Em resposta ao Ministério da Defesa, Fachin reforça convite para representante das Forças Armadas participar de reunião no TSE

Em resposta ao Ministério da Defesa, Fachin reforça convite para representante das Forças Armadas participar de reunião no TSE

Após general pedir reunião com técnicos do tribunal, ministro diz que a Justiça Eleitoral tem "compromisso público com a concretização de diálogo plural"

Rayssa Motta

19 de junho de 2022 | 16h04

O ministro Edson Fachin, presidente do TSE, disse ao Ministério da Defesa que a Justiça Eleitoral tem “compromisso público com a concretização de diálogo plural”. Foto: Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão

O ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reiterou neste domingo, 19, o convite para as Forças Armadas participarem da reunião da Comissão de Transparência das Eleições (CTE) marcada para amanhã.

Documento

O aceno foi feito em resposta ao Ministério da Defesa, que pediu uma reunião entre técnicos das Forças Armas e do TSE para “dirimir eventuais divergências técnicas” nas propostas enviadas pelos militares ao tribunal.

Fachin disse que espera contar com a presença do general Héber Portella, representante do Ministério da Defesa na comissão criada no ano passado para aprimorar o sistema usado nas eleições de 2022. O ministro também enfatizou que “a grande maioria das sugestões apresentadas no âmbito da comissão foram acolhidas”.

“A indicar o compromisso público desta Justiça Eleitoral com a concretização de diálogo plural não apenas com os parceiros institucionais, mas também com a sociedade civil. Nessa quadra, impende assinalar que, embora algumas sugestões não tenham sido acolhidas para esse ciclo eleitoral, serão consideradas para uma nova análise objetivando os próximos pleitos”, escreveu Fachin.

As Forças Armadas encamparam uma campanha para revisão do sistema de votação. Os militares enviaram 88 questionamentos ao TSE nos últimos oito meses e reproduziram suspeitas, sem fundamento, lançadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao processo eleitoral. Peritos do tribunal, no entanto, apontaram erros grosseiros no trabalho e rebateram as teses dos militares.

Em tréplica enviada na semana passada, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, pediu ao TSE que facilite a auditagem das urnas eletrônicas por partidos políticos. O general, no entanto, mudou o tom ao pedir uma reunião com os peritos da Corte Eleitoral. Ele pregou o “diálogo interinstitucional em prol do fortalecimento da democracia brasileira”.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.