Desembargadores negam liberdade a vereadores de Mogi das Cruzes presos por corrupção na Câmara, na Saúde e no Serviço de Águas e Esgotos

Desembargadores negam liberdade a vereadores de Mogi das Cruzes presos por corrupção na Câmara, na Saúde e no Serviço de Águas e Esgotos

Antonio Lino (PSD-SP) e Mauro Araújo (MDB-SP) tiveram a prisão preventiva decretada na Operação Legis Easy, deflagrada nesta sexta, 4

Paulo Roberto Netto

05 de setembro de 2020 | 16h57

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou dois pedidos de soltura apresentados pelos vereadores Antonio Lino (PSD-SP) e Mauro Araújo (MDB-SP) de Mogi das Cruzes, município a leste da Grande São Paulo, que tiveram a prisão preventiva decretada nesta sexta, 4, na Operação Legis Easy.

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As duas decisões foram proferidas neste sábado por desembargadores de plantão, que alegaram não ver irregularidades nas decisões que determinaram a prisão preventiva dos parlamentares.

As investigações apuram supostos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo a Câmara Municipal de Mogi das Cruzes e contratos da Secretaria de Saúde e do Serviço Municipal de Águas e Esgotos.

A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Foto: Câmara Municipal de Mogi das Cruzes

Entre os parlamentares que foram alvo das ordens preventivas estão: Carlos Evaristo da Silva (PSB), Diego de Amorim Martins (MDB), Francisco Moacir Bezerra (PSB), Jean Lopes (PL) e Mauro Araújo (MDB). Também foram presos Carlos César Claudino de Araújo (irmão de Mauro Araújo), Willian Casanova e Joel Leonel Zeferino, da construção civil.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, os empresários compravam apoio para aprovar leis encomendadas por eles. A Promotoria indicou ainda que companhias do vereador Mauro Araújo, de seu irmão e do ex-assessor Willian Casanova seriam usadas para lavar dinheiro.

COM A PALAVRA, A DEFESA
A reportagem busca contato com a defesa dos investigados. O espaço está aberto a manifestações (paulo.netto@estadao.com)

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