Bolsonaro chama Doria de ‘bosta’ e Witzel de ‘estrume’

Bolsonaro chama Doria de ‘bosta’ e Witzel de ‘estrume’

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), também foi atacado durante a reunião ministerial do dia 22 de abril

Rafael Moraes Moura, Julia Lindner, Jussara Soares, Amanda Pupo, Paulo Roberto Netto, Bianca Gomes, Marcelo Godoy, Rayssa Motta e Pepita Ortega

22 de maio de 2020 | 18h14

Reunião ministerial do dia 22 de abril. Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro na reunião ministerial do dia 22 de abril atacou pessoalmente os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) pela medidas de enfrentamento à pandemia do coronavírus. Doria foi chamado de “bosta”, Witzel de “estrume”. Assista:

“O que esses caras fizeram com o vírus, esse bosta desse governador de São Paulo, esse estrume do Rio de Janeiro, entre outros, é exatamente isso”, disse Bolsonaro.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), também foi atacado. A capital do Amazonas teve um colapso no atendimento de Saúde pelo elevado número de casos da covid-19.

“Aproveitaram o vírus, tá um bosta de um prefeito lá de Manaus agora, abrindo covas coletivas. Um bosta. Que quem não conhece a história dele, procura conhecer, que eu conheci dentro da Câmara, com ele do meu lado! Né?”, disse o presidente.

Na quinta-feira, 21, fez uma reunião com os 27 governadores para discutir a ajuda do socorro emergencial aos Estados e Municípios. Durante uma hora de reunião, ninguém falou sobre as medidas de isolamento. Na semana passada, Bolsonaro pediu para empresários de São Paulo “jogar pesado” contra Doria para o fim da quarentena.

O vídeo da reunião do dia 22 no Palácio do Planalto foi liberado nesta sexta-feira, dia 22, pelo ministro Celso de Mello, relator do inquérito que investiga a acusação de que o presidente Jair Bolsonaro teria interferido politicamente na Polícia Federal (PF) para nomear alguém de sua confiança para a direção da superintendência do órgão no Rio. A gravação é uma das principais provas do caso. Ela foi entregue pelo governo ao STF por ordem do decano do tribunal.

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