‘Não é impossível’, diz defesa de Duque sobre delação

‘Não é impossível’, diz defesa de Duque sobre delação

Advogado de ex-diretor da Petrobrás alega que 'situação psicológica' de executivo pode levar a acordo

Redação

17 de julho de 2015 | 13h20

Renato Duque, que passou a fazer consultorias, após deixar a Petrobrás. Foto: Fábio Motta/Estadão

Renato Duque foi preso em março. Foto: Fábio Motta/Estadão

Por Beatriz Bula, Julia Affonso e Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

O advogado Alexandre Lopes, que defende o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque – preso na Operação ‘Que País é esse?’, 10.ª fase da Lava Jato, desde março -, disse nesta sexta-feira, 18, que ‘não é impossível’, que o executivo faça delação premiada devido a sua situação psicológica. Duque tem audiência na Justiça Federal marcada para hoje em processo que responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Alexandre Lopes afirmou que continua ‘firme e forte’ à frente da defesa do ex-diretor da estatal petrolífera. O criminalista negou que haja algum acerto ou negociação sobre uma possível delação de Renato Duque. Segundo ele, caso Duque decida fazer a delação, o acordo será mediado por outro escritório de advocacia.

duque

A defesa do ex-diretor da Petrobrás pediu ao juiz Sérgio Moro uma ‘entrevista prévia e reservada’ com Duque antes da audiência marcada para a tarde desta sexta-feira, 18. Na mesma ação, também são réus o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e outros 25 investigados.

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Duque é apontado como elo do PT no esquema de pagamento de propinas na estatal petrolífera. Ele teria sido indicado ao cargo pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (Governo Lula).

O ex-diretor da Petrobrás foi preso após a Polícia Federal flagrar a tentativa do ex-executivo de ocultar patrimônio não declarado na Suíça por meio, por exemplo, da transferência de 20 milhões de euros para uma conta no Principado de Mônaco.

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