Inquérito das rachadinhas tem relator definido em segunda instância no Rio

Inquérito das rachadinhas tem relator definido em segunda instância no Rio

Desembargador Milton Fernandes de Souza, do Tribunal de Justiça fluminense, assumirá condução judicial do caso que apura suposto esquema de desvios de salários de funcionários lotados no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro

Rayssa Motta

08 de julho de 2020 | 15h39

Desembargador Milton Fernandes de Souza. Foto: Reprodução / Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj)

O inquérito que apura suposto esquema de rachadinhas no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro tem novo relator. O responsável pelo caso, que agora vai correr na segunda instância, foi definido por sorteio e será o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio, Milton Fernandes de Souza.

O magistrado, que chegou a presidir a Corte entre 2017 e 2018, vai analisar os autos e a validade das decisões monocráticas do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, que autorizou as diligências do inquérito até aqui.

No dia 25 de junho, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal fluminense atendeu pedido da defesa de Flávio decidiu que o senador tem direito a foro privilegiado. Com isso, a investigação passou para segunda instância. O Ministério Público do Rio, que estava prestes a apresentar a primeira denúncia no caso, segundo pessoas que acompanham o inquérito, recorreu da denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF) em ação atribuída ao ministro Gilmar Mendes.

Após 18 meses da primeira convocação, Flávio prestou depoimento sobre as acusações na terça, 7. Em mudança de estratégia, a própria defesa do senador pediu que ele fosse ouvido pelos promotores fluminenses para ‘restabelecer a verdade’.

A investigação, aberta ainda em 2018, voltou a estampar manchetes depois que Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar que arrastou o senador para o centro da investigação criminal ao ter movimentações financeiras atípicas citadas em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), foi preso na casa do ex-advogado de Flávio, Frederick Wassef, em Atibaia, no interior de São Paulo.

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