Ex acusado de feminicídio da juíza Viviane do Amaral no Rio se cala em audiência

Ex acusado de feminicídio da juíza Viviane do Amaral no Rio se cala em audiência

Em audiência que durou pouco mais de três horas, o juiz Alexandre Abrahão, do 3º Tribunal do Júri do Rio, concluiu a fase de instrução do processo; após a defesa e a acusação apresentarem alegações finais, o magistrado decidirá se o engenheiro deve ser levado a júri popular

Redação

15 de abril de 2021 | 11h32

Viviane Vieira do Amaral Arronenzi foi assassinada pelo ex-marido na frente das filhas na véspera de Natal. Foto: Acervo pessoal

Denunciado pelo assassinato da ex-mulher, a juíza Viviane Vieira do Amaral, o engenheiro Paulo José Arronenzi usou o direito de ficar calado durante seu interrogatório na tarde desta quarta-feira, 14, no 3º Tribunal do Júri do Rio.

Em audiência que durou pouco mais de três horas, o juiz Alexandre Abrahão concluiu a fase de instrução do processo após ouvir o depoimento de oito testemunhas. A acusação e a defesa terão agora prazos sucessivos de cinco dias para apresentar as alegações finais no processo. Depois disso, o juiz decidirá se o engenheiro deve ser levado a júri popular.

Um grupo formado por nove juízas e o presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro, juiz Felipe Gonçalves, que presta assistência à família da vítima, acompanharam os depoimentos da plateia.

As informações foram divulgadas pelo Tribunal de Justiça fluminense.

Paulo José Arronenzi é acusado pelo homicídio quintuplamente qualificado de Viviane. Filmado por uma testemunha, o crime ocorreu por volta das 18h30, quando a juíza levava as filhas para passar o Natal com o pai na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Viviane foi morta com 16 facadas, na frente das três meninas – duas gêmeas de 7 anos e uma de 9 anos. O laudo da necropsia do Instituto Médico Legal (IML) apontou perfurações no rosto, na cabeça e nas costas. Arronenzi foi preso em flagrante logo após o crime.

Na denúncia contra o engenheiro, a promotora Carmen Eliza Bastos de Carvalho apontou que o crime foi praticado por motivo torpe, ‘em razão do inconformismo do denunciado com o término de seu casamento com a vítima, principalmente pelas consequências financeiras desta separação’.

“O delito foi cometido por meio cruel, consubstanciado pela multiplicidade de facadas desferidas pelo denunciado por todo o corpo da vítima, notadamente em seu rosto”, registra ainda a denúncia.

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