Lava Jato prende ex-secretário nacional de Justiça de Temer

Lava Jato prende ex-secretário nacional de Justiça de Temer

Astério Pereira dos Santos e outras 14 pessoas foram denunciadas por envolvimento em pagamento de propina a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, indica o Ministério Público Federal

Pepita Ortega e Fausto Macedo

05 de março de 2020 | 07h25

Astério Pereira dos Santos, ex-Secretário Nacional de Justiça do governo Temer. Foto: Tasso Marcelo / AE

A Polícia Federal abriu nova fase da Operação Lava Jato no Rio nesta quinta, 5 e prendeu Astério Pereira dos Santos, ex-Secretário Nacional de Justiça do governo Temer. Segundo o Ministério Público Federal, Astério e outras 14 pessoas foram denunciadas por envolvimento em pagamento de propina a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Até o momento, oito pessoas foram presas, informou a PF.

Ao todo, nove mandados de prisão – seis de prisão preventiva e três de prisão temporária – foram expedidos pelo juiz da 7ª Vara Federal Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Estado.

Entre os alvos das preventivas estão o procurador aposentado Astério Pereira dos Santos, seu suposto sócio, Carlson Ruy Ferreira, Vinícius da Silva Ferreira, filho de Carlson, além de Josemar Pereira, Marcelo da Silva Pereira e Viviane Ferreira Coutinho Alves.

Já as temporárias atingem Danilo Botelho dos Santos, filho de Astério, Pedro Navarro César e Thiago Bustamante.

A PF faz ainda buscas em 34 endereços no Rio e na Baixada Fluminense. Em um dos endereços investigados, um escritório de advocacia localizado à Rua do Carmo, centro do Rio, foram apreendidos R$ 118 mil em uma sala utilizada por Astério Pereira dos Santos.

A ação foi batizada de Titereiro. Segundo a Receita Federal, o nome faz alusão à pessoa que move bonecos de marionete.

Segundo a Polícia Federal, a operação mira pessoas físicas e jurídicas que participaram de uma rede de pagamentos de propina relacionada às atividades da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio. Procurador de Justiça aposentado do Ministério Público do Rio, Astério chefiou a pasta entre 2003 e 2006, durante a gestão de Rosinha Garotinho.

A PF indicou ainda que a rede de propinas seria organizada por empresários e agentes públicos com apoio de dois escritórios de advocacia e beneficiava integrantes do Tribunal de Contas do Estado Rio de Janeiro.

O dinheiro recebido por meio do esquema era dissimulado por meio do uso de pessoas jurídicas, laranjas e familiares dos envolvidos, afirmou a corporação.

COM A A PALAVRA, ASTÉRIO

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COM A PALAVRA, O TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

A reportagem busca contato com a Corte de Contas. O espaço está aberto para manifestações.

 

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