Covas rebate críticas por ida à final da Libertadores: ‘direito meu’

Covas rebate críticas por ida à final da Libertadores: ‘direito meu’

Prefeito de São Paulo, que adiou a volta ao trabalho após fim de licença médica para se recuperar de sessões de radioterapia, levou o filho ao estádio do Maracanã para torcer pelo Santos

Redação

31 de janeiro de 2021 | 21h23

O prefeito Bruno Covas na final da Copa Libertadores, no Maracanã. Foto: Reprodução

A ida do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), à final da Copa Libertadores, no Rio de Janeiro, em meio à pandemia de covid-19, repercutiu nas redes sociais. Santista, o tucano levou o filho ao estádio do Maracanã para torcer pelo time, que perdeu para o Palmeiras.

Diante das críticas, o prefeito reagiu neste domingo, 31. Em mensagem publicada nas redes sociais, Covas defendeu a ida ao evento, que classificou como ‘um pequeno prazer da vida’ e ‘um sonho’ da família, e observou que cumpriu todas as normas de segurança determinadas pelas autoridades sanitárias.

“Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim”, escreveu em seu perfil no Instagram. “A hipocrisia generalizada que virou nossa sociedade resolveu me julgar como se eu tivesse feito algo ilegal. Todos dentro do estádio poderiam estar lá. Menos eu. Quando decidi ir ao jogo tinha ciência que sofreria críticas. Mas se esse é o preço a pagar para passar algumas horas inesquecíveis com meu filho, pago com a consciência tranquila”, completou.

O tucano está afastado da prefeitura desde o último dia 19, quando tirou uma licença médica para se recuperar das sessões de radioterapia para combater o câncer que identificou em novembro de 2019. Covas deveria retornar ao trabalho na sexta-feira, 29, mas decidiu adiar o retorno e pediu uma licença particular até este domingo.

Nas redes sociais, o prefeito da capital paulista foi criticado por ter viajado para acompanhar a partida em um momento em que São Paulo vive uma das fases mais críticas desde o início da pandemia. A cidade está na chamada ‘fase vermelha’, a mais restritiva do plano de combate ao novo coronavírus, diariamente, entre as 20 horas e as 6 horas, e em tempo integral nos fins de semana.

O empresário e comunicador Marcelo de Carvalho divulgou um vídeo para criticar o prefeito. “São Paulo está absolutamente fechada. Tudo fechado. Restaurantes, bares, shoppings centers, até parques. É um absurdo. Mas absurdo maior é o prefeito, com toda essa gente passando necessidade, milhões de pessoas desempregadas, ter a desfaçatez de ontem ir ao jogo do Santos no Maracanã”, disse.

Marcelo de Carvalho criticou Covas. Foto: Reprodução

Leia a íntegra da mensagem do prefeito Bruno Covas:

“Depois de 24 sessões de radioterapia meus médicos me recomendaram 10 dias de licença para recuperar as energias. Isso foi até a última quinta (28/01). Resolvi tirar mais 3 dias de licença não remunerada para aproveitar uns dias com meu filho. Fomos ver a final da libertadores da América no Maracanã, um sonho nosso. Respeitamos todas as normas de segurança determinadas pelas autoridades sanitárias do RJ. Mas a lacração da Internet resolveu pegar pesado. Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim. Ir ao jogo é direito meu. É usufruir de um pequeno prazer da vida. Mas a hipocrisia generalizada que virou nossa sociedade resolveu me julgar como se eu tivesse feito algo ilegal. Todos dentro do estádio poderiam estar lá. Menos eu. Quando decidi ir ao jogo tinha ciência que sofreria críticas. Mas se esse é o preço a pagar para passar algumas horas inesquecíveis com meu filho, pago com a consciência tranquila”.

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