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A sede da Prefeitura de São Paulo, no centro da capital Reprodução/Google

Eleições municipais de 2020: São Paulo, Rio e BH já têm 26 possíveis candidatos

Com nova regra, disputa por prefeituras será ‘pulverizada’, preveem partidos e analistas ouvidos pelo ‘Estado’

Adriana Ferraz, Fernanda Boldrin e Ítalo Lo Re, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2019 | 05h00

A menos de um ano das eleições de 2020, aumenta a movimentação interna nos partidos por candidatos a prefeito e de políticos por legendas com capacidade financeira para custear campanhas. A partir do ano que vem, novas regras eleitorais devem resultar em um número maior de candidaturas. Somente Rio, Belo Horizonte e São Paulo já somam ao menos 26 cotados para a disputa de prefeituras.

Ao vetar coligações proporcionais, o Congresso impede que legendas sem nomes fortes na urna peguem carona em puxadores de voto de outros partidos, em prática que ficou conhecida como "efeito Tiririca". Já a cláusula de barreira, em vigor desde o ano passado, estabelece um desempenho eleitoral mínimo para que políticos tenham acesso ao fundo partidário e ao tempo gratuito de rádio e televisão.

Ao todo, 14 partidos não conseguiram passar por essa barreira no pleito do ano passado, perdendo, assim, acesso à verba pública destinada para custear as campanhas – nove com representação na Câmara. De lá pra cá, legendas incorporaram outras, como estratégia para ‘crescer’, ou liberam seus deputados a sair.

Rafael Greca, de Curitiba, deixou o PMN e foi para o DEM. O mesmo caminho foi seguido pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que trocou o PHS pelo PSD. Em ambos os casos, as siglas anteriores não atingiram a cláusula de barreira. Já Gean Loureiro, eleito pelo MDB para comandar Florianópolis, segue sem partido após se desfiliar do MDB. E essa lista pode aumentar ano que vem, quando a janela partidária permitirá uma nova leva de trocas partidárias.

“Quem foi eleito por um pequeno partido vai tentar buscar partidos maiores para concorrer, para ter verba para campanha. A não ser que o candidato tenha recursos próprios para se bancar sozinho”, explica o PhD em ciência política e professor da UFMG Felipe Nunes.

‘Pulverização’ leverá a mais disputas em segundo turno

Com a esperada ‘pulverização’ dos votos em função do fim das coligações proporcionais, outras consequências prováveis no pleito de 2020 são um aumento do número de eleições definidas em segundo turno – a legislação prevê o pleito em duas fases em municípios com mais de 200 mil eleitores – e o fortalecimento de quem já tem mandato. Entre as capitais, 14 dos 26 prefeitos podem tentar a recondução ao cargo.

Desde que a reeleição foi aprovada no Brasil, em 1997, todas as capitais, com exceção de São Paulo, reconduziram ao menos dois mandatários. Nesse mesmo período, os paulistanos só deram um segundo mandato a Gilberto Kassab (PSD), que havia se eleito anteriormente como vice na chapa de José Serra (PSDB). Situação que pode se repetir ano que vem, caso o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), que também era vice, consiga aval da população para permanecer no cargo.

Em São Paulo, mais um impacto é esperado: partidos que tradicionalmente não concorriam à Prefeitura vão, ano que vem, ter seus próprios candidatos. É o caso do PSB, do ex-governador Márcio França – que venceu João Doria na cidade ano passado na corrida pelo governo – e o PCdoB de Orlando Silva. Os dois já se colocam como pré-candidatos.

Outra novidade será a entrada do PSL do presidente Jair Bolsonaro na disputa pela capital. Líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann já se colocou como o nome da legenda, mas, sem consenso, terá de disputar internamente a indicação. O deputado estadual Gil Diniz, o “carteiro reaça”, já pediu prévias para a escolha do representante de Bolsonaro na urna.

Siqueira: ‘Candidatos fracos resvalam nos vereadores’

Em 2020, a escolha será fruto de um planejamento muito bem calculado. Segundo o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, os candidatos a prefeito assumem papel ainda mais estratégico nos partidos. “Se um candidato a prefeito for fraco, isso pode resvalar na candidatura de vereadores com boas chances de eleição”, afirma.

Para o prefeito de Salvador (em segundo mandato) e presidente do DEM, ACM Neto, o novo cenário “aumenta o estímulo para que o partido lance o maior número possível de candidatos a prefeito e vereador em todo o Brasil”. A sigla, que se diz “totalmente favorável ao fim das coligações”, acredita que o maior impacto da mudança virá em 2022, com a diminuição do número de partidos. “Permaneceriam, assim, só os partidos fortes e com capilaridade”, diz.

Otimista, o presidente do Cidadania, Roberto Freire, acredita que o processo de voto passará por uma reeducação a partir das novas regras. Para ele, o eleitorado terá mais discernimento sobre os partidos. Na mesma linha, Kassab, fundador e atual presidente do PSD, diz que o fim das coligações proporcionais e as cláusulas de desempenho farão com que os partidos tenham cada vez mais projetos com linha programática clara. Segundo ele, ainda que as novas regras diminuam a quantidade de legendas no futuro, a tendência é que elas sejam muito mais fortes e consolidadas.

