Juiz vê ‘união de esforços’ entre fraudadores de contratos de RS 100 mi do porto de Santos

Juiz vê ‘união de esforços’ entre fraudadores de contratos de RS 100 mi do porto de Santos

Leia a decisão do juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos que mandou prender 21 investigados por fraudes à licitações da Companhia Docas do Estado de São Paulo, entre eles o ex-deputado federal Marcelo Squassoni

Pepita Ortega

22 de agosto de 2019 | 08h30

Porto de Santos. Foto: Werther Santana / Estadão

A Justiça Federal, mandou prender temporariamente, no âmbito da Operação Círculo Vicioso, 21 investigados por fraudes à licitações que causaram prejuízo de mais de R$ 100 milhões à Companhia Docas do Estado de São Paulo. Entre os alvos da ação deflagrada na manhã desta quinta, 22, está o ex-deputado federal Marcelo Squassoni.

A Codesp administra o Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina que responde por um terço das trocas comerciais do País.

Além do ex-deputado e de ex-integrantes da cúpula da empresa, os mandados atingem empresários e as sedes das companhias beneficiadas.

Documento

Ao determinar o cumprimento de 24 ordens de busca e apreensão e de 21 prisões temporárias, juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, observou uma ‘união de esforços’ entre os investigados.

Em sua decisão, o magistrado registrou ainda que os investigados continuaram fraudando licitações e contratos públicos mesmo após a deflagração da primeira fase da investigação – a operação Tritão – em outubro de 2018.

As ordens são cumpridas nas cidades de São Paulo, Santos, Guarujá, Ilha Bela, Bragança Paulista, Serra Negra (SP), Duque de Caxias (RJ) e Fortaleza (CE). As buscas são realizadas em 21 endereços ligados a pessoas físicas e em três empresas.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE MARCELO SQUASSONI

Os advogados do ex-deputado Marcelo Squassoni informaram que vão ingressar ainda nesta quinta, 22, na Justiça Federal em Santos, com pedido de revogação da prisão. Squassoni é representado pelos advogados Marcelo Knoepfelmacher, Mariana Figueiredo Paduan e Felipe Locke Cavalcanti.

“Nós entendemos que a prisão do deputado Squassoni é desnecessária e descabida. Ele colaborou desde o início com as investigações e com a Justiça”, disse Marcelo Knoepfelmacher.

O advogado destacou que ‘inclusive quando detinha prerrogativa de foro, ainda em dezembro de 2018, (Squassoni) prestou dpeoimento voluntariamente’.

“Ele não tinha nem obrigação de depor, já que tinha a prerrogativa”, observa Marcelo Knoepfelmacher. “Pelos elementos coligidos nos autos não há nada de novo que justifique a prisão temporária. Ela é descabida e desnecessária.”

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