Justiça manda prender 20 vereadores de Uberlândia

Justiça manda prender 20 vereadores de Uberlândia

Parlamentares estão sob suspeita de desvio de recursos públicos; operação é comandada por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual

Pepita Ortega, Pedro Prata e Fausto Macedo

16 de dezembro de 2019 | 11h49

Foto: Google Street View

A Justiça de Minas Gerais expediu mandados de prisão para 20 dos 27 vereadores de Uberlândia no âmbito de investigação sobre suposto desvio de dinheiro público na Casa Legislativa Municipal. As ordens são cumpridas na manhã desta segunda, 16, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual, que caça ainda outras 20 pessoas envolvidas no suposto esquema, além de realizar buscas em face dos investigados.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado da Promotoria Mineira encontrou R$ 1 milhão em reais, euros e dólares na casa de uma das vereadoras investigadas. Os promotores também encontraram R$160 mil em espécie e R$ 800 mil em cheques na casa do presidente da Câmara de Vereadores, Hélio Ferraz, o Baiano (PSDB).

As investigações envolvem as suspeitas de contratação de vigilantes ‘fantasmas’ para a segurança da casa legislativa e de desvio de verbas de gabinete por meio de emissão de notas fiscais ideologicamente falsas por empresas de serviços gráficos.

Segundo a Promotoria, os desvios com material gráfico chegariam a R$ 4 milhões.

A Promotoria Mineira cumpriu 41 mandados de prisão e de busca e apreensão contra empresários e vereadores. Dos presos, 20 são vereadores. Outros dois mandados de prisão, contra um vereador e um empresário, ainda não foram cumpridos, e os alvos são considerados foragidos.

Durante as buscas, foram apreendidos materiais, computadores e documentos que farão parte das apurações.

COM A PALAVRA, A CÂMARA DE UBERLÂNDIA

A reportagem fez contato com a Assessoria de Comunicação e com a Presidência da Câmara Municipal. O espaço está aberto para manifestações. (pedro.prata@estadao.com)

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