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A sede da Prefeitura de São Paulo, no centro da capital Reprodução/Google

Eleições municipais de 2020: São Paulo, Rio e BH já têm 26 possíveis candidatos

Com nova regra, disputa por prefeituras será ‘pulverizada’, preveem partidos e analistas ouvidos pelo ‘Estado’

Adriana Ferraz, Fernanda Boldrin e Ítalo Lo Re, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2019 | 05h00

A menos de um ano das eleições de 2020, aumenta a movimentação interna nos partidos por candidatos a prefeito e de políticos por legendas com capacidade financeira para custear campanhas. A partir do ano que vem, novas regras eleitorais devem resultar em um número maior de candidaturas. Somente Rio, Belo Horizonte e São Paulo já somam ao menos 26 cotados para a disputa de prefeituras.

Ao vetar coligações proporcionais, o Congresso impede que legendas sem nomes fortes na urna peguem carona em puxadores de voto de outros partidos, em prática que ficou conhecida como "efeito Tiririca". Já a cláusula de barreira, em vigor desde o ano passado, estabelece um desempenho eleitoral mínimo para que políticos tenham acesso ao fundo partidário e ao tempo gratuito de rádio e televisão.

Ao todo, 14 partidos não conseguiram passar por essa barreira no pleito do ano passado, perdendo, assim, acesso à verba pública destinada para custear as campanhas – nove com representação na Câmara. De lá pra cá, legendas incorporaram outras, como estratégia para ‘crescer’, ou liberam seus deputados a sair.

Rafael Greca, de Curitiba, deixou o PMN e foi para o DEM. O mesmo caminho foi seguido pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que trocou o PHS pelo PSD. Em ambos os casos, as siglas anteriores não atingiram a cláusula de barreira. Já Gean Loureiro, eleito pelo MDB para comandar Florianópolis, segue sem partido após se desfiliar do MDB. E essa lista pode aumentar ano que vem, quando a janela partidária permitirá uma nova leva de trocas partidárias.

“Quem foi eleito por um pequeno partido vai tentar buscar partidos maiores para concorrer, para ter verba para campanha. A não ser que o candidato tenha recursos próprios para se bancar sozinho”, explica o PhD em ciência política e professor da UFMG Felipe Nunes.

‘Pulverização’ leverá a mais disputas em segundo turno

Com a esperada ‘pulverização’ dos votos em função do fim das coligações proporcionais, outras consequências prováveis no pleito de 2020 são um aumento do número de eleições definidas em segundo turno – a legislação prevê o pleito em duas fases em municípios com mais de 200 mil eleitores – e o fortalecimento de quem já tem mandato. Entre as capitais, 14 dos 26 prefeitos podem tentar a recondução ao cargo.

Desde que a reeleição foi aprovada no Brasil, em 1997, todas as capitais, com exceção de São Paulo, reconduziram ao menos dois mandatários. Nesse mesmo período, os paulistanos só deram um segundo mandato a Gilberto Kassab (PSD), que havia se eleito anteriormente como vice na chapa de José Serra (PSDB). Situação que pode se repetir ano que vem, caso o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), que também era vice, consiga aval da população para permanecer no cargo.

Em São Paulo, mais um impacto é esperado: partidos que tradicionalmente não concorriam à Prefeitura vão, ano que vem, ter seus próprios candidatos. É o caso do PSB, do ex-governador Márcio França – que venceu João Doria na cidade ano passado na corrida pelo governo – e o PCdoB de Orlando Silva. Os dois já se colocam como pré-candidatos.

Outra novidade será a entrada do PSL do presidente Jair Bolsonaro na disputa pela capital. Líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann já se colocou como o nome da legenda, mas, sem consenso, terá de disputar internamente a indicação. O deputado estadual Gil Diniz, o “carteiro reaça”, já pediu prévias para a escolha do representante de Bolsonaro na urna.

Siqueira: ‘Candidatos fracos resvalam nos vereadores’

Em 2020, a escolha será fruto de um planejamento muito bem calculado. Segundo o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, os candidatos a prefeito assumem papel ainda mais estratégico nos partidos. “Se um candidato a prefeito for fraco, isso pode resvalar na candidatura de vereadores com boas chances de eleição”, afirma.

Para o prefeito de Salvador (em segundo mandato) e presidente do DEM, ACM Neto, o novo cenário “aumenta o estímulo para que o partido lance o maior número possível de candidatos a prefeito e vereador em todo o Brasil”. A sigla, que se diz “totalmente favorável ao fim das coligações”, acredita que o maior impacto da mudança virá em 2022, com a diminuição do número de partidos. “Permaneceriam, assim, só os partidos fortes e com capilaridade”, diz.

Otimista, o presidente do Cidadania, Roberto Freire, acredita que o processo de voto passará por uma reeducação a partir das novas regras. Para ele, o eleitorado terá mais discernimento sobre os partidos. Na mesma linha, Kassab, fundador e atual presidente do PSD, diz que o fim das coligações proporcionais e as cláusulas de desempenho farão com que os partidos tenham cada vez mais projetos com linha programática clara. Segundo ele, ainda que as novas regras diminuam a quantidade de legendas no futuro, a tendência é que elas sejam muito mais fortes e consolidadas.

O PSDB, também a favor do fim do fim das coligações, planeja ter candidatos próprios no maior número de cidades que conseguir. A perspectiva da legenda, que detém a maior quantidade de prefeitos em capitais do País (8, no total), é de que haverá concentração de mandatos em um número ainda menor de partidos.

PSL de Bolsonaro aposta em posição ‘ideológica’ bem definida

Luciano Bivar, presidente do PSL, afirma que a posição ideológica bem definida de seu partido fará com que a sigla tenha menos dificuldades com a mudança. A expectativa é que o presidente Jair Bolsonaro participe da escolha dos nomes que representarão a sigla em 2020. Conseguir ampliar a capilaridade da sigla em capitais e cidades estratégicas pelo País é uma das metas da legenda, dona hoje da maior fatia do fundo eleitoral.

Na perspectiva da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, a nova configuração não afeta tanto a política de candidaturas do partido, que sempre prezou por lançar o maior número possível de concorrentes. “A mudança fortalece legendas que têm organicidade e uma linha programática clara”, ressalta.

Novo é crítico à emenda: ‘Partidos deveriam ser livres’, diz Amoêdo

João Amoêdo, presidente do Novo, é o único líder partidário ouvido pelo Estado crítico à emenda. “A alteração, mais uma vez, ataca o sintoma, não o problema. Os partidos deveriam ser livres para se coligarem se tiverem pautas semelhantes, embora o façam basicamente para agregar tempo de propaganda eleitoral ‘gratuita’ ou por conta de interesses eleitorais locais”. Ainda assim, segundo ele, deveria caber ao eleitor vetar esse procedimento nas urnas.

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Eleições 2020 em SP: veja lista de cotados para disputar a Prefeitura

Com o término das convenções dos partidos, 14 candidaturas foram confirmadas para as eleições municipais na capital paulista deste ano; conheça lista completa

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2019 | 11h06
Atualizado 30 de setembro de 2020 | 20h52

Com o último dia das convenções partidárias, 14 candidaturas foram oficializadas para disputa da Prefeitura de São Paulo nas eleições 2020, previstas para 15 de novembro. 

O atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), tentará se reeleger. Além do apoio do governador João Doria (PSDB), Covas tem o apoio de aliança formada por dez partidos, garantindo o maior tempo de televisão e rádio para campanha do candidato.

O Republicanos anunciou o deputado federal Celso Russomanno como candidato, com Marcos da Costa (PTB) como vice. A chapa já recebeu sinalização de apoio do presidente Jair Bolsonaro, aliado do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson.

Após ter sido confirmada em convenção do Novo, a candidatura do empresário Filipe Sabará foi suspensa temporariamente pela sigla em 23 de setembro. De caráter liminar, a decisão tomada pelo Conselho de Ética do Partido não informou o motivo da punição. O conselho analisa a impugnação da candidatura. 

O PT escolheu o ex-secretário municipal Jilmar Tatto em uma disputa interna apertada. A sigla disputa espaço entre o eleitor de esquerda com a candidatura de Guilherme Boulos (PSOL), que tem como vice a ex-prefeita Luiza Erundina e apoio do PCB e da Unidade Popular.

O ex-governador Márcio França (PSB) aparece como um dos candidatos à Prefeitura de São Paulo, em aliança com o Avante e o PDT. 

Pelo PSL, foi lançada a deputada federal Joice Hasselmann, com Ivan Leão Sayeg como vice. Andrea Matarazzo é o candidato do PSD, com Marta Costa na chapa e Levy Fidelix teve a candidatura divulgada pelo PRTB, com o vice-prefeito Jairo Glikson.

Também foram oficializadas as candidaturas de Antonio Carlos pelo PCO, Arthur ‘Mamãe Falei’ do Val pelo Patriota, Marina Helou pela Rede, Orlando Silva pelo PCdoB e Vera Lúcia pelo PSTU.

Confira abaixo quem são os candidatos para as eleições 2020:

Andrea Matarazzo (PSD)

Figura histórica do PSDB, Andrea Matarazzo deixou o partido em 2016, após 30 anos, devido a conflitos com João Doria na disputa para a candidatura à Prefeitura de São Paulo nas últimas eleições municipais. 

Naquele ano, o ex-embaixador e ex-ministro se transferiu para o PSD e compôs a chapa de Marta Suplicy como candidato a vice-prefeito. Em fevereiro, Matarazzo fez acenos ao presidente Jair Bolsonaro, depois que Datena dispensou seu apoio. A vice na chapa é a deputada estadual Marta Costa, filha de José Wellington Bezerra da Costa, pastor presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil e do Ministério do Belém.

Antonio Carlos (PCO)

O Partido da Causa Operária (PCO) escolheu o professor da rede pública estadual Antonio Carlos como seu candidato. O jornalista Henrique Áreas, que foi o candidato no partido ao Executivo municipal em 2016, compõe a chapa como vice. A oficialização aconteceu em convenção virtual em 12 de setembro. 

Apesar de ter se candidato a deputado federal em 2018, a candidatura de Antonio Carlos foi considerado inapta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Arthur 'Mamãe Falei' (Patriota)

Depois de ser expulso do Democratas, partido pelo qual se elegeu deputado estadual, Arthur do Val, conhecido como "Mamãe Falei", anunciou sua candidatura à prefeitura paulistana pelo Patriota.  A corretora de imóveis Adelaide Oliveira - porta-voz do Vem Pra Rua, movimento que defendeu o impeachment de Dilma Rousseff em 2015 - é a vice na chapa.

Oficializado candidato em convenção drive-thru, Val é youtuber e uma das principais lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL). Ao longo de 2019, ficou conhecido por seus discursos inflamados na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Durante as discussões da reforma previdenciária do Estado, chamou servidores públicos de "vagabundos" e causou uma confusão na Casa.

Bruno Covas (PSDB)

O atual prefeito de São Paulo, Bruno Covas, vai tentar a reeleição pelo PSDB, com o apoio do governador João Doria. Em um cenário marcado pela polarização, a estratégia será focar seu discurso no centro político. O vereador do MDB Ricardo Nunes compõe a chapa como vice.

Covas é neto do ex-governador Mário Covas e foi vice-prefeito de São Paulo, assumindo a cadeira de prefeito após Doria deixar a prefeitura para disputar o governo do Estado em 2018. No final de outubro do ano passado, o prefeito descobriu um câncer no estômago com metástase no fígado. Mesmo em tratamento, Covas não se licenciou da prefeitura. 

O prefeito de São Paulo fechou uma aliança com dez partidos: DEM, Podemos, MDB, PSC, Progressistas, PL, PROS, Cidadania, PTC e PV. Este último retirou a pré-candidatura do médico sanitarista Eduardo Jorge para se juntar à coligação. Com a saída do advogado e produtor rural Ribas Paiva como pré-candidato, o PTC também se juntou ao apoio a Covas. As coligações garantem ao atual prefeito o maior tempo de exibição na campanha em TV e rádio.

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Tucano apoiado por coligação de dez partidos, neto do ex-governador Mário Covas é um dos candidatos nas eleições 2020

Celso Russomanno (Republicanos)

O deputado federal Celso Russomanno foi confirmado pelo Republicanos como pré-candidato no começo de agosto, em um evento online. No último dia de convenção, a candidatura foi oficializada, com o advogado e ex-presidente da OAB paulista Marcos da Costa, do PTB, como vice. A aliança com Costa, que chegou a ser anunciado como candidato de seu partido à Prefeitura de São Paulo, reforça o apoio do presidente Jair Bolsonaro à chapa. O mandatário já sinalizou apoio público à dupla.

Russomanno já disputou a Prefeitura de São Paulo outras duas vezes: em 2012 e em 2016. Jornalista que fez carreira na TV, ele  é conhecido como defensor dos direitos do consumidor. Em março, uma pesquisa Ibope, realizada parceria com o Estadão e a Associação Comercial de São Paulo, mostrou que Russomanno liderava as intenções de voto na cidade, com 24%. 

No início de setembro, o candidato se encontrou com o presidente Bolsonaro para negociar apoio público do mandatário.

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Filipe Sabará (Novo)

O Partido Novo, através de um processo seletivo, escolheu o nome de Filipe Sabará, ex-secretário municipal de Assistência Social da gestão Doria à frente da Prefeitura de São Paulo. A candidatura foi confirmada numa convenção em sistema drive-thru. A economista Marina Helena, que exerceu cargo no Ministério da Economia de Paulo Guedes, é a candidata a vice-prefeita.

Até outubro, ele ocupava o cargo de presidente do Fundo Social, órgão oficial de filantropia do governo estadual. Sabará pediu afastamento do cargo para disputar o pleito e rompeu com Doria, e passou a adotar um discurso mais alinhado com o bolsonarismo. Ele tem 36 anos e é formado em marketing, economia e comércio exterior. 

No dia 23 de setembro, o Novo anunciou que a suspensão da candidatura de Sabará, em decisão tomada pelo Conselho de Ética do Partido. O motivo para a punição não foi informado e a impugnação está sendo analisada. 

Em resposta, Sabará disse ser alvo de perseguição promovida por João Amoêdo, ex-presidente nacional da sigla, e "uma ala esquerdista minoritária" do partido.