O PSDB, também a favor do fim do fim das coligações, planeja ter candidatos próprios no maior número de cidades que conseguir. A perspectiva da legenda, que detém a maior quantidade de prefeitos em capitais do País (8, no total), é de que haverá concentração de mandatos em um número ainda menor de partidos.

PSL de Bolsonaro aposta em posição ‘ideológica’ bem definida

Luciano Bivar, presidente do PSL, afirma que a posição ideológica bem definida de seu partido fará com que a sigla tenha menos dificuldades com a mudança. A expectativa é que o presidente Jair Bolsonaro participe da escolha dos nomes que representarão a sigla em 2020. Conseguir ampliar a capilaridade da sigla em capitais e cidades estratégicas pelo País é uma das metas da legenda, dona hoje da maior fatia do fundo eleitoral.

Na perspectiva da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, a nova configuração não afeta tanto a política de candidaturas do partido, que sempre prezou por lançar o maior número possível de concorrentes. “A mudança fortalece legendas que têm organicidade e uma linha programática clara”, ressalta.

Novo é crítico à emenda: ‘Partidos deveriam ser livres’, diz Amoêdo

João Amoêdo, presidente do Novo, é o único líder partidário ouvido pelo Estado crítico à emenda. “A alteração, mais uma vez, ataca o sintoma, não o problema. Os partidos deveriam ser livres para se coligarem se tiverem pautas semelhantes, embora o façam basicamente para agregar tempo de propaganda eleitoral ‘gratuita’ ou por conta de interesses eleitorais locais”. Ainda assim, segundo ele, deveria caber ao eleitor vetar esse procedimento nas urnas.

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Eleições 2020 em SP: veja lista de cotados para disputar a Prefeitura

O tucano Bruno Covas deve disputar sua recondução ao cargo, enquanto que o PSL sinaliza com Joice Hasselman para a corrida pelo comando da capital paulista

Vinícius Passarelli, especial para O Estado

27 de agosto de 2019 | 15h06
Atualizado 04 de outubro de 2019 | 11h41

As eleições municipais ocorrerão em outubro de 2020, mas os partidos já se movimentam em busca dos seus nomes para a disputa da Prefeitura de São Paulo. Conquistar prefeituras de capitais e grandes cidades é fundamental para que os diferentes grupos políticos construam suas bases para projetos futuros, como a disputa presidencial de 2022.

O atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), tentará ser reconduzido ao cargo e tem o apoio do governador João Doria (PSDB). O candidato do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, ainda não está definido, mas o nome da deputada federal e líder do governo no Congresso Nacional, Joice Hasselmann (PSL), desponta como um dos favoritos. Nesta terça-feira, evento do PSL sinalizou o nome da deputada como provável candidata. 

Apesar disso, o diretório estadual do partido informa em nota que ainda não definiu nenhum candidato para 2020 e que, nos casos em que mais de um nome se apresentar como pré-candidato, haverá assembleias.

O Partido dos Trabalhadores (PT) ainda não tem definido quem será seu candidato à Prefeitura de São Paulo. O partido, inclusive, cogita não lançar um nome próprio e apoiar outro candidato que tenha mais força em 2020. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde abril de 2018, já teria dado esse aval. No entanto, nomes como o do ex-ministro José Eduardo Cardozo e o de Ana Estela Haddad, mulher do ex-prefeito Fernando Haddad, também aparecem como possibilidades. 

O ex-governador Márcio França (PSB), o ex-candidato à Presidência Guilherme Boulos (PSOL) e o apresentador de TV José Luiz Datena são outros nomes que aparecem como possíveis pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo. Confira abaixo quem são, até o momento, os cotados para a disputa:

Bruno Covas (PSDB)

O atual prefeito de São Paulo deve tentar a reeleição pelo PSDB em 2020, com o apoio do governador João Doria. Em um cenário marcado pela polarização, no qual provavelmente haverá uma disputa entre o candidato bolsonarista e o candidato da esquerda, Covas deve focar seu discurso no centro político. Covas é neto do ex-governador Mário Covas e foi vice-prefeito de São Paulo, assumindo a cadeira de prefeito após Doria deixar a prefeitura para a disputa do governo do Estado em 2018.

Joice Hasselmann (PSL) / Gil Diniz (PSL)

A líder do PSL no Congresso já demonstrou publicamente seu interesse na Prefeitura de São Paulo e, de acordo com ela, tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro e de Luciano Bivar, presidente da sigla, para a campanha. "Não sou mulher de amarelar", disse durante entrevista concedida em julho ao Estado. Joice era parte de uma disputa interna do PSL paulista, hoje presidido pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente. O grupo de Eduardo, que tem o senador Major Olímpio como aliado, defendia outro nome para a disputa da prefeitura, como o do apresentador José Luiz Datena.

