Procuradores do Peru também saem em defesa de Deltan diante de julgamento que pode fulminar líder da Lava Jato

Procuradores do Peru também saem em defesa de Deltan diante de julgamento que pode fulminar líder da Lava Jato

Grupo de 13 investigadores da 'Equipo Especial de la República del Perú', órgão equivalente ao Ministério Público Federal, divulgaram nota em que se dizem preocupados com a possibilidade de destituição do coordenador da força tarefa em Curitiba, base e origem da maior operação já deflagrada no Brasil contra a corrupção

Rayssa Motta e Fasto Macedo

17 de agosto de 2020 | 18h29

Um grupo de 13 investigadores da ‘Equipo Especial de la República del Perú’, órgão equivalente ao Ministério Público Federal, divulgou nota no domingo, 16, para manifestar apoio ao procurador e coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, diante da eminência do julgamento no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que pode tirá-lo do grupo de trabalho.

No texto, os investigadores peruanos se dizem preocupados com a possibilidade de destituição de Deltan, a quem se referem como ‘pilar fundamental’ na cooperação internacional para combate de casos de corrupção transnacional na América Latina.

“As ações que buscam afetar a independência dos fiscais ou procuradores responsáveis pelas investigações de casos de corrupção são alvo de preocupação internacional”, argumenta a nota.

Na semana passada, integrantes e ex-integrantes da Lava Jato no Paraná também subscrevem nota para defender que um eventual afastamento do procurador comprometerá, em última instância, a independência dos trabalhos da operação.

O procurador da República e chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol. Foto: Gabriela Biló / Estadão

Julgamentos. Com três vagas não preenchidas, o CNMP deve julgar nesta terça-feira, 18, três procedimentos administrativos disciplinares contra Dallagnol. Dois deles foram apresentados pelos senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Kátia Abreu (Progressistas-TO).

A parlamentar questiona o acordo firmado pela Lava Jato Paraná com a Petrobrás para destinar R$ 2,5 bilhões recuperados pela operação a um fundo gerido pelos procuradores e argumenta que a manutenção de Dallagnol no comando da força-tarefa coloca em risco trabalhos da operação.

Já o pedido de Renan Calheiros acusa o procurador de atuação político-partidária por ter feito campanha contra a eleição do emedebista para o comando do Senado em 2019.

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