Procurador afirma que corrupção mata mais no País do que homicídios

Procurador afirma que corrupção mata mais no País do que homicídios

Coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal na Lava Jato defendeu o aumento das penas para os que incorrem nos crimes de colarinho branco

Redação

15 de setembro de 2015 | 12h33

Deltan Dallagnol. Foto: Julia Affonso/Estadão

Deltan Dallagnol. Foto: Julia Affonso/Estadão

Por Elizabeth Lopes e Julia Affonso

Ao falar das 10 medidas que estão sendo lançadas hoje para combater a corrupção, o procurador da República Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, disse que os crimes de corrupção matam mais no País do que os de homicídios. E defendeu o aumento das penas para os que incorrem nesses crimes.

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O pacote contra corrupção é um conjunto de providências legislativas propostas para a coibição dos delitos que envolvem o desvio de verbas públicas e os atos de improbidade administrativa. A campanha reúne vinte anteprojetos de lei que visam a regulamentar as dez medidas propostas, entre elas a criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos e do caixa 2, o aumento das penas, a transformação da corrupção de altos valores em crime hediondo e a responsabilização dos partidos políticos.

Na sua exposição, feita nesta terça-feira de manhã na sede da Procuradoria da República em São Paulo, Dallagnol disse que a Lava Jato chegou a tal ponto no País que o tema corrupção já virou tema corrente de conversas de bar.

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“Vivemos um momento único e se o perdermos, talvez não tenhamos outro, por isso é preciso cobrar medidas de combate à corrupção, não só dos parlamentares”, disse, destacando a importância das medidas de combate à corrupção que estão sendo lançadas hoje.

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