Cenas do fim

Cenas do fim

Operação C'est Fini, deflagrada nesta quinta-feira, 23, vasculhou endereços de aliados do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, inclusive do ex-secretário-chefe da casa civil Régis Fichtner e do empresário Georges Sadala que participaram da memorável 'Farra dos Guardanapos', em Paris, em 2009; federais acharam adega e dinheiro vivo, cédulas de real, dólar e euro

Redação

23 Novembro 2017 | 15h46

Foto: PF

A Operação C’est Fini, deflagrada nesta quinta-feira, 23, vasculhou endereços de aliados do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), inclusive do ex-secretário-chefe da casa civil Régis Fichtner e do empresário Georges Sadala que participaram da memorável ‘Farra dos Guardanapos’, em Paris, em 2009. A Polícia Federal encontrou adega e dinheiro vivo em cédulas de real, dólar e euro.

A PF cumpriu cinco mandados de prisão, além de busca e apreensão. Os mandados de prisão foram expedidos contra Henrique Alberto Santos Ribeiro, Lineu Castilho Martins, Maciste Granha de Mello Filho, Georges Sadala Rihan e Régis Velasco Fichtner Pereira. O empresário Alexandre Accioly foi intimado a prestar depoimento na sede da PF e foi cumprida a condução coercitiva de Fernando Cavendish.

Foto: PF

A reportagem está tentando contato com os investigados. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, RÉGIS FICHTNER

A reportagem tentou contato com a defesa de Régis Fichtner. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, MACISTE GRANHA DE MELLO FILHO

A defesa informou que não vai se manifestar.

COM A PALAVRA, O DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO RIO (DER-RJ)

Lineu Castilho Martins ocupa o cargo de assessor técnico do DER-RJ. O governo está avaliando o caso e até amanhã tomará uma decisão.

COM A PALAVRA, ALEXANDRE ACCIOLY

O empresário Alexandre Accioly divulgou nota informando que fez negócios legítimos com o empresário Georges Sadala, com quem tem relação “estritamente pessoal”, e não empresarial, e assegurando que tem “farta documentação comprobatória. Diz a nota: “O empresário Alexandre Accioly informa que prestou esclarecimentos a respeito da venda de um bem imóvel, aquisição de um automóvel e operação de crédito, cujo empréstimo foi integralmente quitado, firmados com Georges Sadala”. O comunicado informa também: “Todas as transações se deram em moeda corrente nacional, amparadas por farta documentação comprobatória – tais como escritura, documentos de compra e venda de bens e respectivas transferências bancárias (TEDs) -, e devidamente reportadas nas declarações de bens de Accioly referentes a cada exercício fiscal em que se verificaram.”

COM A PALAVRA, GEORGES SADALA

O empresário Georges Sadala enviou nota à imprensa em que critica o fato de ter sido preso preventivamente “sem que lhe fosse dada a oportunidade de esclarecer previamente os fatos que lhe são atribuídos, uma vez que jamais foi chamado a ser ouvido pelo Ministério Público Federal ou pela Polícia Federal em inquérito policial ou qualquer procedimento investigativo análogo”, e também sem ter dado indicativos de que não prestaria depoimento se solicitado. Diz a nota que “a prisão de Georges Sadala atende propósito meramente simbólico de alcançar o último personagem do enredo dos guardanapos, o que se evidencia pelo próprio nome dado à operação policial, ‘C’est fini’. Afinal, o empresário teve sua movimentação financeira e a de suas empresas completamente devassadas, não se encontrando qualquer indício concreto de repasses de recursos que lhe são atribuídos por delação isolada e jamais corroborada. O único fato concreto apurado e comprovado – e não negado pelo empresário – é sua amizade com o ex-governador Sergio Cabral, o que, por si só, não remete à prática de crime, nem à necessidade da prisão cautelar, de modo que confia que essa medida extrema será revista pelo próprio Poder Judiciário.”

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