Justiça decreta prisão preventiva de seguranças que chicotearam jovem negro

Justiça decreta prisão preventiva de seguranças que chicotearam jovem negro

Davi de Oliveira Fernandes e Valdir Bispo dos Santos, ex-seguranças do Supermercado Ricoy, na zona Sul de São Paulo, estavam presos em regime temporário; eles foram denunciados pelo Ministério Público por crimes de tortura, cárcere privado e divulgação de cenas de nudez por causa da divulgação de imagens por celular da vítima sendo açoitada completamente despida

Pedro Prata e Luiz Vassallo

16 de setembro de 2019 | 16h49

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva dos seguranças Davi de Oliveira Fernandes e Valdir Bispo dos Santos, acusados de chicotearem um menor negro de 17 anos nas dependências do Supermercado Ricoy, na zona Sul da cidade. Os dois estavam presos em regime temporário. Agora, vão ficar custodiados por tempo indeterminado.

A informação sobre a preventiva dos seguranças foi divulgada pela Globo News nesta segunda, 16, e confirmada pelo Estadão.

Ainda nesta segunda, o Ministério Público do Estado denunciou os seguranças pelos crimes de tortura, cárcere privado e divulgação de cenas de nudez por causa da divulgação de imagens por celular da vítima sendo açoitada completamente despida.

Davi e Valdir já haviam sido indiciados pela Polícia Civil pelo crime de tortura.

O jovem prestou depoimento, em 2 de setembro, ao 80º Distrito Policial, da Villa Joaniza, no Sul de São Paulo, após o vídeo das agressões cair na internet e virar alvo de inquérito policial.

O rapaz afirmou que, em agosto, pegou uma barra de chocolate das gôndolas e tentou sair do Supermercado Ricoy sem pagar. Ao tentar sair, foi abordado por Valdir Bispo dos Santos que, com o apoio de Davi de Oliveira Fernandes, o levou até uma sala nos fundos da loja.

O jovem acrescentou. “Ali a vítima foi despida, amordaçada, amarrada e passou a ser torturada com um chicote de fios elétricos trançados. Ali, permaneceu por cerca de quarenta minutos, sendo agredido o tempo todo”.

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