rio do Janeiro. A indicação de seu nome foi feita pelo empresário Paulo Marinho que, assim como ele, foi aliado de Bolsonaro, mas rompeu com o presidente. Bebianno foi o primeiro ministro a perder o cargo no governo Bolsonaro. Ele deixou a Secretaria-Geral da Presidência após desentendimentos com a família do presidente, contra quem tem assumido um discurso duro, com ataques ao presidente e a seu governo.

Marcelo Calero (Cidadania)

Ex-ministro da Cultura, o deputado federal Marcelo Calero (Cidadania) é apresentado pelo partido como pré-candidato. Calero é muito próximo ao apresentador Luciano Huck e faz parte do grupo que mantém contatos frequentes com ele a fim de criar um projeto presidencial para 2022. 

Calero está entre os que poderiam abrir mão da candidatura a depender de como será construída a aliança em torno de Eduardo Paes. Em evento do PSDB no final de setembro, chamou Paes de “o melhor prefeito que essa cidade já teve”. 

Martha Rocha (PDT)

Deputada estadual por um partido que tem história no Rio de Janeiro, o PDT, Martha Rocha conta ainda com outro ativo: é delegada da Polícia Civil e chegou a presidir a corporação. Ela já chegou a ser apontada como “vice dos sonhos” de Marcelo Freixo, mas reafirma sua candidatura sempre que lhe perguntam a respeito. 

A deputada estadual é próxima a outro nome da centro-esquerda carioca que resiste em aceitar a ideia de que todos os progressistas devem se unir em torno de Freixo: o deputado federal Alessandro Molon, do PSB, com quem mantém conversas. 

Alessandro Molon (PSB)

Candidato à Prefeitura duas vezes em condições adversas, em 2008 e 2016, Alessandro Molon é cotado pelo PSB para concorrer de novo no ano que vem. Terceiro deputado federal mais votado do Rio no ano passado, o parlamentar tem votações crescentes para o cargo, mas ainda não empolgou o eleitorado em disputas para o Executivo.

Junto com Martha Rocha e seus partidos, tenta viabilizar uma alternativa à candidatura de Freixo dentro do campo progressista.

Paulo Messina (PRTB)

Ex-braço direito de Marcelo Crivella, de quem foi secretário da Casa Civil, o vereador Paulo Messina, que está no terceiro mandato, rompeu com o prefeito e tem manifestado o desejo de concorrer ao Executivo carioca. 

Hugo Leal (PSD)

Presidente no Rio do PSD de Gilberto Kassab, o deputado federal Hugo Leal foi recentemente lançado como pré-candidato. Tem o apoio do próprio Kassab e do senador Arolde de Oliveira.

Fred Luz (Novo)

Ex-CEO do Flamengo, Fred Luz trabalhou na campanha do presidenciável João Amoedo (Novo) em 2018 e agora deve se candidatar a prefeito pela legenda.

Clarissa Garotinho (PROS)

Filha dos ex-governadores Rosinha e Anthony Garotinho, a deputada federal Clarissa Garotinho se apresenta como pré-candidata à Prefeitura do Rio, apesar de o reduto da família ser em Campos dos Goytacazes, no norte do Estado.

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Eleições 2020 em BH: veja quem são os cotados para disputar a prefeitura

Alexandre Kalil (PSD) tentará a reeleição, enquanto siglas como o PSDB, PT e DEM ainda articulam suas estratégias para as eleições de Belo Horizonte

Ítalo Lo Re, especial para O Estado

04 de outubro de 2019 | 05h00

A um ano das eleições municipais de 2020, os partidos já começam a sinalizar quem vão ser os candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte. O atual prefeito da cidade, Alexandre Kalil (PSD), já manifestou que tentará a reeleição. O que não se sabe, por ora, é se sua campanha contará com o atual vice-prefeito, Paulo Lamac, ou se vai inaugurar uma nova parceria. Isso porque, recententemente, Kalil se desentendeu com Lamac, que deixou o cargo de secretário de Governo ocupado desde 2017.