Guilherme Boulos (PSOL)

Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e à frente das principais mobilizações de rua de movimentos sociais, Guilherme Boulos será o candidato do PSOL para a disputa da Prefeitura de São Paulo, e se coloca como um nome forte no campo da esquerda. Para marcar o compromisso com a periferia, a convenção para homologação da candidatura ocorreu na comunidade do Morro da Lua, no Campo Belo (Zona Sul).

Foi candidato à Presidência da República nas eleições de 2018 pelo PSOL e, com apenas 0,58% dos votos, ficou na 10ª posição no primeiro turno. Sua chapa com a ex-prefeita Luiza Erundina como vice foi confirmada nas prévias do partido, derrotando a deputada federal Sâmia Bomfim e o deputado estadual Carlos Gianazzi na disputa pela indicação. 

O candidato já recebeu um manifesto de apoio de figuras historicamente ligadas ao PT, como os artistas Caetano Veloso e Chico Buarque, e os intelectuais Marilena Chauí e Luís Fernando Veríssimo. Para minimizar as manifestações, o PT de São Paulo pretende antecipar a entrada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de Jilmar Tatto, candidato da sigla. 

O PCB retirou a candidatura do professor Antonio Carlos Mazzeo para apoiar Boulos. Em movimento similar, a recém-criada Unidade Popular retirou sua candidata, Vivian Mendes, para se juntar à aliança.

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Com a ex-prefeita Luiza Erundina como vice, professor e membro da coordenação nacional do MTST busca votos da esquerda na capital paulista

Jilmar Tatto (PT)

Com a negativa do ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad de se candidatar novamente à Prefeitura, o PT escolheu o ex-secretário de Transportes de São Paulo Jilmar Tatto como candidato da sigla nas eleições 2020. O partido anunciou o deputado federal Carlos Zarattini como vice na chapa.

Em eleição interna, Tatto derrotou o deputado Alexandre Padilha por pequena vantagem. O grupo de Tatto exerce domínio sobre a máquina do PT na capital, mas o candidato é visto como um nome de pouca expressão eleitoral.  Para o Senado, na única eleição para cargo majoritário que disputou, em 2018, o ex-secretário ficou sétimo lugar com apenas 6% dos votos. 

Durante as prévias internas, o ex-presidente Lula chegou a dizer que o PT seria “esmagado” entre as candidaturas de Guilherme Boulos (PSOL), à esquerda, e Márcio França (PSB), ao centro, caso não tivesse um candidato forte como Haddad. A candidatura, oficializada em 12 de setembro, marca a primeira vez em que o PT está isolado na disputa.

Joice Hasselmann (PSL)

Ex-líder do governo no Congresso, a deputada demonstrava publicamente seu interesse na Prefeitura de São Paulo há meses. Antes do racha na sigla, chegou a declarar que tinha o apoio do presidente Jair Bolsonaro e de Luciano Bivar, presidente do PSL, para a campanha. "Não sou mulher de amarelar", disse em entrevista concedida em julho ao Estadão

Joice era parte de uma disputa interna do PSL paulista, que era presidido pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente. No entanto, a saída anunciada do grupo de Bolsonaro do PSL deixou o caminho livre para ela, que tenta se colocar como a candidata da direita, mas descolada do presidente da República. No dia da confirmação da candidatura, bolsonaristas atacaram a deputada nas redes sociais e a hashtag #JoiceNemAPau foi um dos assuntos mais comentados no Twitter brasileiro.

Para a escolha do seu vice na chapa, Joice barrou aliados de Jair Bolsonaro e optou pelo empresário Ivan Leão Sayeg, herdeiro da Casa Leão Joalheria. A definição ocorreu quando o deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL-SP), defensor do presidente e herdeiro da família real, passou a pleitear o cargo. 

Favorito da candidata, o ex-secretário da Receita Marcos Cintra vai coordenar o programa de governo e disputar uma vaga de vereador na capital. 

Levy Fidelix (PRTB)

Também conhecido como o “candidato do aerotrem”, o presidente do PRTB, Levy Fidelix, anunciou que iria concorrer à Prefeitura de São Paulo em fevereiro. Essa é a quarta vez que vai disputar o cargo. Apesar de nunca ter sido eleito para nenhum dos cargos para os quais já se candidatou, o seu trunfo neste ano será o vice-presidente Hamilton Mourão, que é membro de seu partido. O advogado Jairo Glikson é o candidato a vice-prefeito.

Márcio França (PSB)

Ex-vice-governador de Geraldo Alckmin em São Paulo, Márcio França ocupou a cadeira de governador do Estado em 2018 após o tucano anunciar sua candidatura à Presidência da República. Foi candidato a governador e, com 21,5% dos votos válidos, chegou ao segundo turno contra o candidato tucano João Doria, que foi eleito com 51,75% dos votos válidos. 

No entanto, França obteve 58% dos votos na capital, contra 42% de João Doria, o que fortalece seu nome para a disputa da Prefeitura. Durante a oficialização de sua candidatura em evento na Câmara Municipal, França criticou tanto Doria quanto o presidente Jair Bolsonaro – este de forma mais branda.

Além do Avante, França recebeu o apoio do PDT em um movimento que sela uma aliança nacional entre as duas siglas. Com chapas conjuntas em capitais, PDT e PSB tentam quebrar a polarização entre bolsonaristas e o PT nas eleições.  No entanto, em agosto, o ex-governador compareceu a um evento com o presidente da República. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, ameaçou terminar a aliança caso a aproximação continuasse. A aliança foi oficializada e Antonio Neto, presidente municipal do PDT, entrou como vice na chapa.

O Solidariedade anunciou apoio a França. A ex-prefeita Marta Suplicy deixou a sigla para apoiar a reeleição Covas.

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Apoiado por PDT, Avante, Solidariedade, PMN e PMB, o ex-governador e advogado tenta se alçar a prefeito da capital

Marina Helou (Rede)

A Rede homologou Marina Helou como sua candidata à Prefeitura de São Paulo. A oficialização da candidatura foi feita em conferência online ao vivo. Diferente do anúncio de pré-candidatura, a ex-senadora Marina Silva não estava presente.

No primeiro mandato como deputada estadual, Marina não deve deixar o posto para disputar a prefeitura. Formada em administração pública, ela participou do movimento de renovação política Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps), com laços com o movimento Acredito. O empreendedor e jornalista Marco Dipreto, também da Rede, é o vice na chapa.

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Deputada estadual de primeiro mandato concorre com pauta de defesa ambiental e contra desigualdades

Orlando Silva (PCdoB)

O deputado federal Orlando Silva teve candidatura oficializada à prefeitura paulistana pelo PCdoB. Historicamente ligado a chapas petistas, o partido lançou um candidato próprio em São Paulo pela primeira vez. Silva foi vereador, ministro do Esporte de Lula e Dilma e deputado federal. Na Câmara dos Deputados, foi vice-líder do governo de Dilma Rousseff entre 2015 e 2016. Atualmente, exerce seu segundo mandato como deputado. A sindicalista e enfermeira Andrea Barcelos é a candidata a vice-prefeita do partido.