No entanto, após a saída do deputado federal Alexandre Frota - próximo a Joice - para o PSDB, os ânimos no PSL se arrefeceram e o nome da parlamentar deve ser confirmado pelo partido do presidente Jair Bolsonaro. Em evento para empresários na capital paulista nesta terça-feira, 27, Major Olímpio convidou a deputada para ser a candidata. “Tudo caminha para o sim. Não poderia dizer sim sem que a executiva estadual de São Paulo estivesse unida”, afirmou Joice durante o evento.

Outro possível nome do PSL paulistano para a disputa é o deputado estadual Gil Diniz, conhecido como "Carteiro Reaça". Bastante próximo da família Bolsonaro, Diniz é o líder do PSL na Assembleia Legislativa de São Paulo e já foi assessor parlamentar de Eduardo Bolsonaro. Em entrevista ao Estado, o deputado afirmou que conhece a cidade, que utiliza os serviços públicos e se coloca à disosição do partido para a disputa. "Eu estou no banco de reserva. Se o treinador disser: 'Olha, o camisa 10 se lesionou ali, vai lá e faz o teu melhor', aí eu entro em campo", disse.

Márcio França (PSB)

Ex-vice-governador de Geraldo Alckmin em São Paulo, França ocupou a cadeira de governador do Estado em 2018 após o tucano anunciar sua candidatura à Presidência da República. Foi candidato a governador e, com 21,5% dos votos válidos, chegou ao segundo turno contra o candidato tucano João Doria, que foi eleito com 51,75% dos votos válidos. No entanto, França obteve 58% dos votos na capital, contra 42% de João Doria, o que fortalece seu nome para a disputa da Prefeitura. Segundo a Coluna do Estadão, lideranças do PT enxergam o ex-governador como uma opção de composição de chapa.

Guilherme Boulos (PSOL)

Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e a frente das principais mobilizações de rua de movimentos sociais desde a prisão do ex-presidente Lula, Boulos se coloca como um nome forte da esquerda para a disputa da Prefeitura de São Paulo. Foi candidato a presidente da República nas eleições de 2018 pelo PSOL e, com apenas 0,58% dos votos, ficou na 10ª posição no primeiro turno.

Caso o PT não lance uma candidatura própria e decida apoiar um candidato de outro partido, o nome de Boulos aparece como uma opção, dada sua proximidade com Lula e seu protagonismo na mobilização de manifestações com a bandeira do “Lula Livre” e pela reivindicação do direito do petista disputar as eleições de 2018, quando sua candidatura foi impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

José Eduardo Cardozo (PT) / Fernando Haddad (PT)

O ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, é um nomes PT cotados para a disputa da prefeitura paulistana e já teria tido o aval de Lula para isso. Advogado, Cardozo foi quem defendeu a ex-presidente Dilma Rousseff, de quem foi ministro, durante o processo de impeachment em 2016.

O nome do partido para a eleição na maior cidade do País, no entanto, ainda está longe de ser definido. No início de agosto, a sigla - que tem a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados e, portanto, uma das maiores fatias do fundo eleitoral para as eleições de 2020 - iniciou seu processo de escolha do candidato a prefeito de São Paulo e cinco nomes apareceram como pré-candidatos: o ex-deputado Jilmar Tatto, os deputados Carlos Zarattini e Paulo Pimenta - que é líder do PT na Câmara -, o vereador Eduardo Suplicy e o urbanista Nabil Bonduki. Correntes do partido também defendem a candidatura de Fernando Haddad, ex-prefeito e candidato derrotado à presidência em 2018. Haddad, no entanto, tem resistidio à ideia.

Andrea Matarazzo (PSD)

Figura histórica do PSDB, Matarazzo deixou o partido em 2016, após 30 anos, devido a conflitos com João Doria na disputa para a candidatura à Prefeitura de São Paulo nas últimas eleições municipais. O ex-embaixador e ex-ministro se transferiu para o PSD e compôs a chapa de Marta Suplicy (MDB) como candidato a vice-prefeito. Três anos depois, ele já se coloca como pré-candidato à prefeitura paulistana. “Desde que eu estive na Prefeitura como subprefeito eu venho me preparando (para ser candidato). Fui vereador para conhecer a Câmara por dentro e a motivação do vereador no dia a dia da cidade”, afirmou no início de agosto em entrevista ao Estado.

Filipe Sabará (Novo)

O Partido Novo também pretende lançar seu candidato à Prefeitura de São Paulo e fará a escolha a partir de um processo seletivo. No entanto, o nome de Filipe Sabará aparece como dos mais cotados devido aos cargos que ocupa desde que João Doria assumiu a Prefeitura e, posteriormente, o governo do Estado. Tido como uma espécie de "braço direito" do tucano, Sabará é presidente do Fundo Social de São Paulo, órgão oficial de filantropia do Estado. Antes, ele ocupou a Secretaria Municipal de Assistência Social na gestão de Doria.