Para uma possível frente de oposição, destacam-se o deputado estadual João Vitor Xavier (Cidadania), que trabalhado em articulações com DEM e Patriota, a deputada federal Áurea Carolina (PSOL), vereadora mais bem votada de Belo Horizonte em 2016 e a professora Duda Salabert (PDT), que, em 2018, foi a primeira candidata trans ao Senado brasileiro.

Ainda que nem todos os partidos tenham os nomes estabelecidos, alguns deles, como Novo, PT e PSDB, já definiram que terão um candidato ao pleito. Já PSL, PCdoB, entre outros partidos, ainda estudam se terão ou não candidaturas próprias.

Alexandre Kalil (PSD)

Conhecido por ter ocupado o cargo de presidente do Clube Atlético Mineiro, o atual prefeito de Belo Horizonte está em seu primeiro mandato à frente da capital mineira. Na disputa de 2016, o empresário representou o PHS e teve como vice Paulo Lamac, da Rede.

Desde junho deste ano, no entanto, Kalil faz parte do PSD. E nada garante que seu vice continuará o mesmo. No final de 2018, Lamac deixou o cargo de secretário de Governo após ter se desentendido com o prefeito sobre qual candidato a deputado estadual apoiar. Enquanto Kalil abraçou Iran Barbosa (MDB), que não se elegeu, Lamac apadrinhou Ana Paula Siqueira, de seu próprio partido.

Ainda que o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) Adalclever Lopes (MDB) seja apontado como possível novo vice, Lamac foi oficializado recentemente como coordenador do núcleo político do governo, o que foi lido por aliados como uma reaproximação com Kalil.

João Vítor Xavier (Cidadania)

Depois de ter deixado o PSDB por discordar de algumas posturas do partido, entre as quais a aproximação com o governador Romeu Zema (Novo), o deputado estadual João Vitor Xavier (Cidadania) intensificou as conversas com grupos políticos na tentativa de consolidar uma chapa de oposição a Kalil em 2020. Entre as legendas próximas a João Vitor estão o DEM e o Patriota. Jornalista de formação, o deputado também é apresentar de um programa esportivo na Rádio Itatiaia.

Na última eleição, o Cidadania — ainda como PPS — fez chapa com o candidato do PSDB, João Leite, ao indicar o vice, Ronaldo Gontijo, mas a dupla acabou derrotada por Kalil no segundo turno.

Rogério Correia / Beatriz Cerqueira (PT)

Até o momento, o PT de Minas não colocou em discussão a próxima sucessão eleitoral municipal. O partido está voltado para a realização do 7º Congresso Nacional, que terá etapas estaduais em outubro e nacionais em novembro. Somente depois disso a sigla passará para a definição de um candidato para as eleições de 2020 em Belo Horizonte.

Ainda assim, o partido conta com alguns nomes bastante cotados para concorrer à prefeitura da capital mineira, como o deputado federal Rogério Correia, vice-líder do PT na Câmara, e a deputada estadual Beatriz Cerqueira.

Áurea Carolina (PSOL)

Socióloga e cientista política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Áurea Carolina tem 34 anos e carrega como principais bandeiras o feminismo e outras pautas identitárias. Foi representando essas causas que, em 2016, Áurea foi eleita como a vereadora mais bem votada de Belo Horizonte.

Em 2018, ela chegou ao cargo de deputada federal com 162.740 votos — tornando-se a mulher com maior número de votos para o cargo em Minas Gerais.

Duda Salabert (PDT)

Primeira candidata trans ao Senado brasileiro, Duda Salabert é professora de literatura e ativista pelo meio ambiente e pela educação. Após ter rompido o vínculo com o PSOL no começo deste ano, a educadora chegou ao PDT com status de peso, tornando-se imediatamente uma das principais cotadas para concorrer à prefeitura pelo partido. Via Twitter, ela já manifestou interesse em disputar o cargo.

