Lava Jato no Rio pede Nuzman preso por tempo indeterminado

Lava Jato no Rio pede Nuzman preso por tempo indeterminado

Procuradoria da República requereu ao juiz federal Marcelo Bretas para que a o encarceramento temporário do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro seja convertido em preventivo

Constança Rezende

09 de outubro de 2017 | 15h23

Carlos Arthur Nuzman. Foto: REUTERS/Bruno Kelly

O Ministério Público Federal do Rio (MPF) pediu a conversão do pedido de prisão temporária do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Nuzman, para preventiva (sem prazo para terminar), na tarde desta segunda-feira, 9.  O prazo da prisão temporária, que tem validade de cinco dias, vencerá nesta segunda-feira, 9. O juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, decidirá até o final desta tarde se aceita não o pedido do MPF.

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Junto com o pedido, o MPF também pediu a prorrogação do pedido da prisão temporária do ex-diretor de Marketing e Comunicação da entidade, Leonardo Gryner. Os dois foram presos pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira, 5. Eles estão presos em Benfica, na zona norte do Rio.

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Nuzman foi detido durante a Operação Unfair Play, um desdobramento da Lava Jato que aponta que houve compra de votos para que o Rio fosse a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Na denúncia, os procuradores federais apontaram para a ocultação de bens de Nuzman, incluindo 16 barras de 16 barras de ouro depositadas em um cofre na Suíça, motivaram a prisão. Os procuradores também citaram que Nuzman teve crescimento “exponencial” de seu patrimônio entre 2006 a 2016: 457%.

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