Terrorista do Massacre de Atocha preso em São Paulo será extraditado para a Espanha

Terrorista do Massacre de Atocha preso em São Paulo será extraditado para a Espanha

Carlos Garcia Juliá, condenado por cinco homicídios e quatro tentativas de homicídio no atentado no centro de Madri, em 1977, estava foragido desde 1994, e foi preso com identidade falsa na Barra Funda, em São Paulo, nesta quarta, 5

Julia Affonso e Fausto Macedo

06 Dezembro 2018 | 18h25

Polícia Federal em São Paulo. Foto: Google Streetview

A Polícia Federal informou nesta quinta, 6, que o espanhol Carlos Garcia Juliá, condenado em seu País pelo atentado que ficou conhecido como o Massacre de Atocha, será extraditado para Madri. O terrorista, acusado por cinco homicídios e quatro tentativas de homicídio no atentado ocorrido no centro de Madri, em janeiro de 1977, estava foragido da Justiça da Espanha desde 1994.

A PF informou que o foragido residia em São Paulo com identidade falsa.

O Massacre foi um atentado terrorista de extrema direita na Rua Atocha, centro da capital espanhola, na noite de 24 de janeiro de 1977. O alvo dos atiradores foi um escritório de advogados e militantes do Partido Comunista.

A PF passou a investigar o endereço de Carlos Garcia Juliá por meio de seus policiais que atuam na Interpol, a Polícia Internacional. A investigação levou os federais a uma residência na Barra Funda, bairro central da capital paulista. O espanhol foi identificado e preso no início da noite de quarta, 5.

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