Eduardo Barbosa / Luísa Barreto (PSDB)

Atualmente, o PSDB de Minas realiza uma mobilização interna para lançar candidatos em todos os municípios em que está organizado ou se organizando. Em Belo Horizonte, o PSDB esteve no segundo turno nas duas últimas eleições e, para o próximo ano, já conta com pré-candidatos, como o deputado federal Eduardo Barbosa e a administradora pública Luísa Barreto, atual secretária-adjunta da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do governo Zema. Ela foi uma das coordenadoras de campanha de Antonio Anastasia, candidato tucano derrotado ao governo do Estado em 2018 e atual senador.

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Eleições municipais 2020: saiba quem deve fazer biometria

Cadastramento biométrico ainda não é obrigatório na cidade de São Paulo para o próximo pleito; veja mais informações sobre onde ele é exigido

Carla Menezes, especial para O Estado

04 de outubro de 2019 | 05h00

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 73% dos eleitores brasileiros já realizaram o cadastramento biométrico. O processo, que começou em 2008, consiste em registrar as digitais, atualizar os dados, cadastrar a assinatura e tirar uma foto do eleitor. O objetivo é evitar possíveis fraudes.

Ainda não fez a biometria? Sabe onde será obrigatória nas eleições municipais de 2020? O Estadão tira as principais dúvidas:

O cadastramento biométrico é obrigatório na cidade de São Paulo?

Não. Já é possível realizar o cadastro, mas ainda não existe um prazo para o início da obrigatoriedade do registro. De acordo com o TRE-SP, a data deve ser estipulada em um futuro próximo, pois a meta do Tribunal Superior Eleitoral é cadastrar a biometria de todo o eleitorado nacional até 2022.

Apesar de ainda não ser obrigatório, segundo o TRE-SP, dos 8.946.329 de eleitores da capital, 53,89% já realizaram o cadastramento da biometria.

Em quais cidades do Estado de São Paulo a biometria será obrigatória?

Em 2019, eleitores de 479 municípios devem realizar o cadastro biométrico obrigatoriamente. Para descobrir se a sua cidade está entre eles, clique aqui

Qual é o prazo final para fazer a biometria obrigatória?

Cada cidade tem uma data diferente. Você pode consultar o prazo no seu município clicando aqui

Quem não fez a biometria eleitoral obrigatória pode votar nas eleições 2020?

Não. Se a sua cidade estiver na lista onde o cadastramento biométrico é obrigatório em 2019 e você não realizar o registro até a data-limite, seu título será cancelado e você não poderá votar nas eleições de 2020. 

Não moro em uma capital, como posso saber se a biometria é obrigatória na minha cidade?

Os sites dos Tribunais Regionais Eleitorais de cada Estado disponibilizam listas das cidades onde os eleitores estão sendo convocados obrigatoriamente. 

Como agendar o cadastramento da biometria?

Na maioria das cidades do Estado de São Paulo, o agendamento só pode ser feito pelo site do TRE. Veja o passo a passo para agendar neste link.

Posso agendar o cadastramento biométrico de outra forma?

Em algumas cidades paulistas é possível realizar o agendamento para atendimento em unidades do Poupatempo. São Paulo, Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo são alguns desses municípios. Para ver se a sua cidade está na lista, clique aqui.  

Quais os documentos necessários para realizar o cadastramento da biometria?

Antes de separá-los, é necessário saber que os documentos precisam conter o nome atual do eleitor. Caso você não tenha, deve levar um documento complementar em que conste o seu nome completo atualizado. 

No dia e horário marcados, você deve comparecer ao posto de atendimento com os seguintes documentos:

  • Comprovante de endereço (contas de telefone fixo, celular, água e luz são aceitas desde que contenham o nome do eleitor, o endereço, e tenha sido emitida nos últimos três meses).
  • Documento de identificação (qualquer um dos listados abaixo):
  • RG original;
  • Carteira de Trabalho e Previdência Social;
  • Carteira profissional emitida por órgão criado por lei federal (OAB, CRM, CREA, etc);
  • Certidão de nascimento;
  • Certidão de casamento.