Vera Lúcia (PSTU)

Candidata à Presidência pelo PSTU em 2018, Vera Lúcia entra para disputar a Prefeitura de São Paulo pela mesma sigla neste ano. No primeiro turno da corrida presidencial, recebeu 0,04% dos votos válidos, ocupando a 12ª posição entre os candidatos. Formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe, também teve candidatura lançada à Prefeitura de Aracaju em 2012. É a presidente do partido em Sergipe. O candidato a vice será o professor Lucas Antônio Nizuma Simabukulo, também do PSTU.

/COLABORARAM JOÃO KER, BRUNO NOMURA, FERNANDA BOLDRIN, RENATO VASCONCELOS E MÍLIBI ARRUDA.

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Eleições 2020 no RJ: veja quem são os cotados para a disputar a prefeitura carioca

Catorze candidaturas foram confirmadas para as eleições à prefeitura do Rio de Janeiro; confira a lista completa

Caio Sartori e Wilson Tosta, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2019 | 05h00
Atualizado 06 de outubro de 2020 | 19h49

RIO - A dois meses do primeiro turno das eleições municipais de 2020, em 15 de novembro, catorze candidatos foram confirmados para concorrer à prefeitura do Rio. O quadro é de possível nacionalização da disputa, mesmo que o presidente Jair Bolsonaro tenha dito que não vai interferir nas eleições, ao menos do primeiro turno. 

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) confirmou a decisão de tornar o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) inelegível até 2026 em 24 de setembro. Para o tribunal, o prefeito em busca da reeleição está inapto para disputa deste ano, mas a defesa acredita que é possível concorrer enquanto recorre da decisão. 

Enquanto isso, adversários podem impugnar a candidatura baseados no entendimento do TRE. O mandatário é acusado de abuso de poder e prática de conduta vedada. Antes disso, Crivella tentou se aproximar de Bolsonaro, para se viabilizar como candidato de eleitores mais conservadores. O presidente, porém, estava evitando um compromisso que poderia lhe custar votos em 2022.

Em seu esforço para atrair o voto bolsonarista, o atual prefeito conseguiu a filiação de dois filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro, ao partido Republicanos.

Ao centro, mas também buscando apoio do bolsonarismo, o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) é um nome forte, que tende a ir ao segundo turno, avaliam adversários. Paes tem se beneficiado com a situação política do Rio, tanto com as más avaliações do governo de Crivella quanto com a falta de um nome forte na esquerda e a desunião dos partidos dessa ala. Tudo isso poderia favorecer o crescimento do fator “saudade” de sua gestão entre os eleitores. O ex-prefeito ainda tem conseguido escapar de um possível desgaste com a Lava Jato, já que foi aliado do ex-governador Sérgio Cabral Filho, que está preso, e ainda há processos tramitando.

No entanto, uma denúncia do Ministério Público Eleitoral pode pôr em xeque a imagem de Paes. A menos de 20 dias do início da campanha, ele virou réu na Justiça Eleitoral por corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral.

Pela esquerda, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) chegou a anunciar pré-candidatura para disputar o Executivo carioca pela terceira vez, mas desistiu da corrida em maio. Apesar de ter demonstrado força nas pesquisas e ter ficado em segundo colocado na disputa em 2016, atrás de Crivella no segundo turno, Freixo estava tendo dificuldades para formar uma aliança em torno de sua candidatura. Com a desistência, o PSOL decidiu apostar na deputada estadual Renata Souza.

Enquanto isso, o PT, que cogitava lançar Benedita da Silva como vice de Freixo, decidiu torná-la sua própria candidata. Evangélica, Benedita tem chance de vencer resistências entre eleitores desse público, decisivo em 2018, mas o partido ficou em baixa no Estado desde quando se aliou a Anthony Garotinho (então no PDT), no início dos anos 2000.

Já o PDT se juntou em uma coligação com o PSB e para lançar a deputada estadual Martha Rocha. Após desistir da aliança com o partido, a Rede o ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello como candidato próprio.

Outras oito candidaturas foram oficializadas: Cyro Garcia (PSTU); Clarissa Garotinho (PROS), Glória Heloiza Lima da Silva (PSC), sigla do governador afastado Wilson Witzel e do interino Cláudio Castro; Fernando Bicudo (PTB);  Fred Luz (Novo); Luiz Lima (PSL); Paulo Messina (MDB) e Sued Haidar (PMB).

Veja abaixo os nomes que estão concorrendo à Prefeitura do Rio:

Benedita da Silva (PT)

O PT decidiu que sua candidata à Prefeitura do Rio é Benedita da Silva, de 78 anos. A deputada federal já tentou o cargo em 1992 e, impulsionada pelo impeachment do presidente Fernando Collor, venceu o primeiro turno. Sob pressão de denúncias contra um dos filhos, perdeu no segundo turno para Cesar Maia, então no PMDB. 

Foi vice-governadora em 1998 em chapa formada por aliança dos partidos de esquerda e assumiu o governo em abril de 2002, quando o governador Anthony Garotinho renunciou para se candidatar a presidente da República pelo PSB. Benedita foi ministra da Secretaria Especial de Trabalho e Assistência Social no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2018, foi a única deputada federal do PT eleita pelo Rio de Janeiro.

Sua candidatura a prefeita demonstra a dificuldade de renovação do partido. A deputada estadual Enfermeira Rejane, do PCdoB, desistiu de candidatura própria para compor a chapa como vice.

Clarissa Garotinho (PROS)

Filha dos ex-governadores Rosinha e Anthony Garotinho, a deputada federal Clarissa Garotinho tenta cavar um espaço ao centro. Sua possível candidatura representará a sobrevivência da família Garotinho na disputa. 

Clarissa tem criticado a polarização entre direita e esquerda na política brasileira. Afirma que esse embate tem atrapalhado a solução de problemas do País. Apresenta-se como independente: apoiou alguns projetos do governo Bolsonaro na Câmara, mas votou contra a reforma da Previdência, em 2019. No Rio, critica o atual prefeito e o ex-prefeito.

Fernando Bicudo (PTB)

O PTB de Roberto Jefferson, presidente nacional do partido e aliado de Bolsonaro, escolheu Fernando Bicudo como seu candidato. O ex-diretor do Teatro Municipal do Rio foi selecionado depois que a Justiça do Estado optou por manter Cristiane Brasil em prisão preventiva.

Filha de Jefferson, Cristiane era a candidata do PTB e Bicudo seria seu vice na chapa. Ela está presa desde 11 de setembro, acusada de desvios em contratos da Fundação Leão XIII, que é voltada para a assistência social. Não haveria impeditivos legais para a candidatura da ex-deputada, mas o tempo de permanência na cadeia poderia inviabilizar a campanha.

Cyro Garcia (PSTU)

Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense e com histórico no movimento sindical bancário, Cyro Garcia é o presidente do diretório municipal no Rio do PSTU. Concorreu à prefeitura carioca em 2016, quando obteve apenas 0,19% dos votos. Em 2018, foi candidato a senador pelo Rio de Janeiro - não se elegeu, com 0,33% do total de votos válidos. A vice na chapa é a professora Elisa Guimarães.

