Daniel Silveira deixa presídio em Niterói após Alexandre autorizar prisão domiciliar

Daniel Silveira deixa presídio em Niterói após Alexandre autorizar prisão domiciliar

Na saída, de dentro de um carro, deputado ganhou um buquê de flores de uma admiradora e não falou com a imprensa; bolsonarista cumprirá prisão domiciliar em Petrópolis

Fábio Grellet/RIO

14 de março de 2021 | 17h35

Após 26 dias de prisão, o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) deixou o Batalhão Especial Prisional (BEP) de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, às 16h38 deste domingo (14). A Polícia Militar interditou a rua para que o parlamentar passasse. Cerca de 40 fãs de Silveira cercaram o veículo em que o parlamentar estava e o aplaudiram.

Na saída, de dentro de um carro, Silveira ganhou um buquê de flores de uma admiradora e não falou com a imprensa – a decisão judicial que permitiu que ele saísse da prisão o impede de conceder entrevistas sem autorização judicial. Silveira foi para casa, em Petrópolis, onde passará a cumprir prisão domiciliar.

A decisão judicial que libertou Silveira do BEP foi emitida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que também é o autor da ordem de prisão do deputado, depois ratificada em votação na Câmara dos Deputados.

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) deixa o Batalhão Especial Prisional (BEP) de Niterói. Foto: Wilton Júnior / Estadão

Em nota, a defesa de Silveira reclamou da decisão deste domingo. Segundo o advogado Jean Cleber Garcia, o decreto de prisão domiciliar é “desprovido de fundamentação idônea”.

“Os argumentos usados pelo ministro (Alexandre de Moraes) não guardam relação com o objeto da prisão levada a termo ao arrepio do Comando Constitucional”, alega a defesa de Silveira, que diz que vai recorrer da ordem de prisão domiciliar. Segundo a nota, a nova prisão gera constrangimento ilegal. “Os tempos são estranhos”, segue a nota, que termina reproduzindo uma frase da juíza da Suprema Corte norte-americana Sandra O’Connor: “um sistema de detenção sem questionamento carrega consigo o potencial de se tornar um meio de opressão e de abuso”.

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