Do ‘grupo de risco’ do coronavírus, Marcos Valério, do Mensalão, vai para casa

Do ‘grupo de risco’ do coronavírus, Marcos Valério, do Mensalão, vai para casa

Ex-empresário condenado por esquemas de corrupção ligados ao PT e ao PSDB foi liberado por 90 dias para cumprir regime domiciliar em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de BH

Paulo Roberto Netto

27 de março de 2020 | 16h18

Símbolo do ‘Mensalão’, o ex-empresário Marcos Valério foi liberado por 90 dias para cumprir regime domiciliar por estar enquadrado no grupo de risco do novo coronavírus. A decisão é do desembargador Paulo Calmon Nogueira da Gama, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Marcos Valério foi condenado a 37 anos de prisão pelo escândalo conhecido como ‘Mensalão do PT’, pagamento de ‘mesadas’ a parlamentares em troca de apoio a projetos enviados pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Marcos Valério, condenado no mensalão. Foto: Beto Barata/Estadão Conteúdo

O ex-empresário cumpria pena em regime semiaberto em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. Com a nova decisão, o que muda é que ao invés de voltar para o complexo penitenciário, ele ficará sob custódia doméstica.

“É uma decisão justa, humana. Pois tudo que se fala de Marcos Valério, as coisas parecem mais difíceis. Ao menos, ele [o desembargador Paulo Calmon Gama] agiu como todos agem com os outros presos. Ele foi imparcial”, afirmou o criminalista Jean Kobayashi, que defende o ex-empresário.

Marcos Valério tem 59 anos e, segundo seu advogado, tem outras doenças crônicas já comprovadas perante à Justiça, como um linfoma tipo não-hodgkin.

Em 2018, o ex-empresário foi condenado a mais 16 anos e nove meses de detenção pelo ‘Mensalão Mineiro’, esquema que desviou R$ 35 milhões de estatais mineiras para a campanha de reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) em 1998 por meio de agências de publicidade.

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