Eduardo Bandeira de Mello (Rede)

Ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello é o candidato da Rede à prefeitura do Rio de Janeiro. Antes de exercer cargo no clube, de 2013 a 2018, o administrador de formação trabalhou por mais de três décadas no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A ex-vereadora Andrea Gouvêa Vieira, também Rede, é a vice na chapa. Antes de decidir pela candidatura própria, em 15 de setembro, o partido tinha expectativa de formar aliança com a PDT, da candidata Martha Rocha.

Eduardo Paes (DEM)

Há um consenso entre todos os candidatos a prefeito do Rio: Eduardo Paes desponta como o candidato a ser batido. Seu vice é o presidente municipal do PL, Nilton Caldeira. A candidatura tem o apoio de outros seis partidos: Cidadania, PV, Avante, Democracia Cristã, PL e PSDB.

Os aliados de outros partidos reconhecem a força política do ex-prefeito, que poderia confrontar Crivella com dados efetivos de sua gestão, que se deu num período em que o Rio passou por grandes obras e mudanças urbanísticas.

Entretanto, às vésperas do início da campanha, o Ministério Público Eleitoral acusou Paes de suposto recebimento de propinas de cerca de R$10,8 milhões do Grupo Odebrecht, para financiamento da campanha de reeleição em 2012. O processo pode afetar a imagem pública do candidato.

Com 50 anos e bacharel em Direito, ex-prefeito passou a maior parte de sua trajetória política filiado ao antigo PFL, atual DEM, sigla pela qual foi deputado federal de 1998 a 2002. Em 2003, transferiu-se ao PSDB, concorrendo ao governo do Estado em 2006. Perdeu no primeiro turno e apoiou o governador Sérgio Cabral (MDB) no segundo. 

Em 2007, passou para o MDB, e foi eleito prefeito da capital em 2008, quando venceu o jornalista e ex-deputado Fernando Gabeira (PV) no segundo turno. O ex-prefeito do Rio foi eleito novamente em 2012, no primeiro turno, ainda pelo MDB.

Em 2018, voltou ao DEM e apesar de derrotado por Witzel na eleição para governador, venceu na capital. O resultado eleitoral do ex-prefeito do Rio foi ruim na periferia da Região Metropolitana e no interior do Estado, que votaram maciçamente no governador afastado.

Fred Luz (Novo)

Formado pela PUC-Rio, foi engenheiro de equipamentos na Petrobrás de 1975 a 1980. Além de ter passado por diversas empresas privadas, atuou na gestão do Flamengo de 2013 a 2018, quando se filiou ao Novo. Integrou a equipe de transição do governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema, da mesma sigla.

O empresário foi oficializado em convenção virtual do Novo. Sua vice na chapa é a bióloga Giselle Gomes, servidora pública do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e doutora em biofísica.

Glória Heloiza (PSC)

Com a ex-juíza, o PSC tenta repetir a estratégia que elegeu Witzel para o governo estadual em 2018. O candidato também abandonou a carreira na magistratura para disputar seu primeiro cargo eletivo e superou políticos tradicionais, como Eduardo Paes e Romário (Podemos). 

Desta vez, a tática pode ser prejudicada pelas denúncias que envolvem o governador afastado e o pastor Everaldo Pereira, que era presidente do PSC até sua recente prisão sob acusação de integrar um esquema de corrupção no governo do Estado do Rio de Janeiro. Witzel deverá perder influência sobre a candidatura do seu partido, após ter afastamento do cargo de 180 dias confirmado pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A candidata de 51 anos atuava, até janeiro, na 2ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da capital. Venceu a disputa interna da sigla contra o deputado federal Otoni de Paula que, embora no mesmo partido, faz oposição a Witzel e defende a família Bolsonaro.

Luiz Lima (PSL)

O deputado federal e ex-nadador olímpico Luiz Lima é o candidato a prefeito do Rio pelo PSL. A vice na chapa é a advogada Flávia Ribeiro dos Santos, do mesmo partido.

De 2016 a 2017, Lima exerceu o cargo de Secretário Nacional de Esportes de Alto Rendimento. No ano seguinte, se candidatou a deputado federal e foi eleito com 115 mil votos. Em aliança com o PSD, o delegado Fernando Veloso é o indicado do partido para compor a chapa como vice.

Marcelo Crivella (PRB)

Bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), o prefeito Marcelo Crivella assumiu a cidade em contexto de ressaca dos grandes eventos. Sua gestão descreveu uma curva decrescente de popularidade: 40% de ruim e péssimo em outubro de 2017, 61% em março de 2018 e 72% em dezembro de 2019. A candidatura foi oficializada quatro dias após um processo de impeachment por improbidade administrativa contra o prefeito ser rejeitado. Conta com apoio dos partidos Patriota, Progressistas, Solidariedade, Podemos, PTC e PRTB. Sua vice é a tenente-coronel Andréa Firmo, também do Republicanos.

Crivella tem articulado nos bastidores para chegar forte à disputa pela reeleição. Usou o episódio da Bienal do Livro, considerado censura pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para aparecer no noticiário e reforçar um posicionamento conservador.

No final de agosto, a TV Globo denunciou esquema de funcionários da prefeitura - chamados de “Guardiões de Crivella” -, que faziam plantão na porta de unidades municipais de saúde para impedir reportagens sobre o mau funcionamento dos hospitais e postos. O MP-RJ instaurou inquérito para apurar se o prefeito cometeu crimes ou atos de improbidade administrativa.

Em 24 de setembro, o TRE-RJ confirmou a decisão de tornar o mandatário inelegível até 2026, com base em acusações de abuso de poder e prática de conduta vedada. Crivella anunciou que vai recorrer da decisão. O tribunal afirma que ele já está inapto para a disputa deste ano, enquanto a defesa acredita que é possível concorrer enquanto recorre.

Martha Rocha (PDT)

Deputada estadual por um partido que tem história no Rio de Janeiro, o PDT, Martha Rocha conta ainda com outro ativo: é delegada da Polícia Civil e chegou a presidir a corporação.

Ela já chegou a ser apontada como “vice dos sonhos” tanto de Eduardo Paes quanto de Marcelo Freixo, quando este ainda pensava em concorrer para prefeito. Agora, irá concorrer em coligação com o PSB. Do partido, seu vice na chapa é o cineasta Anderson Quack.

Na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Martha é uma das deputadas mais ativas. Parlamentar de segundo mandato, comanda a comissão que apura os supostos desvios na Saúde durante a pandemia, além do Conselho de Ética.

Paulo Messina (MDB)

Ex-braço direito de Marcelo Crivella, de quem foi secretário da Casa Civil, o vereador Paulo Messina, que está no terceiro mandato, rompeu com o prefeito e concorre ao Executivo carioca. Também do MDB, a vice na chapa é a psicóloga Sheila Barbosa.

Renata Souza (PSOL)

A deputada estadual Renata Souza entrou no lugar de Marcelo Freixo como candidata do PSOL à prefeitura. Ela era chefe de gabinete da vereadora Marielle Franco, que foi assassinada em março de 2018 e foi eleita naquele mesmo ano pela primeira vez.

A escolha por Renata indica uma aposta do partido na memória de Marielle, já que a história da pré-candidata é parecida com sua antiga companheira, principalmente ligada à militância na área de direitos humanos.