Orlando Silva (PCdoB)

O deputado federal aparece como provável candidato à prefeitura paulistana pelo PCdoB. Historicamente ligado a chapas petistas, o partido deve lançar um candidato próprio em São Paulo pela primeira vez. Silva foi vereador, ministro do Esporte de Lula e Dilma e deputado federal. Na Câmara dos Deputados, foi vice-líder do governo de Dilma Rousseff entre 2015 e 2016. Atualmente, exerce seu segundo mandato como deputado./COLABOROU JOÃO KER

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Eleições 2020 no RJ: veja quem são os cotados para a disputar a prefeitura carioca

Mal avaliado, Crivella (PRB) tentará a reeleição; o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) e o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) despontam como fortes candidatos

Caio Sartori, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2019 | 05h00

A um ano do pleito, a eleição de 2020 para a Prefeitura do Rio tem mais de dez possíveis pré-candidatos ao cargo. Berço político do presidente Jair Bolsonaro e de outro possível presidenciável em 2022, o governador Wilson Witzel (PSC), o Rio deve ter pelos menos três concorrentes fortes na disputa do ano que vem. A cidade é o segundo colégio eleitoral municipal do País, o que aumenta a importância da disputa. 

prefeito Marcelo Crivella (PRB) buscará a reeleição. Ele conta com as máquinas pública e evangélica. Por isso, não é desprezado pelos adversários, mesmo com muitos deles apontando seu governo como impopular. Crivella deve lançar mão do discurso ideológico durante a campanha, como demonstrou quando mandou recolher livros com conteúdo LGBT na Bienal do Livro.

Pela esquerda, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) tentará chegar ao Executivo carioca pela terceira vez. Em 2016, perdeu para Crivella no segundo turno. Desta vez, contudo, o psolista deve vir com nova roupagem. Além de ter agora um mandato federal, ele tem defendido a formação de uma grande aliança em torno de sua candidatura. Isso incluiria tanto legendas de esquerda quanto algumas mais ao centro, como o PV e a Rede de Marina Silva.

A maior dificuldade de Freixo tem sido nas conversas com o PDT, que pretende lançar a deputada estadual Martha Rocha, e o PSB, cujo nome cotado é o do deputado federal Alessandro Molon. Adversários de Freixo têm apresentado o parlamentar como um nome forte para disputar a eleição na atual conjuntura, já que é o único de oposição a Crivella que já se lançou com clareza e tem um forte ‘recall’ de eleições anteriores. 

Mais ao centro, o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) é uma peça-chave. Os demais concorrentes o consideram um nome forte, que dificilmente deixaria de ir ao segundo turno. Por essa ótica, Paes poderia adotar um discurso de combate à polarização, jogando Crivella para um lado ultraconservador e pintando Freixo como um esquerdista radical. Além disso, pegaria embalo na má avaliada gestão Crivella para despertar no eleitor o fator “saudade”. Até o ano que vem, no entanto, Paes continuará trabalhando pela eleição sem assumir oficialmente a candidatura. Só em 2020 irá às ruas como postulante à prefeitura. 

Um mistério que ainda ronda a eleição é: quem será apoiado por Wilson Witzel? O governador, que está em baixa com antigos aliados do PSL, ainda não tem um candidato. O próprio PSL também tem problemas internos. Apesar de alguns nomes serem cotados, crescem as chances de a sigla não ter candidato próprio. 

Veja abaixo os nomes que podem concorrer à Prefeitura do Rio:

Marcelo Crivella (PRB)

Bispo licenciado da Igreja Universal, prefeito Marcelo Crivella  assumiu a cidade em contexto de ressaca dos grandes eventos. Impopular, Crivella era mal avaliado por 58% dos cidadãos cariocas na última pesquisa feita por um grande instituto, o Datafolha, no início de 2018. Desde então, episódios como as mortes por causa das chuvas na cidade podem ter puxado ainda mais para baixo a aprovação do prefeito.

Nos últimos meses, porém, de olho em 2020, Crivella tem articulado nos bastidores para chegar forte à disputa pela reeleição. Usou o episódio da Bienal do Livro, considerado censura pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para aparecer no noticiário e reforçar um posicionamento conservador. 

Recentemente, cresceu a possibilidade de o PSL de Jair Bolsonaro apoiar Crivella. O partido indicaria o vice da chapa em troca de um apoio futuro em 2022, tanto para o governo do Estado quanto para a Presidência. 

Marcelo Freixo (PSOL)

O deputado federal Marcelo Freixo tem recall grande das últimas eleições. Por outro lado, tem como desafio driblar a rejeição, que foi decisiva para ele perder o segundo turno em 2016.

No momento, Freixo trabalha para construir o que chama de uma frente ampla em torno de sua candidatura. As negociações estão avançadas com PT e PCdoB, mas o psolista precisa cooptar legendas mais moderadas. Conversa, por exemplo, com o PV e a Rede de Marina Silva. As maiores dificuldades estão sendo com duas siglas tradicionais da centro-esquerda: o PSB, que pode lançar o deputado Alessandro Molon, e o PDT, que tem a deputada estadual Martha Rocha como o nome escolhido para o pleito. 

