‘Faça a coisa certa’, diz Moro no dia seguinte

‘Faça a coisa certa’, diz Moro no dia seguinte

Em sua conta no Twitter, ex-ministro da Justiça compartilha campanha de integridade lançada pela pasta que chefiou

Luiz Vassallo

25 de abril de 2020 | 10h06

Reprodução/Twitter

“Faça a coisa certa, pelos motivos certos e do jeito certo” foi o lema de campanha de integridade que fizemos logo no início no MJSP”, afirmou, na manhã deste sábado, 25, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, em seu Twitter, um dia após deixar o cargo e acusar o presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal e ter acesso a investigações.

Entre as frases da campanha compartilhada por Moro, estão “O poder público não é um negócio de família” e “A transparência é a nossa regra. Sigilo é exceção”.

“Respeite o colega de trabalho. Trate todos com urbanidade. O interesse público deve sempre prevalecer. Nós não devemos receber presentes ou qualquer outra vantagem pessoal. Se tiver que escolher entre o fácil e o certo, opte pelo certo. A sociedade quer ação do agente público, nunca acomodação. Participe da gestão do ministério. A ouvidoria é o nosso canal”, diz a campanha.

Ao anunciar a saída do cargo, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, acusou nesta sexta-feira (24) o presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir politicamente no comando da Polícia Federal para obter acesso a informações sigilosas e relatórios de inteligência. “O presidente me quer fora do cargo”, disse Moro, ao deixar claro que a saída foi motivada por decisão de Bolsonaro.

Em um pronunciamento de cerca de 40 minutos, o presidente Jair Bolsonaro rebateu o ex-ministro Sérgio Moro que, ao pedir demissão, o acusou de tentar interferir na Polícia Federal. Na fala, no entanto, Bolsonaro reconheceu que quer um contato mais direto com o diretor-geral da instituição e evidenciou ter interesse pessoal em investigações da PF, como o caso da facada que sofreu em 2018. Bolsonaro disse que, se Moro queria independência para fazer nomeações, deveria ter disputado a eleição à presidência.

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