Durante os governos de Sérgio Cabral Filho (MDB) no Estado, e de Paes (atualmente no DEM), na prefeitura, o PSOL foi o único partido de esquerda que em nenhum momento compôs as bases aliadas ou ocupou cargos nas gestões. 

Com isso, a legenda, que é pequena nacionalmente, construiu no Rio sua principal trincheira. A saída de Freixo da disputa, porém, pode trazer alguma dificuldade. O vice na chapa é o coronel reformado da Polícia Militar carioca Ibis Pereira.

Sued Haidar (PMB)

Presidente e fundadora do Partido da Mulher Brasileira (PMB), Sued Haidar foi oficializada como candidata da sigla. Em 2018, concorreu a deputada federal e não foi eleita. Antes da escolha de Sued, o ex-vereador  e ex-policial Jerônimo Guimarães Filho, conhecido como Jerominho, desistiu da disputa.

Apontado como líder da milícia Liga da Justiça, com atuação na zona oeste da capital, Jerominho cumpriu pena de prisão por crimes como homicídio e por integrar o grupo paramilitar. Disse que não concorreria ao cargo por problemas de saúde. Sua sobrinha, a advogada Jéssica Rabello Guimarães, será a vice na chapa. Jéssica é filha de Natalino Guimarães, que também cumpriu pena por participar da milícia.

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Eleições 2020 em BH: veja quem são os cotados para disputar a prefeitura

Ao todos, 16 candidaturas foram confirmadas para as eleições à prefeitura de Belo Horizonte; confira a lista completa

Ítalo Lo Re e Leonardo Augusto, especiais para O Estado

04 de outubro de 2019 | 05h00
Atualizado 08 de outubro de 2020 | 15h31

Após o término das convenções partidárias, 16 candidaturas para Prefeitura de Belo Horizonte foram confirmadas para as eleições 2020. O atual prefeito da cidade, Alexandre Kalil (PSD), tentará a reeleição e deverá ter Rodrigo Paiva (Novo), apoiado pelo governador de Minas, Romeu Zema, como um dos principais concorrentes.

O confronto pode ser uma prévia de 2022, quando Zema deverá buscar ser reeleito com Kalil como seu adversário. Ambos emergiram do discurso contra a “velha política” nas últimas duas eleições.

Vereadora mais bem votada da capital em 2016, a deputada federal Áurea Carolina é a candidata do PSOL e terá o apoio da professora Duda Salabert (PDT), primeira candidata trans ao Senado brasileiro em 2018, que desistiu em julho de sua candidatura

Outros partidos também anunciaram seus concorrentes à prefeitura. Bruno Engler concorre pelo PRTB, Cabo Washington Xavier pelo PMB, Fabiano Cazeca pelo Pros, Marcelo Souza e Silva pelo Patriota, Nilmário Miranda pelo PT, Igor Timo pelo Podemos, João Vítor Xavier pelo Cidadania, Lafayette Andrada pelo Republicanos, Luísa Barreto pelo PSDB, Marília Domingues pelo PCO, Wadson Ribeiro pelo PCdoB,Wanderson Rocha pelo PSTU e Wendel Mesquita pelo Solidariedade.

Veja abaixo os nomes que estão concorrendo à Prefeitura de BH:

Alexandre Kalil (PSD)

Conhecido por ter ocupado o cargo de presidente do Clube Atlético Mineiro, o atual prefeito de Belo Horizonte está em seu primeiro mandato à frente da capital mineira. Na disputa de 2016, o empresário representou o PHS e teve como vice Paulo Lamac, da Rede.

Desde junho de 2019, no entanto, Kalil faz parte do PSD. O presidente municipal do partido e ex-secretário da Fazenda na capital, Fuad Noman, agora compõe a chapa como vice.

No final de 2018, Lamac deixou o cargo de secretário de Governo após ter se desentendido com o prefeito sobre qual candidato a deputado estadual apoiar. Enquanto Kalil abraçou Iran Barbosa (MDB), que não se elegeu, Lamac apadrinhou Ana Paula Siqueira, de seu próprio partido.

Áurea Carolina (PSOL)

Socióloga e cientista política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Áurea Carolina tem 34 anos e carrega como principais bandeiras o feminismo e outras pautas identitárias. Foi representando essas causas que, em 2016, Áurea foi eleita como a vereadora mais bem votada de Belo Horizonte.

Em 2018, ela chegou ao cargo de deputada federal com 162.740 votos, tornando-se a mulher com maior número de votos para o cargo em Minas Gerais.

Em julho, sua candidatura recebeu mais um apoio da professora Duda Salabert (PDT), a primeira candidata trans ao Senado brasileiro, que acabou desistindo da candidatura própria à prefeitura para firmar a parceria e apoiar uma frente progressista, por mais que seja cada vez mais difícil por conta da desunião dos partidos de esquerda. Do recém-criado Unidade Popular, Leonardo Péricles abriu mão da própria candidatura e compõe a chapa como vice-prefeito.

Bruno Engler (PRTB)

Em 2018, Bruno Engler foi eleito deputado estadual com o terceiro maior número de votos. Apesar de ter entrado na Assembleia Legislativa de Minas pelo PSL, ele fez como vários outros políticos partidários do presidente Jair Bolsonaro, trocou de sigla para a legenda do vice Hamilton Mourão, o PRTB. Do mesmo partido, Mário Quintão é o vice na chapa.

Engler é o nome mais ligado ao bolsonarismo a concorrer à prefeitura e até recebeu apoio público do presidente durante uma entrevista à rádio Jovem Pan em abril. O deputado é também coordenador do movimento Direita Minas, que trabalha para difundir as pautas conservadoras no Estado.

Cabo Washington Xavier (PMB)

Após o Partido Liberal (PL) decidir que não iria ter chapa própria para a prefeitura belo-horizontina, o cabo Washington Xavier lançou sua candidatura pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB). Presidente nacional da sigla em formação Partido da Defesa Social (PDS), o policial militar se lançou candidato a deputado federal pelo Partido Pátria Livre (PPS) em 2018. Obteve pouco mais de 1,1 mil votos válidos. 

Fabiano Cazeca (Pros)

A escolha do Pros para concorrer à prefeitura belorizontina é o empresário Fabiano Lopes Ferreira, que usa o nome Fabiano Cazeca na legenda. Nas eleições de 2018, o candidato concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo mesmo partido. Conseguiu pouco mais de 19,6 mil votos e não foi eleito. Do PTC, a médica Paula Aparecida Gomes é a candidata a vice-prefeita.

Dono da Multimarcas Consórcios, empresa de consórcios de automóveis, Cazeca é conselheiro do Atlético Mineiro, clube que já foi presidido pelo atual prefeito e candidato, Alexandre Kalil.

Igor Timo (Podemos)

O deputado federal Igor Timo é o candidato a prefeito de Belo Horizonte pelo Podemos. Formado em Ciência da Informação, Timo tem uma empresa de segurança patrimonial. Foi eleito em 2018 com 60,5 mil votos. O deputado também foi coordenador de Operação e Manutenção de Redes da Polícia Civil de Minas Gerais.