Também é possível utilizar o passaporte como documento de identificação, desde que o modelo contenha a filiação (nome dos pais) do cidadão. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) não é aceita por não conter informações sobre nacionalidade e naturalidade. 

  • Comprovante de quitação do serviço militar (para homens de 18 a 45 anos que utilizem seu primeiro título de eleitor)
  • Título de eleitor (e comprovantes de votação, caso os tenha).

Em quais capitais brasileiras a biometria é obrigatória? 

Aracaju

Belém

Boa Vista

Brasília

Campo Grande

Cuiabá

Curitiba

Florianópolis

Fortaleza

Goiânia

João Pessoa

Macapá

Maceió

Manaus

Natal

Palmas

Porto Velho

Recife

Rio Branco

Salvador

São Luís

Teresina

Vitória

Em quais capitais brasileiras a biometria ainda não é obrigatória?

Belo Horizonte

Porto Alegre

Rio de Janeiro

São Paulo

Quem já fez a biometria precisa levar o título de eleitor para votar?

Não é necessário levar o título de eleitor para votar. No entanto, mesmo já tendo feito o cadastramento biométrico, você ainda precisará levar um documento oficial de identificação com foto, como o documento de Identidade, CNH ou passaporte, por exemplo. O e-Titulo, versão digital do título de eleitor, também pode ser utilizado como documento oficial de identificação. 

Em caso de transferência de título, é preciso recadastrar a biometria?

Não. Mesmo que o eleitor mude de domicílio eleitoral, não será necessário refazer a biometria.

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Veja o passo a passo para agendar a biometria eleitoral

Cadastramento biométrico pode ser realizado por eleitores de cidades onde ele ainda não é obrigatório

Carla Menezes, especial para O Estado

04 de outubro de 2019 | 05h00

Até 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende atingir 100% dos cadastros da biometria do eleitorado nacional. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), eleitores de 479 municípios de São Paulo devem fazer a biometria em 2019.

Sem o cadastro, não será possível votar nas eleições municipais de 2020. De acordo com o TRE-SP, 33.041.449 eleitores do Estado já realizaram o cadastramento. Este número representa 59,44% do eleitorado paulista.

Saiba se a sua cidade está em processo de biometria obrigatória clicando aqui. 

Mesmo que a sua cidade ainda não esteja na lista, você já pode realizar o seu cadastro e evitar uma fila daquelas em um futuro próximo.

Confira abaixo como realizar o agendamento para o cadastro biométrico no Estado:

Como agendar o cadastramento da biometria?

Na maioria das cidades do Estado de São Paulo, o agendamento só pode ser feito pelo site do TRE. Para acessá-lo, clique aqui.  

  • Ao acessar o site, clique em “Agende”.

  • Tenha em mãos o número do seu título de eleitor, pois será a primeira informação solicitada. Insira os números, digite o código que aparecer na imagem e clique em “Buscar”. 

  • Caso não esteja com o número, é possível prosseguir com seus dados pessoais (nome completo, nome da mãe e do pai e data de nascimento). Digite o código que aparecer na imagem e, em seguida, clique em “Buscar”.

  • Insira seu CEP e número de residência. Depois, clique em “Buscar” novamente.

  • Selecione a Zona Eleitoral ou a Central para atendimento. Nesta tela, já é possível visualizar o endereço do local.
  • Escolha o dia (de segunda a sábado) e o horário. 
  • Pronto. Agora é só aguardar o dia agendado e comparecer ao local com os documentos necessários. 

Posso agendar o cadastramento de outra forma?

Em algumas cidades, é possível realizar o agendamento para atendimento em um Poupatempo. São Paulo, Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo são alguns desses municípios. 

Para ver se a sua cidade está na lista, clique aqui.  

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