Durante os governos de Sérgio Cabral Filho (MDB) no Estado, e de Paes (atualmente no DEM), na Prefeitura, o PSOL foi o único partido de esquerda que em nenhum momento compôs as bases aliadas ou ocupou cargos nas gestões. Com isso, a legenda, que é pequena nacionalmente, construiu no Rio sua principal trincheira. 

Eduardo Paes (DEM)

Há um consenso entre todos os prefeitáveis do Rio: se Eduardo Paes entrar na disputa, desponta como o candidato a ser batido.  O ex-prefeito, porém, só deve se apresentar como candidato no início do ano que vem. Paes vem articulando discretamente. Uma aproximação com o governador WIlson Witzel, que o derrotou na eleição para governador no ano passado, chegou a ocorrer. Mas a tendência é que haja uma chapa mais ao centro, unindo DEM, PSDB, Cidadania, PSD e Solidariedade, por exemplo.

Os aliados desses outros partidos, contudo, são receosos quando questionados se apoiarão Paes. Todos reconhecem a força política do ex-prefeito, que poderia confrontar Crivella com dados efetivos de sua gestão, que se deu num período em que o Rio passou por grandes obras e mudanças urbanísticas. “Vamos caminhar juntos em algum momento”, avalia um deles. 

Apesar de derrotado por Witzel na eleição para governador no ano passado, Paes venceu na capital. O resultado eleitoral do ex-prefeito do Rio foi prejudicado por causa da periferia da Região Metropolitana e do interior do Estado, que votaram maciçamente no hoje governador. 

Rodrigo Amorim (PSL) / Hélio Lopes (PSL)

Conhecido como o deputado estadual que quebrou uma placa com o nome da vereadora assassinada Marielle Franco na eleição do ano passado, Rodrigo Amorim chegou a ser apresentado oficialmente como pré-candidato do PSL no Rio. Sua candidatura é encampada pelo senador Flávio Bolsonaro, presidente do partido no Estado.

No entanto, há uma forte resistência ao nome de Amorim no partido, com origem na Presidência da República. Jair Bolsonaro é contra lançar o deputado e defende outras soluções. Cogita-se o nome do deputado federal Hélio Lopes, conhecido como Hélio Negão, que é muito próximo ao presidente, como alternativa. 

Braço direito do presidente Jair Bolsonaro – ao lado de quem é fotografado com frequência –, Hélio Lopes é uma das opções do PSL. Não é a primeira alternativa do comandante da legenda no Rio, Flávio Bolsonaro, mas tem a simpatia do presidente da República. Até então virtualmente desconhecido, Hélio foi o deputado federal mais votado do Rio no ano passado, quando concorreu com a alcunha de ‘Hélio Bolsonaro’.

Esquentou, também, a hipótese de o PSL apoiar um candidato de outro partido, especialmente o prefeito Marcelo Crivella (PRB). Nesse caso, o partido do presidente ficaria com a vaga de vice na chapa. 

Gustavo Bebianno (sem partido)

Dissidente do bolsonarismo, o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno já afirmou que deseja concorrer à Prefeitura. Depois de abandonar o PSL, o advogado ainda não escolheu nova legenda. Há uma tendência natural a se filiar ao PSDB, pela proximidade com o empresário Paulo Marinho, ou ao DEM. No entanto, as duas siglas já têm planos para a eleição municipal. 

Marcelo Calero (Cidadania)

Ex-ministro da Cultura, o deputado federal Marcelo Calero (Cidadania) é apresentado pelo partido como pré-candidato. Calero é muito próximo ao apresentador Luciano Huck e faz parte do grupo que mantém contatos frequentes com ele a fim de criar um projeto presidencial para 2022. 

Na eleição do ano que vem, Calero está entre os que poderiam abrir mão da candidatura a depender de como será construída a aliança em torno de Eduardo Paes. Em evento do PSDB no final de setembro, chamou Paes de “o melhor prefeito que essa cidade já teve”. 

Martha Rocha (PDT)

Deputada estadual por um partido que tem história no Rio de Janeiro, o PDT, Martha Rocha conta ainda com outro ativo: é delegada da Polícia Civil e chegou a presidir a corporação. Ela já chegou a ser apontada como “vice dos sonhos” de Marcelo Freixo, mas reafirma sua candidatura sempre que lhe perguntam a respeito. 

A deputada estadual é próxima a outro nome da centro-esquerda carioca que resiste em aceitar a ideia de que todos os progressistas devem se unir em torno de Freixo: o deputado federal Alessandro Molon, do PSB, com quem mantém conversas. 

Alessandro Molon (PSB)

Candidato à Prefeitura duas vezes em condições adversas, em 2008 e 2016, Alessandro Molon é cotado pelo PSB para concorrer de novo no ano que vem. Terceiro deputado federal mais votado do Rio no ano passado, o parlamentar tem votações crescentes para o cargo, mas ainda não empolgou o eleitorado em disputas para o Executivo.