João Vítor Xavier (Cidadania)

Depois de ter deixado o PSDB por discordar de algumas posturas do partido, entre as quais a aproximação com o governador Romeu Zema (Novo), o deputado estadual João Vítor Xavier, presidente estadual do Cidadania, se lançou como candidato à prefeitura, pensando justamente em ser uma oposição de centro a Kalil. Jornalista de formação, o deputado federal também é apresentador de um programa esportivo na Rádio Itatiaia. Sua candidatura recebeu apoio do PTB.

Na última eleição, o Cidadania — ainda como PPS — fez chapa com o candidato do PSDB, João Leite, ao indicar o vice, Ronaldo Gontijo. A dupla acabou derrotada por Kalil no segundo turno. Do Democratas, o empresário Leonardo Bortoletto é o vice na chapa.

Lafayette Andrada (Republicanos)

Outro concorrente da ala conservadora é o deputado federal Lafayette Andrada, candidato pelo Republicanos. Ele foi escolhido pelo partido no lugar de Mauro Tramonte, que foi o deputado estadual mineiro com maior número de votos da história. Segundo a sigla, o próprio Tramonte preferiu continuar seu mandato como deputado.

Andrada é advogado e professor de Direito e de Ciência Política, além de ser técnico licenciado do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ele também foi vereador em Lavras e Juiz de Fora e teve três mandatos como deputado  estadual em Minas Gerais. A gestora de projetos na Escola do Legislativo da ALMG e obreira na Igreja Universal Marlei Rodrigues é a candidata à vice-prefeita.

Luísa Barreto (PSDB)

Em Belo Horizonte, o PSDB esteve no segundo turno nas duas últimas eleições e tenta agora a vitória com a administradora pública e ex-secretária-adjunta da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do governo Zema, Luísa Barreto. Ela pediu exoneração do cargo para entrar como candidata à prefeita. Também do PSDB, Juvenal Araújo é o vice na chapa. Ele foi secretário especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) no governo de Michel Temer.

Luísa foi uma das coordenadoras de campanha de Antonio Anastasia, candidato tucano derrotado ao governo do Estado em 2018 e atual senador.

Marcelo Souza e Silva (Patriota)

Presidente licenciado da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da capital, Marcelo Souza e Silva foi confirmado como candidato do Patriota. Graduado em Ciências Contábeis e Administração, o dirigente tem sido um dos principais críticos da gestão de Kalil durante a pandemia do coronavírus, afirmando que o prefeito “fracassou” na tentativa de preservar empregos. Kalil não responde às críticas.

O setor de empresário de Belo Horizonte tem exercido forte pressão para que a reabertura de comércios ocorra. Desde 6 de agosto, a retomada de atividades vem acontecendo aos poucos. Em pronunciamentos, o atual prefeito afirma que não aceita influência do setor e que o retorno do funcionamento é baseado em critérios científicos. Do Patriota, Leandro Moreira é o candidato a vice-prefeito.

Marília Domingues (PCO)

O Partido da Causa Operária (PCO) escolheu a estudante de Letras Marília Domingues como sua candidata. Uma das coordenadoras nacionais da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR), Marília teve a candidatura oficializada em convenção virtual. Do mesmo partido, Silvanio Pacheco é o candidato a vice.

A estudante foi candidata à deputada federal em 2018, mas as candidaturas do PCO em Minas Gerais para Câmara dos Deputados e governo do Estado foram indeferidas naquele ano. O partido foi suspenso pelo Tribunal Regional Eleitoral por não ter prestado contas referentes a 2015.

Nilmário Miranda (PT)

Mesmo tentando uma união da esquerda belorizontina em torno de si, o PT não conseguiu convencer os outros partidos dessa ala ideológica. Os petistas decidiram indicar Nilmário Miranda como seu candidato à prefeitura da capital mineira. Formado em Jornalismo, Miranda foi secretário Especial dos Direitos Humanos durante o governo do ex-presidente Lula e assumiu o mesmo cargo no governo estadual na gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT). Ele chegou a concorrer ao governo do Estado em duas ocasiões, em 2002 e 2006, mas acabou vencido nas duas tentativas por Aécio Neves (PSDB). Também petista, a microempresária Luana de Souza compõe a chapa como vice.

Rodrigo Paiva (Novo)

O empresário do setor de software de 56 anos Rodrigo Paiva é a aposta do Novo para conseguir mais um cargo do Executivo em Minas. Com apoio do governador Romeu Zema, Paiva foi vencedor no processo seletivo interno do partido para concorrer à prefeitura, adotando um discurso de defesa da liberdade econômica e do empreendedorismo. A médica Patrícia Albergaria, também filiada à sigla, é a candidata a vice.

Formado em Engenharia Civil pela UFMG, Paiva participou de diversas entidades da classe. Chegou a disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2018 e integrou a Comissão de Transição do governo Zema. Deixou o cargo de presidente da Companhia de Tecnologia da Informação e Processamento de Dados de Minas Gerais (Prodemge), que ocupava na gestão do governador, para disputar a prefeitura.

Embora o cenário não seja nada favorável para Zema atuar como cabo eleitoral - o Estado passa por grave crise fiscal, agravada por gastos na pandemia -, o chefe do Executivo mineiro deve participar da campanha. O secretário-geral do governo, Mateus Simões, prevê a participação em programas eleitorais para rádio e TV e em produções para internet para promover Paiva. Simões também disputou a seleção interna para escolher a candidatura do Novo à prefeitura.

Wadson Ribeiro (PCdoB)

O presidente estadual do PCdoB em Minas, Wadson Ribeiro, foi anunciado como pré-candidato oficial do partido à prefeitura da capital mineira já em fevereiro e vai disputar o cargo pela primeira vez. A candidatura dele reforça a divisão dentro da esquerda, principalmente após o PT anunciar seu próprio candidato para a corrida pelo Executivo municipal. Katia Vergilio é a vice na chapa.

Ribeiro é formado em Administração Pública e já foi secretário executivo do Ministério do Esporte e secretário de Desenvolvimento Integrado de Minas. Ele também foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União da Juventude Socialista (UJS).

Wanderson Rocha (PSTU)

Após quatro candidaturas consecutivas da professora da rede municipal Vanessa Portugal à prefeitura de Belo Horizonte, o PSTU decidiu indicar o também professor e líder sindical Wanderson Rocha neste ano. Vanessa tentará uma vaga como vereadora na capital. Em 2018, o candidato e mestre em Sociologia disputou cargo de deputado estadual e obteve cerca de 2,8 mil votos. A candidata a vice-prefeita é Firmínia Rodrigues.

Wendel Mesquita (Solidariedade)

Formado em Comunicação Social e Artes Cênicas pela UFMG, o deputado estadual Wendel Mesquita é a aposta do Solidariedade para as eleições municipais em Belo Horizonte e tem aparecido como uma possível força em pesquisas recentes. A empresária Sandra Bini compõe a chapa como candidata à vice-prefeita.

Antes de ser eleito deputado, atuou em dois mandatos como vereador da capital mineira, o primeiro de 2013 a 2016 e o segundo entre 2017 e 2018, quando se candidatou para a Assembleia Legislativa estadual. Ele também trabalhou como professor universitário e como voluntário em cursos pré-vestibular e profissionalizantes. 

