Promotoria prende cinco vereadores de Mogi das Cruzes em investigação sobre corrupção na Câmara, na Saúde e no Serviço de Águas e Esgotos

Promotoria prende cinco vereadores de Mogi das Cruzes em investigação sobre corrupção na Câmara, na Saúde e no Serviço de Águas e Esgotos

Operação Legis Easy busca cumprir 12 mandados de prisão e tem apoio da Polícia Militar; de acordo com o MP-SP, empresas de um parlamentar seriam usadas para lavar dinheiro

Redação

04 de setembro de 2020 | 12h07

A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes. Foto: Reprodução/Google Street View

A Promotoria do Patrimônio Público de Mogi das Cruzes deflagrou na manhã desta sexta, 4, com apoio da Polícia Militar, a Operação Legis Easy para investigar supostos crimes de corrupção envolvendo a Câmara Municipal e contratos da Secretaria de Saúde e do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae). Cinco vereadores e três empresários foram presos.

Ao todo, a Promotoria e a PM buscam cumprir 12 mandados de prisão. São apurados supostos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. As apurações são conduzidas pelo promotor Kleber Basso.

Entre os parlamentares que foram alvo das ordens preventivas estão: Carlos Evaristo da Silva (PSB), Diego de Amorim Martins (MDB), Francisco Moacir Bezerra (PSB), Jean Lopes (PL) e Mauro Araújo (MDB). Também foram presos Carlos César Claudino de Araújo (irmão de Mauro Araújo), Willian Casanova e Joel Leonel Zeferino, da construção civil.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, os empresários compravam apoio para aprovar leis encomendadas por eles. A Promotoria indicou ainda que companhias do vereador Mauro Araújo, de seu irmão e do ex-assessor Willian Casanova seriam usadas para lavar dinheiro.

O Ministério Público de São Paulo, a ofensiva é um desdobramento da incursão no gabinete do vereador Mauro Araújo em novembro de 2019, quando houve a apreensão de celulares e documentos. Também houve quebra de sigilo bancário.

COM A PALAVRA, OS CITADOS

A reportagem busca contato com os vereadores presos. O espaço está aberto para manifestações.

 

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