Junto com Martha Rocha e seus partidos, tenta viabilizar uma alternativa à candidatura de Freixo dentro do campo progressista.

Paulo Messina (PRTB/PSD)

Ex-braço direito de Marcelo Crivella, de quem foi secretário da Casa Civil, o vereador Paulo Messina, que está no terceiro mandato, rompeu com o prefeito e tem manifestado o desejo de concorrer ao Executivo carioca. Ele está no PRTB, mas pode ir para o PSD de Gilberto Kassab, presidido no Rio pelo deputado Hugo Leal. Há, no entanto, uma forte resistência à ideia entre vereadores do partido na cidade, que ainda são aliados de Crivella. 

Mariana Ribas (PSDB)

A fim de construir palanque para o governador de São Paulo, João Doria, na eleição presidencial de 2022, o PSDB busca se estruturar numa cidade que não tem tradição tucana. Agora comandado no Rio pelo empresário Paulo Marinho, o partido realizou um evento com contornos nacionais no dia 28 de setembro para anunciar a pré-candidatura da gestora Mariana Ribas à Prefeitura da capital fluminense. 

Mariana é da área da Cultura. Além de secretária municipal, já ocupou cargos de direção na RioFilme e na Ancine. Ela é apresentada por Marinho e Doria como alguém que representa o que o ‘novo PSDB’ tem tentado pregar: uma maior participação de mulheres e jovens nos quadros partidários.

No entanto, há uma forte tendência de que o partido componha uma aliança com o ex-prefeito Eduardo Paes — podendo, por exemplo, ficar com a vaga de vice na chapa. 

Fred Luz (Novo)

Ex-CEO do Flamengo, Fred Luz trabalhou na campanha do presidenciável João Amoedo (Novo) em 2018 e agora deve se candidatar a prefeito pela legenda.

Clarissa Garotinho (PROS)

Filha dos ex-governadores Rosinha e Anthony Garotinho, a deputada federal Clarissa Garotinho se apresenta como candidata à Prefeitura do Rio, apesar de o reduto da família ser em Campos dos Goytacazes, no norte do Estado.

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    Eleições 2020 em BH: veja quem são os cotados para disputar a prefeitura

    Alexandre Kalil (PSD) tentará a reeleição, enquanto siglas como o PSDB, PT e DEM ainda articulam suas estratégias para as eleições de Belo Horizonte

    Ítalo Lo Re, especial para O Estado

    04 de outubro de 2019 | 05h00

    A um ano das eleições municipais de 2020, os partidos já começam a sinalizar quem vão ser os candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte. O atual prefeito da cidade, Alexandre Kalil (PSD), já manifestou que tentará a reeleição. O que não se sabe, por ora, é se sua campanha contará com o atual vice-prefeito, Paulo Lamac, ou se vai inaugurar uma nova parceria. Isso porque, recententemente, Kalil se desentendeu com Lamac, que deixou o cargo de secretário de Governo ocupado desde 2017.

    Para uma possível frente de oposição, destacam-se o deputado estadual João Vitor Xavier (Cidadania), que trabalhado em articulações com DEM e Patriota, a deputada federal Áurea Carolina (PSOL), vereadora mais bem votada de Belo Horizonte em 2016 e a professora Duda Salabert (PDT), que, em 2018, foi a primeira candidata trans ao Senado brasileiro.

    Ainda que nem todos os partidos tenham os nomes estabelecidos, alguns deles, como Novo, PT e PSDB, já definiram que terão um candidato ao pleito. Já PSL, PCdoB, entre outros partidos, ainda estudam se terão ou não candidaturas próprias.

    Alexandre Kalil (PSD)

    Conhecido por ter ocupado o cargo de presidente do Clube Atlético Mineiro, o atual prefeito de Belo Horizonte está em seu primeiro mandato à frente da capital mineira. Na disputa de 2016, o empresário representou o PHS e teve como vice Paulo Lamac, da Rede.

    Desde junho deste ano, no entanto, Kalil faz parte do PSD. E nada garante que seu vice continuará o mesmo. No final de 2018, Lamac deixou o cargo de secretário de Governo após ter se desentendido com o prefeito sobre qual candidato a deputado estadual apoiar. Enquanto Kalil abraçou Iran Barbosa (MDB), que não se elegeu, Lamac apadrinhou Ana Paula Siqueira, de seu próprio partido.

    Ainda que o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) Adalclever Lopes (MDB) seja apontado como possível novo vice, Lamac foi oficializado recentemente como coordenador do núcleo político do governo, o que foi lido por aliados como uma reaproximação com Kalil.

