Direção da OAB de São Paulo nomeia novo vice-presidente na Comissão de Direitos Humanos após renúncia em meio a registro de chapas para eleições internas

Direção da OAB de São Paulo nomeia novo vice-presidente na Comissão de Direitos Humanos após renúncia em meio a registro de chapas para eleições internas

Arnobio Rocha assume o cargo até dezembro no lugar de Ana Amélia Mascarenhas Camargo; "Estamos continuando o trabalho, pois o trabalho é coletivo, não é pessoal", diz o advogado ao 'Estadão'

Rayssa Motta e Fausto Macedo

15 de outubro de 2021 | 06h00

A sede da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, no Centro de São Paulo. Foto: Reprodução/Facebook/OAB-SP

Após a renúncia da advogada Ana Amélia Mascarenhas Camargo, a vice-presidência da Comissão de Direitos Humanos da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) foi assumida pelo advogado Arnobio Rocha. A nomeação foi confirmada nesta quinta-feira, 14, pela própria comissão.

“Agradecemos o trabalho da Dra Ana Amélia. A CDH segue firme, com a ação de centenas de advogadas e advogados que se dedicam à defesa da Cidadania, da Democracia, do Estado de Direito e ao compromisso irrestrito na luta pelos Direitos Humanos”, diz em nota a comissão.

A advogada deixou o cargo no dia de inscrição das chapas que vão concorrer às eleições da OAB-SP, desertando da gestão de Caio Augusto Silva dos Santos, que disputa a reeleição. Ela aceitou o convite de outra candidata, a criminalista Dora Cavalcanti, para compor sua chapa como conselheira federal.

A mudança de lado tem origem na insatisfação com o que tem sido encarado internamente como uma ‘sub-representação’ de defensores da cidadania e dos direitos humanos, além dos seguimentos mais progressistas da classe, na chapa do atual presidente da OAB-SP. A composição foi lida como indicativo de uma proposta mais ‘conservadora’.

O advogado Arnobio Rocha é o oitavo na foto a partir da esquerda. Foto: Reprodução/OAB-SP

O sucessor, Arnobio Rocha, é um dos coordenadores do Núcleo de Ações Emergenciais e Defesa de Direitos Ameaçados da OAB-SP. O grupo acompanha, por exemplo, manifestações públicas e intervenções policiais em comunidades quando há riscos de violência das Forças de Segurança e violação de direitos humanos. Ele fica no cargo até dezembro.

“Estamos continuando o trabalho, pois o trabalho é coletivo, não é pessoal”, diz ao Estadão. “Tenho muito boa relação com Ana Amélia. Vamos seguir os trabalhos, pois as questões de DH não se atrelam ao calendário eleitoral da OAB, ou qualquer outro. E não podemos parar, é seguir com a mesma dedicação e apoio integral da Gestão, em todas as demandas”, acrescenta.

De acordo com o advogado, a missão até o final do mandato é ‘atuar na defesa da Cidadania e resgatar o papel histórico e compromisso da OAB com os Direitos Humanos’. “Estamos cumprindo, nas ruas, nos embates, na defesa da Democracia e do Estado de Direito”, afirma.

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