Sérgio Cabral réu pela 21.ª vez

Sérgio Cabral réu pela 21.ª vez

Juíza Caroline Vieira Figueiredo, da 7.ª Vara Federal, do Rio, aceitou mais uma denúncia da Operação Lava Jato contra o ex-governador do Rio por lavagem de dinheiro

Julia Affonso e Luiz Vassallo

31 Janeiro 2018 | 14h08

Cabral em julho de 2017, após prestar depoimento no Rio. FOTO: FABIO MOTTA/ESTADÃO

A juíza Caroline Vieira Figueiredo, da 7.ª Vara Federal, do Rio, aceitou a 21.ª denúncia da Operação Lava Jato contra o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB) por lavagem de dinheiro. O emedebista agora é réu de novo.

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A magistrada, que está substituindo o juiz Marcelo Bretas, em férias, apontou ‘fortes indícios de autoria e materialidade’.

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Outros seis investigados também se tornaram réus: Ary Ferreira da Costa Filho, Sérgio Castro de Oliveira – preso na cadeia de Benfica -, Gladys Silva Falci de Castro Oliveira, Sonia Ferreira Batista, Jaime Luiz Martins e João do Carmo Monteiro Martins. Todos são acusados pelo crime de lavagem de dinheiro por meio de empresas do Grupo Dirija, controladas por Jaime Luiz e João do Carmo, ambos delatores.

Nesta denúncia, a Lava Jato acusou Sérgio Cabral por 213 atos de lavagem de cerca de R$ 10,2 milhões.

“Na sistemática estabelecida, que se estendeu de 2007 a 2014, Ary Filho realizava a entrega periódica para os representantes do grupo Dirija de dinheiro em espécie e notas fiscais emitidas pelas empresas Gralc Consultoria (LRG Agropecuária), de Carlos Miranda, SFB Apoio administrativo, de Sonia Ferreira Batista, e Falci Castro Advogados e Consultoria, de Sérgio de Castro Oliveira e Gladys Silva Falci de Castro Oliveira, e, em seguida solicitava que João do Carmo e seu filho Jaime Luiz fizessem a transferência bancária dos recursos para as referidas empresas como se estivessem fazendo pagamento por prestação de serviços, que na realidade não existiam”, afirma a Lava Jato.

A reportagem fez contato com os advogados de Sérgio Cabral, Sérgio Castro de Oliveira e Gladys Silva Falci de Castro Oliveira e está tentando falar com as defesas de Ary Ferreira da Costa Filho e Sonia Ferreira Batista. O espaço está aberto para manifestação.

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