    João Vítor Xavier (Cidadania)

    Depois de ter deixado o PSDB por discordar de algumas posturas do partido, entre as quais a aproximação com o governador Romeu Zema (Novo), o deputado estadual João Vitor Xavier (Cidadania) intensificou as conversas com grupos políticos na tentativa de consolidar uma chapa de oposição a Kalil em 2020. Entre as legendas próximas a João Vitor estão o DEM e o Patriota. Jornalista de formação, o deputado também é apresentar de um programa esportivo na Rádio Itatiaia.

    Na última eleição, o Cidadania — ainda como PPS — fez chapa com o candidato do PSDB, João Leite, ao indicar o vice, Ronaldo Gontijo, mas a dupla acabou derrotada por Kalil no segundo turno.

    Rogério Correia / Beatriz Cerqueira (PT)

    Até o momento, o PT de Minas não colocou em discussão a próxima sucessão eleitoral municipal. O partido está voltado para a realização do 7º Congresso Nacional, que terá etapas estaduais em outubro e nacionais em novembro. Somente depois disso a sigla passará para a definição de um candidato para as eleições de 2020 em Belo Horizonte.

    Ainda assim, o partido conta com alguns nomes bastante cotados para concorrer à prefeitura da capital mineira, como o deputado federal Rogério Correia, vice-líder do PT na Câmara, e a deputada estadual Beatriz Cerqueira.

    Áurea Carolina (PSOL)

    Socióloga e cientista política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Áurea Carolina tem 34 anos e carrega como principais bandeiras o feminismo e outras pautas identitárias. Foi representando essas causas que, em 2016, Áurea foi eleita como a vereadora mais bem votada de Belo Horizonte.

    Em 2018, ela chegou ao cargo de deputada federal com 162.740 votos — tornando-se a mulher com maior número de votos para o cargo em Minas Gerais.

    Duda Salabert (PDT)

    Primeira candidata trans ao Senado brasileiro, Duda Salabert é professora de literatura e ativista pelo meio ambiente e pela educação. Após ter rompido o vínculo com o PSOL no começo deste ano, a educadora chegou ao PDT com status de peso, tornando-se imediatamente uma das principais cotadas para concorrer à prefeitura pelo partido. Via Twitter, ela já manifestou interesse em disputar o cargo.

    Eduardo Barbosa / Luísa Barreto (PSDB)

    Atualmente, o PSDB de Minas realiza uma mobilização interna para lançar candidatos em todos os municípios em que está organizado ou se organizando. Em Belo Horizonte, o PSDB esteve no segundo turno nas duas últimas eleições e, para o próximo ano, já conta com pré-candidatos, como o deputado federal Eduardo Barbosa e a administradora pública Luísa Barreto, atual secretária-adjunta da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do governo Zema. Ela foi uma das coordenadoras de campanha de Antonio Anastasia, candidato tucano derrotado ao governo do Estado em 2018 e atual senador.

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      Cadastramento biométrico ainda não é obrigatório na cidade de São Paulo para o próximo pleito; veja mais informações sobre onde ele é exigido

      Carla Menezes, especial para O Estado

      04 de outubro de 2019 | 05h00

      Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 73% dos eleitores brasileiros já realizaram o cadastramento biométrico. O processo, que começou em 2008, consiste em registrar as digitais, atualizar os dados, cadastrar a assinatura e tirar uma foto do eleitor. O objetivo é evitar possíveis fraudes.

      Ainda não fez a biometria? Sabe onde será obrigatória nas eleições municipais de 2020? O Estadão tira as principais dúvidas:

      O cadastramento biométrico é obrigatório na cidade de São Paulo?

      Não. Já é possível realizar o cadastro, mas ainda não existe um prazo para o início da obrigatoriedade do registro. De acordo com o TRE-SP, a data deve ser estipulada em um futuro próximo, pois a meta do Tribunal Superior Eleitoral é cadastrar a biometria de todo o eleitorado nacional até 2022.

      Apesar de ainda não ser obrigatório, segundo o TRE-SP, dos 8.946.329 de eleitores da capital, 53,89% já realizaram o cadastramento da biometria.

      Em quais cidades do Estado de São Paulo a biometria será obrigatória?

      Em 2019, eleitores de 479 municípios devem realizar o cadastro biométrico obrigatoriamente. Para descobrir se a sua cidade está entre eles, clique aqui

      Qual é o prazo final para fazer a biometria obrigatória?

      Cada cidade tem uma data diferente. Você pode consultar o prazo no seu município clicando aqui

      Quem não fez a biometria eleitoral obrigatória pode votar nas eleições 2020?

      Não. Se a sua cidade estiver na lista onde o cadastramento biométrico é obrigatório em 2019 e você não realizar o registro até a data-limite, seu título será cancelado e você não poderá votar nas eleições de 2020. 

      Não moro em uma capital, como posso saber se a biometria é obrigatória na minha cidade?

      Os sites dos Tribunais Regionais Eleitorais de cada Estado disponibilizam listas das cidades onde os eleitores estão sendo convocados obrigatoriamente. 

      Como agendar o cadastramento da biometria?

      Na maioria das cidades do Estado de São Paulo, o agendamento só pode ser feito pelo site do TRE. Veja o passo a passo para agendar neste link.

