David Miranda diz que ameaças não vão interferir em sua conduta como deputado

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David Miranda diz que ameaças não vão interferir em sua conduta como deputado

Casado com o jornalista Glenn Greenwald, do site Intercept, parlamentar revela que encaminhou à Polícia Federal no dia 11 novos relatos sobre 'crescimento do número de ações de grupos de ódio e homofóbicos que ocorreu depois das denúncias relativas à Operação Lava Jato'

Vianey Bentes, especial para o Estado

17 de junho de 2019 | 19h08

O brasileiro David Miranda (à direita) e o americano Glenn Greenwald (à esquerda) no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro em 2013. Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

O deputado federal David Miranda (PSOL/RJ) informou nesta segunda, 17, que está sofrendo ameaças. Casado com o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept, Miranda disse, em nota divulgada por seu gabinete na Câmara, que encaminhou à Polícia Federal no dia 11 ‘novos relatos diante do crescimento do número de ações de grupos de ódio e homofóbicos que ocorreu depois das denúncias relativas à Operação Lava Jato publicadas pelo jornalista Glenn Greenwald, com quem é casado há quase 15 anos e tem dois filhos’.

Intercept está divulgando desde domingo, 9, diálogos atribuídos ao ex-juiz federal Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato.

“As ameaças que venho sofrendo via e-mail nas últimas semanas não vão interferir na minha conduta como deputado federal. Permaneço atuando com o vigor de sempre, em defesa das causas sociais e dos Direitos Humanos”, destacou Miranda.

Ele observou que se preocupa com sua segurança e de sua família. “Para nos resguardar, fiz os devidos encaminhamentos às autoridades competentes.”

Ressaltou que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ‘tomou providências’ a partir de ofício que encaminhou à Presidência da Casa, oferecendo apoio do Departamento da Polícia Legislativa.

David Miranda anotou que à Polícia Federal apresentou queixa-crime em 13 de março, ‘quando recebeu as primeiras ameaças ao assumir o cargo do companheiro de partido Jean Wyllys, que renunciou por receber repetidos ataques cibernéticos com a mesma gravidade, durante o seu último mandato’.

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