PF leva de volta para Madri condenado por terrorismo no massacre da rua Atocha

PF leva de volta para Madri condenado por terrorismo no massacre da rua Atocha

Preso pela Polícia Federal em dezembro de 2018, Carlos Garcia Juliá será extraditado nesta quinta, 6; ele foi condenado a 193 anos de prisão pelo assassinato de cinco pessoas e pela tentativa de homicídio de outras quatro, em atentado a tiros na rua Atocha, em Madri, em janeiro de 1977

Pepita Ortega

06 de fevereiro de 2020 | 08h02

Monumento em memória dos advogados de Atocha, assassinados por um comando ultradireitista em 1977, na praça de Antón de Martín, na Espanha. Foto: Arquivo/EFE

A Polícia Federal extradita na manhã desta quinta, 6, o espanhol Carlos Garcia Juliá, condenado a 193 anos de prisão por ter participado do ataque terrorista em Madri que ficou conhecido como ‘Massacre de Atocha’. Além dele, a corporação enviará ainda, para os Estados Unidos, o ítalo-britânico Mark Anthony Fiscaro acusado de tráfico ilícito e transnacional de drogas.

Carlos Garcia Juliá foi condenado a 193 anos de prisão pelo assassinato de cinco pessoas e pela tentativa de homicídio de outras quatro, em atentado a tiros na rua Atocha, em Madri.

O crime atribuído a um grupo da extrema direita ocorreu em 24 de janeiro de 1977. Um comando armado invadiu um escritório de advocacia especializado em Direito do trabalho e que abrigava também militância do Partido Comunista no prédio 55 da rua Atocha.

O espanhol chegou a cumprir 14 anos de prisão da Espanha e estava foragido desde 1994.

Juliá foi preso pela Polícia Federal em São Paulo em dezembro de 2018, a pedido da procuradora-geral, Raquel Dodge. Ele vivia com identificação falsa, no bairro da Barra Funda, na capital paulista, onde trabalhava como motorista de aplicativo, com o nome Genaro Antonio Materan Flores.

A extradição do espanhol foi autorizada em agosto pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. A Corte atendeu pedido formulado pelo governo da Espanha que informava que Juliá era procurado para cumprir 3.855 dias de prisão restantes da condenação a ele imposta.

Além de Juliá, a Polícia Federal informou que o cidadão ítalo-britânico Mark Anthont Fiscaro será extraditado para os Estados Unidos na manhã desta quinta, 6. Ele é réu em processo-crime que apura a prática de tráfico ilícito e transnacional de drogas nos EUA.

Segundo a PF, entre janeiro e abril de 2017, Mark fez cinco importações ilegais de ecstasy para a Flórida.
Ele foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, em abril de 2019, quando estava em trânsito de Porto Seguro, na Bahia, para Londres, na Inglaterra.

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