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Eleições municipais 2020: saiba quem deve fazer biometria

Cadastramento biométrico ainda não é obrigatório na cidade de São Paulo para o próximo pleito; veja mais informações sobre onde ele é exigido

Carla Menezes, especial para O Estado

04 de outubro de 2019 | 05h00

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 73% dos eleitores brasileiros já realizaram o cadastramento biométrico. O processo, que começou em 2008, consiste em registrar as digitais, atualizar os dados, cadastrar a assinatura e tirar uma foto do eleitor. O objetivo é evitar possíveis fraudes.

Ainda não fez a biometria? Sabe onde será obrigatória nas eleições municipais de 2020? O Estadão tira as principais dúvidas:

O cadastramento biométrico é obrigatório na cidade de São Paulo?

Não. Já é possível realizar o cadastro, mas ainda não existe um prazo para o início da obrigatoriedade do registro. De acordo com o TRE-SP, a data deve ser estipulada em um futuro próximo, pois a meta do Tribunal Superior Eleitoral é cadastrar a biometria de todo o eleitorado nacional até 2022.

Apesar de ainda não ser obrigatório, segundo o TRE-SP, dos 8.946.329 de eleitores da capital, 53,89% já realizaram o cadastramento da biometria.

Em quais cidades do Estado de São Paulo a biometria será obrigatória?

Em 2019, eleitores de 479 municípios devem realizar o cadastro biométrico obrigatoriamente. Para descobrir se a sua cidade está entre eles, clique aqui

Qual é o prazo final para fazer a biometria obrigatória?

Cada cidade tem uma data diferente. Você pode consultar o prazo no seu município clicando aqui

Quem não fez a biometria eleitoral obrigatória pode votar nas eleições 2020?

Não. Se a sua cidade estiver na lista onde o cadastramento biométrico é obrigatório em 2019 e você não realizar o registro até a data-limite, seu título será cancelado e você não poderá votar nas eleições de 2020. 

Não moro em uma capital, como posso saber se a biometria é obrigatória na minha cidade?

Os sites dos Tribunais Regionais Eleitorais de cada Estado disponibilizam listas das cidades onde os eleitores estão sendo convocados obrigatoriamente. 

Como agendar o cadastramento da biometria?

Na maioria das cidades do Estado de São Paulo, o agendamento só pode ser feito pelo site do TRE. Veja o passo a passo para agendar neste link.

Posso agendar o cadastramento biométrico de outra forma?

Em algumas cidades paulistas é possível realizar o agendamento para atendimento em unidades do Poupatempo. São Paulo, Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo são alguns desses municípios. Para ver se a sua cidade está na lista, clique aqui.  

Quais os documentos necessários para realizar o cadastramento da biometria?

Antes de separá-los, é necessário saber que os documentos precisam conter o nome atual do eleitor. Caso você não tenha, deve levar um documento complementar em que conste o seu nome completo atualizado. 

No dia e horário marcados, você deve comparecer ao posto de atendimento com os seguintes documentos:

  • Comprovante de endereço (contas de telefone fixo, celular, água e luz são aceitas desde que contenham o nome do eleitor, o endereço, e tenha sido emitida nos últimos três meses).
  • Documento de identificação (qualquer um dos listados abaixo):
  • RG original;
  • Carteira de Trabalho e Previdência Social;
  • Carteira profissional emitida por órgão criado por lei federal (OAB, CRM, CREA, etc);
  • Certidão de nascimento;
  • Certidão de casamento.

Também é possível utilizar o passaporte como documento de identificação, desde que o modelo contenha a filiação (nome dos pais) do cidadão. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) não é aceita por não conter informações sobre nacionalidade e naturalidade. 

  • Comprovante de quitação do serviço militar (para homens de 18 a 45 anos que utilizem seu primeiro título de eleitor)
  • Título de eleitor (e comprovantes de votação, caso os tenha).

Em quais capitais brasileiras a biometria é obrigatória? 

Aracaju

Belém

Boa Vista

Brasília

Campo Grande

Cuiabá

Curitiba

Florianópolis

Fortaleza

Goiânia

João Pessoa

Macapá

Maceió

Manaus

Natal

Palmas

Porto Velho

Recife

Rio Branco

Salvador

São Luís

Teresina

Vitória

Em quais capitais brasileiras a biometria ainda não é obrigatória?

Belo Horizonte

Porto Alegre

Rio de Janeiro

São Paulo

Quem já fez a biometria precisa levar o título de eleitor para votar?

Não é necessário levar o título de eleitor para votar. No entanto, mesmo já tendo feito o cadastramento biométrico, você ainda precisará levar um documento oficial de identificação com foto, como o documento de Identidade, CNH ou passaporte, por exemplo. O e-Titulo, versão digital do título de eleitor, também pode ser utilizado como documento oficial de identificação. 

Em caso de transferência de título, é preciso recadastrar a biometria?

Não. Mesmo que o eleitor mude de domicílio eleitoral, não será necessário refazer a biometria.

Tudo o que sabemos sobre:
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Veja o passo a passo para agendar a biometria eleitoral

Cadastramento biométrico pode ser realizado por eleitores de cidades onde ele ainda não é obrigatório

Carla Menezes, especial para O Estado

04 de outubro de 2019 | 05h00

Até 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende atingir 100% dos cadastros da biometria do eleitorado nacional. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), eleitores de 479 municípios de São Paulo devem fazer a biometria em 2019.

Sem o cadastro, não será possível votar nas eleições municipais de 2020. De acordo com o TRE-SP, 33.041.449 eleitores do Estado já realizaram o cadastramento. Este número representa 59,44% do eleitorado paulista.

Saiba se a sua cidade está em processo de biometria obrigatória clicando aqui. 

Mesmo que a sua cidade ainda não esteja na lista, você já pode realizar o seu cadastro e evitar uma fila daquelas em um futuro próximo.

Confira abaixo como realizar o agendamento para o cadastro biométrico no Estado:

Como agendar o cadastramento da biometria?

Na maioria das cidades do Estado de São Paulo, o agendamento só pode ser feito pelo site do TRE. Para acessá-lo, clique aqui.  

  • Ao acessar o site, clique em “Agende”.

  • Tenha em mãos o número do seu título de eleitor, pois será a primeira informação solicitada. Insira os números, digite o código que aparecer na imagem e clique em “Buscar”. 

  • Caso não esteja com o número, é possível prosseguir com seus dados pessoais (nome completo, nome da mãe e do pai e data de nascimento). Digite o código que aparecer na imagem e, em seguida, clique em “Buscar”.

  • Insira seu CEP e número de residência. Depois, clique em “Buscar” novamente.

  • Selecione a Zona Eleitoral ou a Central para atendimento. Nesta tela, já é possível visualizar o endereço do local.
  • Escolha o dia (de segunda a sábado) e o horário. 
  • Pronto. Agora é só aguardar o dia agendado e comparecer ao local com os documentos necessários. 

Posso agendar o cadastramento de outra forma?

Em algumas cidades, é possível realizar o agendamento para atendimento em um Poupatempo. São Paulo, Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo são alguns desses municípios. 

Para ver se a sua cidade está na lista, clique aqui.  

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