      Posso agendar o cadastramento biométrico de outra forma?

      Em algumas cidades paulistas é possível realizar o agendamento para atendimento em unidades do Poupatempo. São Paulo, Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo são alguns desses municípios. Para ver se a sua cidade está na lista, clique aqui.  

      Quais os documentos necessários para realizar o cadastramento da biometria?

      Antes de separá-los, é necessário saber que os documentos precisam conter o nome atual do eleitor. Caso você não tenha, deve levar um documento complementar em que conste o seu nome completo atualizado. 

      No dia e horário marcados, você deve comparecer ao posto de atendimento com os seguintes documentos:

      • Comprovante de endereço (contas de telefone fixo, celular, água e luz são aceitas desde que contenham o nome do eleitor, o endereço, e tenha sido emitida nos últimos três meses).
      • Documento de identificação (qualquer um dos listados abaixo):
      • RG original;
      • Carteira de Trabalho e Previdência Social;
      • Carteira profissional emitida por órgão criado por lei federal (OAB, CRM, CREA, etc);
      • Certidão de nascimento;
      • Certidão de casamento.

      Também é possível utilizar o passaporte como documento de identificação, desde que o modelo contenha a filiação (nome dos pais) do cidadão. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) não é aceita por não conter informações sobre nacionalidade e naturalidade. 

      • Comprovante de quitação do serviço militar (para homens de 18 a 45 anos que utilizem seu primeiro título de eleitor)
      • Título de eleitor (e comprovantes de votação, caso os tenha).

      Em quais capitais brasileiras a biometria é obrigatória? 

      Aracaju

      Belém

      Boa Vista

      Brasília

      Campo Grande

      Cuiabá

      Curitiba

      Florianópolis

      Fortaleza

      Goiânia

      João Pessoa

      Macapá

      Maceió

      Manaus

      Natal

      Palmas

      Porto Velho

      Recife

      Rio Branco

      Salvador

      São Luís

      Teresina

      Vitória

      Em quais capitais brasileiras a biometria ainda não é obrigatória?

      Belo Horizonte

      Porto Alegre

      Rio de Janeiro

      São Paulo

      Quem já fez a biometria precisa levar o título de eleitor para votar?

      Não é necessário levar o título de eleitor para votar. No entanto, mesmo já tendo feito o cadastramento biométrico, você ainda precisará levar um documento oficial de identificação com foto, como o documento de Identidade, CNH ou passaporte, por exemplo. O e-Titulo, versão digital do título de eleitor, também pode ser utilizado como documento oficial de identificação. 

      Em caso de transferência de título, é preciso recadastrar a biometria?

      Não. Mesmo que o eleitor mude de domicílio eleitoral, não será necessário refazer a biometria.

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      Veja o passo a passo para agendar a biometria eleitoral

      Cadastramento biométrico pode ser realizado por eleitores de cidades onde ele ainda não é obrigatório

      Carla Menezes, especial para O Estado

      04 de outubro de 2019 | 05h00

      Até 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende atingir 100% dos cadastros da biometria do eleitorado nacional. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), eleitores de 479 municípios de São Paulo devem fazer a biometria em 2019.

      Sem o cadastro, não será possível votar nas eleições municipais de 2020. De acordo com o TRE-SP, 33.041.449 eleitores do Estado já realizaram o cadastramento. Este número representa 59,44% do eleitorado paulista.

      Saiba se a sua cidade está em processo de biometria obrigatória clicando aqui. 

      Mesmo que a sua cidade ainda não esteja na lista, você já pode realizar o seu cadastro e evitar uma fila daquelas em um futuro próximo.

      Confira abaixo como realizar o agendamento para o cadastro biométrico no Estado:

      Como agendar o cadastramento da biometria?

      Na maioria das cidades do Estado de São Paulo, o agendamento só pode ser feito pelo site do TRE. Para acessá-lo, clique aqui.  

      • Ao acessar o site, clique em “Agende”.

      • Tenha em mãos o número do seu título de eleitor, pois será a primeira informação solicitada. Insira os números, digite o código que aparecer na imagem e clique em “Buscar”. 

      • Caso não esteja com o número, é possível prosseguir com seus dados pessoais (nome completo, nome da mãe e do pai e data de nascimento). Digite o código que aparecer na imagem e, em seguida, clique em “Buscar”.

      • Insira seu CEP e número de residência. Depois, clique em “Buscar” novamente.

      • Selecione a Zona Eleitoral ou a Central para atendimento. Nesta tela, já é possível visualizar o endereço do local.
      • Escolha o dia (de segunda a sábado) e o horário. 
      • Pronto. Agora é só aguardar o dia agendado e comparecer ao local com os documentos necessários. 

      Posso agendar o cadastramento de outra forma?

      Em algumas cidades, é possível realizar o agendamento para atendimento em um Poupatempo. São Paulo, Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo são alguns desses municípios. 

      Para ver se a sua cidade está na lista, clique aqui.  

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